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ÉTICA DE ESPINOSA

Espinosa (Ética III, Prop. IX) : o julgamento do bom

Parte III - Da Origem e Natureza dos Afetos

mercredi 15 septembre 2021

[ESPINOSA, Benedito de. Ética. Tr. Grupo de Estudos Espinosanos. São Paulo : EDUSP, 2015, p. 253, 255]

Proposição? IX

A Mente?, tanto enquanto tem ideias? claras e distintas como enquanto as tem confusas, esforça-se para perseverar em seu ser? por uma duração? indefinida e é cônscia deste seu esforço?.

Demonstração?

A essência? da Mente é constituída por ideias adequadas e inadequadas [como mostramos na Prop. 3 desta parte?), por isso [pela Prop. 7 desta parte), tanto enquanto tem umas como enquanto tem outras, esforça-se para perseverar em seu ser ; e isto [pela Prop. 8 desta parte) por uma duração indefinida. Mas como [pela Prop. 23 da parte I) pelas ideias das afecções do Corpo? a Mente é necessariamente cônscia de si, logo [pela Prop. 7 desta parte), a Mente é cônscia de seu esforço. C. Q. D.

E s c ó l i o

Este esforço, quando referido à só Mente, chama-se Vontade? ; mas quando é referido simultaneamente à Mente e ao Corpo chama-se Apetite?, que portanto não? é nada? outro? que a própria essência do homem?, de cuja natureza? necessariamente segue aquilo que serve à sua conservação ; e por isso o homem é determinado a fazê-lo. Em seguida, entre apetite e desejo? não há nenhuma diferença? senão que o desejo é geralmente referido aos homens enquanto são cônscios de seu apetite, e por isso pode ser assim definido : o Desejo é o apetite quando dele se tem consciência?. De tudo isso, constata-se então que não nos esforçamos, queremos, apetecemos, nem desejamos nada porque o julgamos bom? ; ao contrário, julgamos que algo é bom porque nos esforçamos por ele, o queremos, apetecemos e desejamos.