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Coomaraswamy – Bramanismo ou Hinduísmo

mardi 25 février 2020

nossa tradução

Bramanismo? ou hinduísmo não? é apenas a mais antiga das religiões de mistério?, ou melhor, as disciplinas metafísicas, das quais temos um? conhecimento? completo e preciso de fontes literárias e, com respeito? aos últimos dois mil anos, também a partir de documentos iconográficos, mas também talvez a única destas [religiões], que sobreviveram com uma tradição? ininterrupta e que são vividos e compreendidos atualmente por muitos milhões de homens, dos quais alguns são camponeses e outros homens letrados capazes de explicar? sua fé? na Europa e em suas próprias línguas. No entanto, e embora as escrituras e práticas antigas e modernas do hinduísmo tenham sido examinadas por estudiosos europeus por mais de um século, não seria exagero dizer que um relato fiel do hinduísmo poderia muito bem? ser? apresentado na forma? de uma negação? categórica da maioria das declarações que foram feitas sobre o assunto, tanto por estudiosos europeus quanto por indianos treinados em nossos modernos modos céticos e evolutivos de pensamento?.

Alguém poderia começar, por exemplo?, observando que a doutrina védica não é panteísta nem politeísta, nem um culto aos poderes da Natureza?, exceto no sentido? de que Natura Naturans é Deus? e todos os seus poderes, exceto os nomes dos atos de Deus ; que o karma não é "destino?", exceto no sentido ortodoxo do caráter? e do destino, inerente às coisas? criadas, e entendidas corretamente, determina sua vocação? ; que Maya? não é "ilusão?", mas sim a medida? e os meios maternos essenciais para a manifestação? de um mundo? quantitativo? e, nesse sentido, "material", de aparências, pelo qual podemos ser iluminados ou iludidos de acordo? com o grau? de nossa própria maturidade ; que a noção? de uma "reencarnação" no sentido popular do retorno? de indivíduos falecidos ao renascimento? nesta terra? representa apenas um mal?-entendido das doutrinas da hereditariedade?, transmigração? e regeneração ; e que os seis daranas da "filosofia?" sânscrita posterior não são tantos "sistemas" mutuamente exclusivos, mas, como o próprio? nome? indica, tantos "pontos de vista" que não são mais contraditórios que, digamos, botânica e matemática?. Também devemos negar no hinduísmo a existência? de algo único? e peculiar a si mesmo, além? das cores locais e das adaptações sociais que devem ser esperadas sob o sol, onde nada? pode ser conhecido, exceto no modo? do conhecedor. A tradição indiana é uma das formas da Philosophia Perennis? e, como tal, incorpora aquelas verdades universais? sobre as quais nenhum povo? ou era pode reivindicar exclusivamente. O hindu está, portanto, perfeitamente disposto a usar suas próprias escrituras por outros como "provas extrínsecas e prováveis" da verdade?, como também a conhecem. Os hindus argumentariam, além disso, que é somente nessas alturas que qualquer acordo verdadeiro? de culturas diferentes pode ser efetuado.

Vamos tentar agora? afirmar os fundamentos de maneira positiva : não, no entanto, como isso geralmente é feito de acordo com o "método? histórico?" pelo qual a realidade? é mais obscurecida do que iluminada, mas de um ponto? de vista estritamente ortodoxo, tanto quanto aos princípios? e sua aplicação ; esforçando-se para falar? com precisão? matemática, mas nunca empregando palavras próprias ou fazendo afirmações para as quais a autoridade? não poderia ser citada por capítulo e verso ; dessa maneira, tornando até nossa técnica? caracteristicamente indiana.

Allar & Ponsoye

Le Brahmanisme ou Hindouisme est la plus ancienne des religions ou plutôt la plus ancienne des disciplines métaphysiques dont nous avons une connaissance complète et précise par des sources écrites et, pour les deux derniers millénaires, par des documents iconographiques. Elle est aussi - et peut-être la seule - une discipline qui survit dans une tradition intacte, vécue et comprise aujourd’hui par des millions d’hommes?, dont certains sont des paysans, d’autres des hommes instruits, parfaitement capables d’exposer leur foi, aussi bien dans une langue? européenne que dans leur propre langue. Néanmoins, bien que les écrits anciens et récents ainsi que les pratiques rituelles de l’Hindouisme aient été étudiés par des érudits européens depuis plus d’un siècle, il serait à peine exagéré de dire que l’on? pourrait parfaitement donner un exposé fidèle de l’Hindouisme sous la forme d’un démenti catégorique à la plupart des énoncés qui en ont été faits, tant par les savants européens que par les Hindous formés aux modernes façons de penser sceptiques et évolutionnistes.

Par exemple, on remarquera d’abord que la doctrine védique n’est ni panthéiste, ni polythéiste. Elle ne constitue pas non plus un culte des puissances de la Nature, sinon dans le sens de Natura naturans est Deus, où lesdites puissances ne sont rien d’autre que les noms des actes divins. Le karma n’est pas le « sort », sinon dans le sens orthodoxe de caractère et de destin, inhérents aux choses créées elles-mêmes, qui, correctement entendus, déterminent leur vocation. Mâyâ n’est pas l’« illusion? », mais représente plutôt la « mesure » maternelle et, les moyens essentiels de la manifestation d’un monde d’apparences fondé sur la quantité, apparences par lesquelles nous pouvons être illuminés ou égarés selon le degré de notre propre maturité. La notion de « réincarnation », au sens ordinaire d’une renaissance sur la terre d’individus défunts, représente seulement une erreur de compréhension des doctrines de l’hérédité, de la transmigration et de la régénération. Les six darshanas de la « philosophie » sanscrite postérieure ne sont pas autant de « systèmes » s’excluant réciproquement, mais, comme le signifie leur nom, autant de « points de vue » qui ne se contredisent pas plus que ne font entre elles la botanique et les mathématiques. Nous nierons également qu’il existe dans l’Hindouisme quoi que ce soit d’unique, rien qui lui soit particulier, hors la teinte locale et les adaptations sociales auxquelles on doit s’attendre ici-bas, où rien n’est connu qu’à la mesure du connaissant.

La tradition hindoue est l’une des formes de la Philosophia? Perennis, et, comme telle, incarne les vérités universelles dont aucun peuple ni aucune époque ne saurait revendiquer la possession exclusive. C’est pourquoi un Hindou est parfaitement désireux de voir ses Écritures utilisées par d’autres hommes à titre de « preuves extrinsèques et valables » de la vérité que ces derniers connaissent aussi. Bien plus, un Hindou soutiendrait que ces cimes sont le seul lieu où un accord des différentes formes peut être effectivement réalisé.

Original

Brahmanism or Hinduism is not only the oldest of the mystery religions, or rather metaphysical disciplines, of which we have a full and precise knowledge from literary sources, and as regards the last two thousand years also from iconographic documents, but also perhaps the only one of these that has survived with an unbroken tradition and that is lived and understood at the present day by many millions of men, of whom some are peasants and others learned men well able to explain their faith in European as well as in their own languages. Nevertheless, and although the ancient and modern scriptures and practises of Hinduism have been examined by European scholars for more than a century, it would be hardly an exaggeration to say that a faithful account of Hinduism might well be given in the form of a categorical denial of most of the statements that have been made about it, alike by European scholars and by Indians trained in our modern sceptical and evolutionary modes of thought.

One would begin, for example, by remarking that the Vedic doctrine is neither pantheistic nor polytheistic, nor a worship of the powers of Nature except in the sense that Natura naturans est Deus and all her powers but the names of God?’s acts ; that karma is not “fate” except in the orthodox sense of the character and destiny that inhere in created things themselves, and rightly understood, determines their vocation ; that Maya is not “illusion”, but rather the maternal measure and means essential to the manifestation of a quantitative, and in this sense “material”, world of appearances, by which we may be either enlightened or deluded according to the degree of our own maturity ; that the notion of a “reincarnation” in the popular sense of the return of deceased individuals to rebirth on this earth represents only a misunderstanding of the doctrines of heredity, transmigration and regeneration ; and that the six daranas of the later Sanskrit “philosophy” are not so many mutually exclusive “systems” but, as their name implies, so many “points of view” which are no more mutually contradictory than are, let us say, botany and mathematics. We shall also deny in Hinduism the existence of anything unique and peculiar to itself, apart from the local coloring and social? adaptations that must be expected under the sun where nothing can be known except in the mode of the knower. The Indian tradition is one of the forms of the Philosophia Perennis, and as such, embodies those universal? truths to which no one people or age can make exclusive claim. The Hindu is therefore perfectly willing to have his own scriptures made use of by others as “extrinsic and probable proofs” of the truth as they also know it. The Hindu would argue, moreover, that it is upon these heights alone that any true agreement of differing cultures can be effected.

We shall try now to state the fundamentals positively : not, however, as this is usually done in accordance with the “historical method” by which the reality is more obscured than illuminated, but from a strictly orthodox point of view, both as to principles and their application ; endeavouring to speak with mathematical precision, but never employing words of our own or making any affirmations for which authority could not be cited by chapter and verse ; in this way making even our technique characteristically Indian.


Voir en ligne : HINDUISM and BUDDHISM