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Karl Renz : do momento que há mundo, há dor

vendredi 21 février 2020

Do momento que há mundo?, há dor. Nada de novo. Quando há mundo, há você, quando há você, há dor. Desconforto. Qual o problema ? E não há saída disto ! Tentar não ter esta melancolia [Weltschmerz], tentar unificar e ver o mundo como uma ilusão? e evanescente, já estás neste negócio de trabalho duro, trabalhando por algo. Não funciona ! Talvez por meditação por certo tempo não haja mundo, ou por compreensão, mas isto volta até mais intensamente. Nada funciona ! Deves ser-o-que-és apesar da presença ou da ausência? de melancolia. Esta decepção é a presença de eu e de mundo. Apenas separação, a experiência de separação, de que existes como decepção. O que fazer ? Toda experiência é schmerz. Não há exceção. Toda ! Mesmo com-ciência [awareness] é dor, comparado com o-que-és. É incrível ?! O conforto que é o-que-és nunca será experienciado. Assim comparado com Isso-que-é a absoluta ausência de qualquer presença de alguma experiência, que é conforto ele mesmo, qualquer momento de glória é dor. Dor, dor, dor. E gosto disso, há diferenças de dor, diferenças de desconforto, mas conforto não pode ser alcançado por nada. Não há nunca menos desconforto. Mesmo glória e êxtase é dor. Se tudo é dor, quem se importa ? Se mais ou menos dor ?

Q : Por que é assim ?

K : Porque tudo é parte da realização, dependendo da existência?, a dor mais sutil, é o início de todo o resto de dor.

Q : Por que ?

K : É modo como te realizas a ti mesmo. Não há um "porquê". Por que não ?

Q : Mas quando se é absorvido pela beleza? ?

K : Ainda pior, pois o momento seguinte a dor é mais intensa. É uma preparação para a dor. E a preparação para dor ainda é dor. E queres permanecer nesta ausência [da beleza] então te fazes mais dependente, e isto já é dor. O que quer que expresses já dor, comparado com Isso-que-és. [...] Comparado com Isso-que-és, Parabrahma, não se conhecendo a si mesmo, na absoluta ausência, isso é o que podes chamar conforto, sem início e sem fim. E não dependendo de qualquer presença, ou qualquer momento especial no tempo, fundindo na beleza ou no que quer que seja, pois todos estes chamados momentos sem dor, são apenas o oposto da dor, ambos se pertencem um ao outro, é como bom e mau.


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