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interioridade

domingo 17 de outubro de 2021

Mas é essa interioridade que não pode mais permanecer em uma problemática a título de simples conceito ou de estrutura, como a anti-essência [68] formal da ek-stasis. O conceito de interioridade apenas é suscetível de receber uma legitimação última no seio de uma fenomenologia material precisamente, o que significa que uma tal legitimação se refere inevitavelmente a uma aparição efetiva – mais precisamente, à substancialidade e à materialidade fenomenológica pura dessa aparição. Só ao fundar-se na aparição, como ela se dá e fulgura de si mesma, e de acordo com o modo pelo qual ela o faz, só reconhecendo, no modo de sua apresentação efetiva e na materialidade fenomenológica pura dessa apresentação, algo como uma omni-exibição de si mesma pode-se afirmar que semelhante manifestação é absoluta e indubitável e que escapa a toda redução. Será que Descartes  , alguma vez, uma única vez, designou a substância fenomenológica da aparição como autoatestando a si mesma, como se autoapresentando a si mesma e em si mesma tal como é, como o fundamento e a essência de toda a verdade absoluta e, como tal, por conseguinte, de sua doutrina? Alguma vez lhe opôs explicitamente outro modo de manifestação, o do videre, como incapaz de encerrar em si, no cristal de sua fenomenalidade pura, as condições que acabam de ser elencadas? [MHPsique  :67-68]


We must stir up and assume a purer eye within. This inward eye, is no other than intellect, which contains in its most inward recesses, a certain ray of light, participated from the sun of Beauty and Good, by which the soul is enabled to behold and become united with her divinely solitary original. This divine ray, or, as Proclus   calls it ovpdrjfxoe, a mark or impression, is thus beautifully described by that philosopher, (Theology of Plato  ): "The Author of the universe, (says he) has planted in all beings impressions of his own perfect excellence, and through these, he has placed all beings about himself, and is present with them in an ineffable manner, exempt from the universality of things. Hence, every being entering into the ineffable sanctuary of its own nature, finds there a symbol of the Father of all. And by this mystical impression, which corresponds to his nature, they become united with their original, divesting themselves of their own essence, and hastening to become his impression alone; and, through a desire of his unknown nature, and of the fountain of good, to participate him alone. And when they have ascended as far as to this cause, they enjoy perfect tranquillity, and are conversant in the perception of his divine progeny, and of the love which all things naturally possess of goodness, unknown, ineffable, without participation, and transcendendy full." [Thomas Taylor  ]
LÉXICO: interioridade