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Tratado 30
Traité 30
Tractate 30
Enéada III,8
Enéada III, 8
Ennead III,8
Ennead III, 8
Ennéades III,8
Ennéades III, 8
III, 8
III,8

PLOTINO   - TRATADO 30 (III, 8) - SOBRE A CONTEMPLAÇÃO

Redigindo este texto, Plotino   quis manifestamente aí apresentar, em as resumindo e as ordenando umas às outras, as principais teses de uma doutrina bem estabelecida. O conteúdo já redigido dos vinte nove primeiros tratados editados por Porfírio   deu lugar a precisões, exames ou caracterizações sobre as quais Plotino   parece se apoiar para propor o que se pode arriscar a designar como uma introdução a sua própria filosofia. Não que Plotino   aí resuma o conjunto de seu ensinamento, mas porque recorda aqui o que são as realidades principais em explicando com muita simplicidade a maneira das quais elas se engendram umas às outras e a maneira ainda pelas quais se constituem e se formam umas em relação às outras. [Brisson  ]


O objeto do tratado é a demonstração da tese segundo a qual tudo contempla. A demonstração desta tese demanda ao mesmo tempo uma definição da contemplação e uma prova pelo exemplo: Plotino   se atém portanto a mostrar como cada realidade, da última à primeira, exerce uma mesma atividade contempladora.

A prosopopeia da natureza, tão chocante possa ser, não poderia fazer do tratado um tratado «sobre a natureza». O texto não apresenta a «física» plotiniana, assim como não trata inteiramente da natureza. Inscreve, no entanto, esta em um exame contínuo que, partindo da manifestação psíquica última, a mais «descida» na topologia da doutrina plotiniana, remonta até o princípio primeiro. A alma descida, ou mais exatamente a faculdade mais descida da Alma do Mundo, sua faculdade vegetativa, eis o que Plotino   denomina «natureza» (physis), como já explicou em tratados anteriores.


Capítulo 1, 1-18: Tese: todas as coisas aspiram à contemplação

Capítulo 1, 18 ao Capítulo 4: A natureza contempla

  • Cap. 1,18-2,19 A natureza permanece imutável
  • Cap. 2,19-fim A natureza, que é uma forma e uma razão, produz.
  • Cap. 3 A natureza produz porque ela contempla
  • Cap. 4 A natureza em repouso
    • Cap. 4,1-14 A prosopopeia da natureza
    • Cap. 4,14-fim A contemplação fraca da natureza

Capítulos 5-6: A alma por inteiro contempla

  • Cap. 5,1-17 A parte superior da alma contempla
  • Cap. 5,17-cap. 6 Todas as atividades da alma são contemplações

Capítulo 7: Todas as realidades verdadeiras contemplam e são contemplações

Capítulo 8-11: O Intelecto contempla o Uno.

  • Cap. 8 O Intelecto é a primeira contemplação viva, desdobrada desde o Uno
  • Cap. 9,1-39 Como o Intelecto contempla
  • Cap. 9,39-cap. 10 O Uno é princípio e poder de todas as coisas
  • Cap. 11 O Intelecto deseja e alcança o Bem