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Ullman (Plotino:18-19) – origem do sensível

sábado 5 de fevereiro de 2022

      

Para Plotino  , como para todos os filósofos gregos, era uma questão crucial a origem   do sensível   a partir de um princípio imaterial [1].

“A natureza do Uno   é geradora de todas as coisas, razão   por que não é nenhuma delas” [En. VI, 9, 3, 40-41]. Sendo o Uno   nenhuma das coisas [2], [18] ele é transcendente a toda determinação, sem essência   [3]. Isso quer dizer que não se assemelha a nenhuma essência dos entes; ele é a essência par excellence. [Ullmann  :18-19]


Ver online : PLOTINO


[1“Das eigentliche philosophische Problem war fur Plotin die Frage, wie sich die Welt der sinnlichen Erscheinungen zu der des immateriellen wahrhaften Seins verhalte, genauer gesagt, wie sie aus dieser abzuleiten sei” (POHLENZ. Max, Die Stoa - Geschichte einer geistigen Bewegung, 6. Auflage (Göttingen, 1984), p. 390).

[2Já anteriormente Plotino se ocupara com a questão de como o Uno não permaneceu a sós (En. V, 1,6, 7). Não é demais recordar que, explicitamente, foi Siger de BRABANTE (1235-1281/84) quem, por primeiro, formulou esta questão fundamental da metafísica: “Por que há coisas em vez do nada?” (Cf. Metaphysik. In: HISTORISCHES WÖRTERBUCH DER PHILOSOPHIE, völlig neubearbeitete Ausgabe (Basel/Stuttgart, 1980), Band 5, col. 1218, vol. 5, p. 1218).

[3Ao defrontar-se com o problema da processão – o Uno dando origem ao múltiplo Plotino reconhece as dificuldades e a gravidade do assunto. É significativo que aqui ele invoca a Deus, como que pedindo luz para lhe iluminar o intelecto no seu cometimento: “(...) invoque-se antes a Deus, não com a palavra, mas com a alma (...)” (En. V, 1, 6, 9-10). Aliás, nas Enéadas, somente quatro vezes Plotino invoca a Deus: a) En. IV, 9, 4, 6-7; b) V, 8, 9, 13s; c) III, 7, 11, 6s; d) e na citação supra.