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Enéada IV, 3
Enéada IV, 3 (27)

    

PLOTINO   - TRATADO 27 (IV, 3) - SOBRE AS DIFICULDADES RELATIVAS À ALMA   (1)

Os tratados 27, 28 e 29 estão sob muitos aspectos no coração   da obra de Plotino. São até mesmo quantitativamente, posto que estão justo no meio dos cinquenta e quatro tratados editados por Porfírio  , que nos diz que foram redigidos durante o período particularmente fecundo que foram os seis anos ao longo dos quais Porfírio ele mesmo passou em Roma ao lado do mestre. Estes tratados participam de um movimento   de síntese e de aprofundamento das questões filosóficas. Como já se vê no Tratado 26 e como se verá ainda nos tratados 30, 31, 32 e 33, este conjunto   de tratados do 26 ao 33 parecem perseguir   um esforço de elaboração doutrinal no seio do qual o conjunto 27-29 desempenha um papel maior. Os tratados 27-29, de fato, produzem a exposição mais completa da "psicologia plotiniana", quer dizer a exposição de sua doutrina da alma e de todas as dificuldades que aí são tradicionalmente associadas. E por esta razão   mesma, estes tratados ocupam um lugar central na obra de Plotino: porque seu objeto é a alma, e porque a alma ela mesma ocupa um lugar ao mesmo tempo   intermediário   e determinante na concepção plotiniana da realidade   mas também na sua teoria   do conhecimento e na sua física. [Brisson  ]


Capítulo 1, 1-16: Introdução geral: três razões para se interessar pela alma

Capítulos 1, 16-8. Unidade   e multiplicidade da alma: refutação da tese estoica.

  • Capítulo 1, 16-37: Apresentação dos cinco   argumentos em favor da tese segundo a qual nossa alma provém da Alma do Mundo, da qual ela é parte.
    • Argumento   1: esta tese é compatível com a doutrina estoica
    • Argumento 2: nossas almas são partes da Alma do Mundo, assim como nossos corpos são partes do Corpo do Mundo
    • Argumento 3: a influência da rotação do mundo sobre nossas almas indica que elas provêm da Alma do Mundo
    • Argumento 4: participamos da Alma do Mundo da mesma maneira que as partes de nosso corpo participam de nossa alma
    • Argumento 5: não há alma fora da Alma do Mundo, que governa tudo o que é inanimado
  • Capítulo 2-7: Exame  , refutação e correção dos cinco argumentos.
    • Cap 2: Resposta   ao argumento 1: ser da mesma espécie não significa ser uma parte, e um incorporal não pode ter partes como tem um corpo
    • Cap 3-6: Resposta ao argumento 4: a analogia   do macrocosmo e do microcosmo, se tratando das relações da alma e do corpo, não é recepcionável senão com o custo de certas precisões
    • Cap 7, 1-12: Resposta ao argumento 2: o Filebo   sustenta bem que o mundo tem uma alma, mas não diz que nossa alma é uma parte do mundo
    • Cap 7, 12-20: Resposta ao argumento 5: segundo o Fedro  , a alma que perdeu suas asas não é a Alma do Mundo
    • Cap 7, 20-31: Resposta ao argumento 3: nossa alma resiste à influência da revolução do mundo e a alma que anima o embrião vem do exterior  

Cap 8: Dificuldades relativas à unidade e à multiplicidade da alma

Capítulo 9-19: A entrada da alma no corpo.

  • Cap 9, 1-12: As duas maneiras   para a alma de entrar em um corpo
  • Cap 9, 12 a cap 11: A Alma do Mundo
  • Cap 9, 12-51: A Alma do Mundo cria o Corpo do Mundo para avançar e agir através   dele
  • Cap 10 e 11: Segunda explicação: a Alma do Mundo é a intermediária que faz participar o sensível   do inteligível
  • Cap 12-19: As almas humanas
  • Cap 12: Sua descida não é total mas cíclica
  • Cap 13: Sua descida obedece a uma lei
  • Cap 14: As almas são o ornamento do mundo
  • Cap 15 a 17: Os diferentes níveis de descida
  • Cap 18: O uso do raciocínio
  • Cap 19: Um comentário do Timeu   35a-b

Capítulos 20-24: A alma está no corpo como em um lugar?

  • Cap 20 a 21: A alma não está no corpo, como em um lugar, nem como um substrato, nem como uma parte em um todo, nem como a forma na matéria, nem mesmo como o piloto em seu navio
  • Cap 22: A alma está no corpo como a luz está no ar, e é o corpo que está na alma
  • Cap 23: Como as faculdades da alma se exercem localmente
  • Cap 24: A saída da alma fora do corpo

Capítulo 25 (até o Tratado 28, 17): A memória em sua relação   com a união   da alma e do corpo.

  • Cap 25: A memória não pertence ao intelecto
  • Cap 26: A memória não pertence ao vivente
  • Cap. 27: A memória pertence à alma
  • Cap 27 a 31, 16: A memória depende da faculdade representativa e pertence como ela à alma sensitiva
  • Cap 31, 16 até o Tratado 28, 5: Isto que se lembram as almas
  • Cap 31, 16 a 32, 27: A sua saída do corpo
  • Tratado 28, 1-5: No lugar inteligível