Mas na essência da arte, que atravessou até o fundo o próprio nada, domina a vontade. A arte é a eterna autogeração da vontade de potência. Como tal, ela se destaca tanto da atividade do artista quanto da sensibilidade do espectador para se colocar como o traço fundamental do devir universal. Um fragmento dos anos 1885-86 afirma : “A obra de arte, onde ela aparece sem artista, por exemplo como corpo, como organismo… Em que medida o artista não é senão uma grande preliminar. O mundo como obra de arte que gera a si mesma”1]. (AgambenH)
- NIETZSCHE. W. z. M., n. 796 [Ed. bras., p. 397]. A leitura de Nietzsche contida neste capítulo não teria sido possível sem os fundamentais estudos de Heidegger sobre o pensamento nietzschiano, em particular : Nietzsches Wort “Gott ist tot”. In. : Holzwege GA5 (1950) [Ed. port. : HEIDEGGER, Martin. A palavra de Nietzsche “Deus morreu”. In : Caminhos de floresta. Coord. científica da edição e tradução de Irene Borges-Duarte. Lisboa : Fundação Calouste Gulbenkian, 2002.] ; e Nietzsche (1961) [Ed. bras. : HEIDEGGER, Martin. Nietzsche GA6. Tradução de Marco Antônio Casanova. Rio de Janeiro : Forense Universitária, 2007. v. I e II.[↩]