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Enéadas

Brisson & Pradeau (Traités 1-6:95-96) – Sobre a imortalidade da alma

Plotino - Tratado 2 (IV,7)

quinta-feira 30 de dezembro de 2021

BRISSON  , Luc Brisson   et PRADEAU  , Jean-François Pradeau  . Plotin   Traités 1-6. Paris: GF Flammarion, 2002, p. 95-96

tradução

Este segundo tratado de Plotino   trata da alma?. A tradição filosófica antiga sempre fez desta um objeto? de predileção, lembrando-se unanimemente que a definição da alma era? a condição de uma definição do homem? e da vida? humana, posto que o homem é uma alma antes de ser um corpo? e que a alma é nele o sujeito? das condutas como do conhecimento?; mas os filósofos antigos adicionavam ainda que a definição da alma era uma das condições do estudo? do conjunto dos seres vivos, na medida? que todos são corpos animados, assim como ela devia ser um capítulo maior da explicação do mundo? em seu conjunto, posto que um bom número de doutrinas antigas supunham que o mundo ele mesmo? tinha uma alma. Plotino   resta fiel a seus predecessores, e muito particularmente aos platônicos, quando inscreve por sua vez? a investigação da alma na encruzilhada de questões éticas, biológicas e cosmológicas; mas levanta ainda bastante a importância desta investigação por razões pertinentes a sua doutrina. Pois a alma, como já estabelecido no primeiro? tratado, é o ponto? nodal de sua representação ordenada da realidade?. Ela é o termo? da process?ão que, advinda do Uno? e passando pelo Intelecto?, se realiza com ela: aquém da alma, não é possível acordar ao que quer que seja, no sentido? estrito?, realidade. Os produtos da alma que são os corpos e as coisas? sensíveis não têm, com efeito?, exist?ência senão na medida que uma alma os informa e os anima. Se a alma é o último grau?, o termo da processão, ela não menos ocupa um lugar doutrinal maior; por esta razão portanto ela é a causa do universo?, do mundo sensível em seu conjunto, e por esta razão em decorrência ela é, em nós, o sujeito do conhecimento verdadeiro? cujo objeto é o inteligível. De maneira que, tratando da alma, Plotino   se põe na obrigação de tratar questões de ordens diferentes, mas de se pronunciar? também sobre a origem? da alma, sua natureza? e a maneira pela qual ela pode reencontrar, para se unir, o princípio do qual ela é proveniente. O número e a importância destas questões são consideráveis. O segundo tratado das Enéadas  , assim como os tratados 4 e 21 que o seguem, não as tratam senão parcialmente; obras? posteriores e mais desenvolvidas prosseguirão esta investigação, como é o caso dos três tratados 27-29. Aqui? neste tratado segundo, Plotino   parece preocupado em tomar posição neste debate, quando passa em revista, para as refutar, as definições contemporâneas da alma melhores estabelecidas. Os tratados 2 e 4 apresentam assim um panorama geral? e «doxográfico»: Plotino   aí procede ao exame? das opiniões (doxai?) dos predecessores ou dos contemporâneos, antes de defender sua própria definição da alma, da qual estima que ela é platônica, quer dizer verdadeira.

Original

Le deuxième traité de Plotin   porte? sur l’âme. La tradition? philosophique? ancienne a toujours fait de cette dernière un objet de prédilection, en rappelant unanimement que la définition de l’âme était la condition d’une définition de l’homme et de la vie humaine, puisque l’homme est d’abord une âme avant que d’être un corps et que l’âme est en lui le sujet des conduites comme de la connaissance ; mais les philosophes anciens ajoutaient encore que la définition de l’âme était l’une des conditions de l’étude de l’ensemble des êtres vivants, dans la mesure où tous sont des corps animés, tout comme elle devait être un chapitre majeur de l’explication? du monde dans son ensemble, puisque bon nombre de doctrines anciennes supposaient que le monde lui-même avait une âme. Plotin   reste fidèle à ses prédécesseurs, et tout particulièrement aux platoniciens, lorsqu’il inscrit à son tour l’enquête sur l’âme à la croisée de questions éthiques, biologiques et cosmologiques? ; mais il accuse encore davantage l’importance de cette enquête pour des raisons qui, cette fois, sont propres à sa doctrine. Car l’âme, comme l’a déjà établi le premier traité, est le point nodal de sa représentation ordonnée de la réalité. Elle est le terme de la procession qui, issue de l’Un et passant par? l’Intellect, s’achève avec elle : en deçà de l’âme, il n’est plus possible d’accorder à quoi que ce soit, au sens strict, de réalité. Les produits de l’âme que sont les corps et les choses sensibles n’ont en effet d’existence que pour autant qu’une âme les informe et les anime. Si l’âme est le dernier degré, le terme de la procession, elle n’en occupe pas moins une place? doctrinale majeure ; pour cette raison? d’abord qu’elle est la cause? de l’univers, du monde sensible dans son ensemble, et pour cette raison ensuite qu’elle est, en nous, le sujet de la connaissance véritable dont l’objet est l’intelligible?. De sorte? que, traitant de l’âme, Plotin   se met dans l’obligation? de traiter des questions d’ordres différents, mais de se prononcer aussi sur l’origine de l’âme, sa nature et la manière dont elle peut retrouver pour s’y unir le principe? dont elle est issue. Le nombre et l’importance de ces questions sont considérables. Ce deuxième traité, comme les traités 4 (IV, 2  ) et 21 (IV, 1  ) qui en sont la suite, ne les traite que très partiellement ; il reviendra à des ouvrages ultérieurs et autrement plus développés de poursuivre cette enquête (comme c’est le cas, avant tout, des trois traités Sur les difficultés relatives à l’âme, 27 à 29 (IV, 3   à 5)). Ici, Plotin   paraît simplement soucieux de prendre position dans un débat scolaire, lorsqu’il passe en revue, pour les réfuter, les définitions contemporaines de l’âme les mieux établies. Les traités 2 et 4 prennent ainsi un tour général et « doxographique » : Plotin   y procède à l’examen des opinions? (dóxai) des prédécesseurs ou des contemporains, avant de défendre sa propre définition de l’âme, dont il estime qu’elle est platonicienne, c’est-à-dire vraie.


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