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Renz (F) – conscientidade tem que perquirir

sexta-feira 9 de setembro de 2022

    

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Karl: Termina-se onde se iniciou, e nada jamais aconteceu, por toda a jornada, como a estória Zen de domar o boi. Procuras por toda parte e acabas no próximo gole de café, e o que quer que venha em seguida. Em The Ultimate Medicine, Nisargadatta   diz o mesmo, tens que procurar em todos os lugares e não encontrando si mesmo   em parte alguma, repousas neste não encontrar. Quem sabe quanto tempo vai levar.

Q: Há um atalho?

K: Apenas o próximo gole de café seria o atalho. Preocupe-se e seja feliz! Nunca se sabe. Se dizes isto tem que acontecer, eu diria não. Mas acontecerá se tem que acontecer. Tens que fazer de qualquer jeito, tens que perquirir   de qualquer jeito, gostes ou não. Até mesmo compreender não ajuda  . Tens que ir por tudo o que tem que acontecer de qualquer jeito. Mas se me perguntas se é necessário, te diria que não. Mas assim mesmo tens que fazê-lo.

Q: Então perquirir cai nesta categoria de algo que podes ter que fazer mas...

K: Não, tens que fazer! Não há momento presente   sem perquirir. Não há realização   sem perquirir. A conscientidade   tem que perquirir. A conscientidade não pode parar de procurar pela natureza da conscientidade. Não há escapatória.

Q: Não há diferença   entre estar em um pub e ser um buscador.

K: Há uma diferença, mas não faz diferença. Ambos são perquirir. Quem está bebendo tenta ter repouso   com a bebida, e tu tentas ter repouso em meditação  . Ambos são intenção   de felicidade   ou paz  . Mas por nada disto podes encontrar paz. Há diferenças entre quaisquer experiências, como fazes, ou te experiencias, mas de novo não fará nenhuma diferença. Mas ainda assim há diferenças entre si, posto que a ressaca do álcool pode ser diferente da ressaca da meditação. Mas ambos criam ressacas, de tipos diferentes.


Ver online : KARL RENZ