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2 Origens das ciências humanas

GUSDORF, Georges. Les sciences humaines et la pensée occidentale. 14 volumes. Paris: Payot, 1966–1988. Tomo II: Les origines des sciences humaines (1967)

  • Nota preliminar
  • Primeira parte: O homem e o mundo na cultura antiga
    • Capítulo I. O domínio da cultura antiga
      • A Antiguidade clássica como esquema canônico da cultura ocidental
      • Crítica das ideias preconcebidas
      • Particularismos epistemológicos e geográficos
      • O espaço-tempo real do milênio antigo
    • Capítulo II. O diálogo entre mythos e logos
      • A cultura grega transforma o universo vivido tradicional em um universo do discurso
      • O modelo astrobiológico
      • Os sofistas como mestres da primeira Aufklärung
      • O nascimento de uma filosofia da cultura
      • A revelação do fenômeno humano
      • A fundação da pedagogia
      • O programa da educação geral (enkýklios paideía)
      • O retorno do mythos recalcado na época alexandrina
      • As contribuições do período helenístico
      • As implicações e recorrências do mythos e do logos
    • Capítulo III. Cosmos
      • O estabelecimento da realidade humana no espaço-tempo
      • As normas e os valores descem do céu à terra
      • O esquema do cosmos como síntese ontológico-religiosa domina a cultura helênica de Aristóteles a Ptolomeu
      • A astronomia indissociável da astrobiologia
    • Capítulo IV. Cosmobiologia, antropologia, medicina
      • A solidariedade entre antropologia e cosmologia
      • A cosmobiologia como fundamento da indução no saber antigo
      • Medicina e astrologia: Galeno
      • A medicina hipocrática como ciência do homem total
      • Razão e experiência na biologia e na antropologia de Aristóteles
      • A História natural de Plínio
    • Capítulo V. O espaço-tempo vivido
      • A presença dos antigos no mundo, em sua espontaneidade pré-reflexiva, escapa à compreensão moderna
      • A natureza como «função da cultura»
      • O espaço vivido distinguido do espaço verdadeiro
      • Topos, locus, cosmos e mundus
      • O tempo vivido antes do cronômetro
      • O sentido da adivinhação como antecipação de um espaço-tempo solidário
    • Capítulo VI. A síntese cosmopolita
      • A inteligibilidade como ordenação da realidade total
      • A Apoteose de Homero
      • Da Grécia das cidades aos impérios helenísticos
      • Alexandre faz o mundo antigo passar do regime da pólis ao da cosmópolis
      • A utopia estoica da Cidade Celeste como síntese escatológica do espaço-tempo universal
      • A Cidade Celeste como modelo ontológico do Império Romano (Imperium Romanum)
    • Capítulo VII. A geo-história antiga
      • A. Situação e origens da historiografia grega
        • A geo-história dos antigos constitui a imagem de seu espaço mental
        • Os antigos não dispõem dos instrumentos necessários para recuperar a inteligibilidade do devir histórico
        • O atraso da historiografia como consequência das limitações epistemológicas da cultura antiga
      • B. A historiografia grega clássica
        • Heródoto, contemporâneo dos sofistas e da descoberta da realidade humana, como historiador, geógrafo e etnólogo
        • Tucídides ou a luz fria da razão iluminando a decadência da cidade
        • A Política de Aristóteles como história natural dos fatos sociais
        • O estoicismo fundamenta uma nova inteligibilidade da geografia e da história
      • C. A geografia dos antigos
        • Da geografia do mythos à geografia do logos
        • A esférica pitagórica e o desenvolvimento da geografia matemática
        • A descoberta da Terra e a descoberta do homem
        • A contribuição alexandrina
        • Eratóstenes, Hiparco e Ptolomeu
        • O estoicismo: Posidônio
        • A síntese geográfica de Estrabão como ciência do concreto e inventário do espaço-tempo antigo
      • D. A história centrada em Roma
        • A «revolução espiritual do século II» ou o «milagre romano»
        • A obra de Políbio sintetiza a ideologia romana em estilo estoico
        • A primeira tentativa de história universal em Políbio
        • Os continuadores de Políbio
        • Os historiadores latinos clássicos: propaganda e retórica
        • Tito Lívio
        • Tácito
  • Segunda parte: O homem e o mundo na cultura medieval
    • Capítulo I. O período medieval
      • A Idade Média não constitui o tempo perdido da cultura, mas a origem comum da Europa
      • As origens do conceito de «Idade Média» na historiografia: Cellarius
      • Leituras da perspectiva histórica segundo a continuidade ou a descontinuidade
      • Os renascimentos medievais: o renascimento carolíngio
      • O renascimento otoniano e Silvestre II
      • Os renascimentos dos séculos XII e XIII: Frederico II
      • A Idade Média não é uma ilusão de óptica
      • A existência de um espaço-tempo próprio da cultura medieval
    • Capítulo II. A cultura medieval
      • A. A cultura como patrimônio da Igreja
        • A degradação interna do Império Romano produz um vazio cultural preenchido pela România medieval
        • O triunfalismo eclesiástico pós-constantiniano
        • A cultura medieval, elaborada por clérigos para clérigos, desenvolve uma axiomática cristã do saber
        • A fé cristã primitiva não parecia capaz de produzir a sistematização intelectual realizada pela cultura medieval
      • B. A fonte hebraica
        • A fé de Israel em conflito com a sensibilidade intelectual dos gregos
        • O monoteísmo como afirmação da descontinuidade entre Deus e o homem
        • A noção de criação
        • A noção de Revelação
        • As noções de Eleição e Aliança
        • A história da salvação: profecia e messianismo
      • C. A transposição cristã
        • De Jesus ao cristianismo: o paradoxo do triunfo da Igreja fora do ambiente hebraico
        • A ruptura entre a Sinagoga e a Igreja
        • O cristianismo como relação entre o individual e o universal
        • Os pressupostos cristãos: a Encarnação fundamenta um novo sentido da história
      • D. Atenas e Jerusalém
        • A afirmação judaico-cristã em oposição ao intelectualismo helênico
        • O cristianismo realiza uma reabilitação ontológica da condição humana
        • A sacralização cristã do tempo, desvalorizado pelo helenismo
        • A nova espiritualidade inspira uma nova filosofia
        • Celso como crítico do cristianismo
        • A oposição entre os sistemas de valores: teologia e antropologia
      • E. O compromisso patrístico
        • A hostilidade dos primeiros cristãos à cultura antiga e pagã
        • Os Padres da Igreja como promotores da atualização cultural (aggiornamento)
        • A tradição judaico-cristã incorpora a totalidade da história da humanidade
        • Justino, Clemente de Alexandria, São Jerônimo e Agostinho recuperam as riquezas de uma cultura em declínio
        • Do latim antigo ao latim escolástico
        • A retórica
        • O programa pedagógico das artes liberais
      • F. A invenção da universidade e a escolástica
        • A universidade como institucionalização da pedagogia
        • A emancipação da função docente a partir do século XII
        • Abelardo
        • Das escolas episcopais às universidades
        • A universidade como tipo ideal e esquema regulador da cultura
        • Bolonha e os estudos jurídicos
        • A cultura ocidental adquire um caráter intelectual e axiomatizado
        • A escolástica codifica o espaço mental da universidade sob a autoridade da teologia
        • O método de autoridade
        • A era dos comentadores
        • Grandeza e decadência da escolástica
    • Capítulo III. A inteligibilidade medieval
      • A. O julgamento da ciência medieval
        • A tese tradicional da esterilidade epistemológica da Idade Média
        • A defesa tradicional do saber medieval
        • O positivismo não pode ter valor retroativo
        • A ciência moderna, como fenômeno de mentalidade, não existe na Idade Média
      • B. A mentalidade simbólica
        • A ciência medieval desenvolve-se como comentário do dado revelado
        • O universo medieval é agostiniano
        • O Deus da Bíblia como fundamento da indução
        • Signos e símbolos: tudo é figura
        • O mundo como livro escrito pelo dedo de Deus
        • A decifração das significações
      • C. O debate entre razão e fé
        • O efeito de retorno do intelectualismo helênico sobre o pressuposto cristão
        • A emergência do poder racional
        • Abelardo e o conceito de teologia
        • A ciência árabe e o retorno às fontes antigas
        • O aristotelismo e as sínteses doutrinárias
        • A distinção entre filosofia e teologia na perspectiva albertino-tomista
        • A autonomia da razão em Abelardo
        • Averróis e o averroísmo como aristotelismo de estrita observância
        • As polêmicas do século XIII e a condenação de 1277
        • A tradição averroísta em Pádua
        • O averroísmo político e a dessacralização do real no final da Idade Média
    • Capítulo IV. O espaço-tempo do saber medieval
      • A. O espaço-tempo vivido
        • A antropologia medieval sob predominância religiosa
        • A civilização medieval como sistema de segurança de referência teológica
        • Uma civilização ritual organizada segundo a perspectiva escatológica
        • O eterno retorno da liturgia marca o ritmo do espaço-tempo
        • O tempo antes da cronometria
        • O espaço antes da topometria
        • A consciência antes da exatidão
        • Civilização rural e civilização urbana
        • A relação com o mundo e a questão das técnicas medievais
        • O conceito de modernus
      • B. A ciência da natureza
        • Ciência e cientista na Idade Média
        • A ideia de natureza
        • Mundus
        • Ciência grega e revelação cristã
        • Racionalismo totalitário e dedutivo
        • Os limites do naturalismo medieval
        • A influência de Aristóteles
        • A ciência medieval é, antes de tudo, uma filologia
        • As enciclopédias
        • Os medievais seriam precursores da ciência moderna?
        • O caso de Roger Bacon e Frederico II
        • A biologia medieval inscreve-se nos quadros escolásticos
        • A obra de Alberto Magno
        • A medicina medieval
      • C. A geo-história medieval
        • A questão da existência de um sentido da história na cultura medieval
        • 1. A teologia da história
          • A primazia da trans-história cristã
          • A história da salvação estabelece uma nova dimensão temporal
          • A história sagrada judaico-cristã situa a verdade no tempo
          • A historiografia cristã e a paciência da Igreja
          • História e Revelação: Flávio Josefo e Eusébio de Cesareia
          • A recuperação da história universal pela Igreja
          • Do triunfalismo de Eusébio ao pessimismo de Agostinho
          • As duas cidades e o contrassenso do agostinismo medieval
        • 2. Mito-história e mitogeografia
          • A historiografia medieval como apologética e pregação
          • O verdadeiro, o falso e a alegoria: a Doação de Constantino
          • Historia, estoire e legenda
          • A epopeia profana e as vidas dos santos
          • História e escatologia: a cruzada
          • România e respublica christiana
          • O futuro da humanidade e a monarquia universal: Bacon e Llull
          • O debate entre a teocracia pontifícia e a monarquia imperial
          • A dessacralização do poder político: Marsílio de Pádua
        • 3. Os historiadores na Idade Média
          • A cronologia cristã
          • O esquema apocalíptico dos quatro impérios
          • A história como rememoração de um passado não contestado
          • Anais monásticos e anais reais
          • A tipologia cristã modela os acontecimentos e os homens
          • O papel da mentalidade simbólica
          • Otto de Freising
          • O surgimento de uma historiografia secular e de uma mito-história régia
          • A historiografia em língua vernácula: história das cruzadas e história narrativa
  • Terceira parte: A renovação das significações na época renascentista
    • Capítulo I. O período renascentista
      • O conceito de Renascimento abrange um conjunto de juízos de valor marcados pela Aufklärung
      • Os efeitos de retorno da Reforma, do romantismo e do liberalismo
      • A diversidade histórica e geográfica do Renascimento
      • O caráter internacional do Renascimento
      • Seu caráter interdisciplinar e sua ambiguidade
      • A adolescência europeia
      • Um novo sentido da vida
      • O Renascimento como estado da alma que se afirma ao longo de três séculos de cultura
      • A virtude do estilo e a nova esperança
    • Capítulo II. A nova antropologia: o espaço-tempo vivido
      • A primeira revolução copernicana: o homem torna-se um centro
      • O Renascimento ainda se situa aquém do universo da precisão
      • A indeterminação do espaço-tempo
      • A astrologia e os feiticeiros
      • A insegurança da relação com o mundo
      • A confusão entre o real, o irreal e o suprarreal
      • O possível e o impossível
      • A experiência mágica do universo
      • Sensações e percepção na presença no mundo
      • A imprensa, a gravura e a revolução da imagem
      • A predominância da imaginação como função mágica
      • O espírito de curiosidade
      • O museu
    • Capítulo III. A nova dimensão temporal
      • A. A recomposição do campo temporal
        • A restauração das boas letras corresponde a uma nova atitude espiritual
        • Um novo sentido do passado
        • O tempo reencontrado da Antiguidade inaugura uma nova esperança que repudia a Idade Média
        • Não mais o tempo da Revelação, mas o tempo dos homens e da humanidade
      • B. A filologia dos humanistas
        • Humanismo e humanista
        • Do ideal formal ao estilo de vida
        • A filologia
        • A ontologia gramatical da escolástica medieval determina uma dogmática do discurso
        • Do latim técnico e vivo ao latim como língua morta dos humanistas
        • O novo ideal pedagógico do classicismo ciceroniano
        • A sacralização humanista da cultura
        • A nova ciência filológica como arte da interpretação e busca do sentido
        • A ciência das antiguidades
        • A renovação dos estudos gregos
        • A Escola de Atenas
        • O humanismo redescobre a forma e o conteúdo
        • O sincretismo pagão-cristão e a philosophia Christi
        • O humanismo como nova patrística
        • Os estudos hebraicos
        • A influência da Reforma
        • A emergência das línguas nacionais
        • A filologia aplicada às línguas modernas
        • A filologia como primeira das ciências humanas
      • C. A historiografia renascentista
        • A historiografia de referência judaico-cristã cede lugar a uma historiografia de referência greco-latina
        • O fascínio pelos antigos
        • A mito-história humanista e a crítica filológica fundamentam uma nova epistemologia
        • Os historiadores italianos dessacralizam o conhecimento histórico
        • Realismo, pragmatismo e civismo
        • Bruni, Maquiavel e Guicciardini
        • História e política
        • A Reforma suscita a história da Igreja, protestante e católica
        • A reflexão metodológica: Jean Bodin e o Método da história
        • A explicação na história
        • Bodin como geógrafo-historiador
        • Os elementos regressivos do pensamento de Bodin
        • La Popelinière
      • D. A história do futuro: progresso, utopia
        • O salto da cultura e da civilização suscita a consciência do progresso
        • Bodin, os antigos e os modernos
        • Ramus, Le Roy e Bacon
        • A utopia como reivindicação do futuro
        • Thomas More
        • O urbanismo da cidade ideal (città ideale)
    • Capítulo IV. O novo espaço
      • A. O espaço celeste
        • O espaço celeste como espaço de projeção: do devaneio ao cálculo
        • O céu renascentista seculariza-se e especializa-se
        • A revolução astronômica não pode ser explicada apenas pela astronomia
        • A nova física preparada pelo aristotelismo de Pádua e pelo humanismo
        • A cosmologia de Nicolau de Cusa
        • A epistemologia da douta ignorância
        • O espaço como função substitui o espaço como substrato
        • O sistema de Copérnico inscreve-se na perspectiva tradicional
        • Copérnico não é copernicano
        • Tycho Brahe e a escola da observação
        • Kepler: racionalismo científico e ocultismo
        • A piedade cósmica
        • A revolução copernicana resultará do efeito de retorno da verdade astronômica sobre as verdades não astronômicas no século XVII
      • B. O espaço geográfico
        • A mito-história de Colombo
        • As novas geografias prolongam as antigas: geografia matemática, geografia física e geografia descritiva
        • A ampliação do horizonte: Henrique, o Navegador, e a conquista metódica
        • Portugueses e espanhóis
        • A geografia como disciplina dominante que transforma a imagem do mundo
        • A geografia estimula o progresso das ciências, inclusive da teologia e da metafísica
        • Geografia e religião
        • Geografia e técnicas
        • A cartografia: Mercator e o Atlas
        • Os guias
        • Rumo à geografia humana e à etnologia
        • A Cosmografia de Sebastian Münster
        • Jean Bodin e a teoria dos climas
      • C. O espaço político
        • Os novos problemas da organização do espaço
        • A criação de uma ordem jurídica para o ultramar e as origens do direito internacional moderno
        • A respublica christiana medieval: a potestas imperial e a auctoritas da Santa Sé
        • O mito do Preste João
        • O papa como árbitro e distribuidor das terras recém-descobertas
        • As linhas de demarcação e o direito de conquista
        • O espaço planetário moderno: direito da terra e direito do mar
        • Os problemas humanos do Novo Mundo
        • O advento do direito internacional: Francisco de Vitoria
        • A Reforma rompe a unidade da cristandade e destrói os princípios da ordem medieval
        • O fortalecimento da autoridade positiva dos Estados
        • O problema da tolerância: a Paz de Augsburgo e o Edito de Nantes
        • Rumo à desconfessionalização do Estado
        • A ciência política independente da teologia: Maquiavel e Bodin
        • O «grande desígnio» de Henrique IV
      • D. O espaço da arte
        • A primazia renascentista da arte e do artista
        • O espaço da arte como espaço de domínio técnico e forma simbólica
        • O espaço estruturado por valores
        • Do espaço absoluto da liturgia à relatividade generalizada da perspectiva
        • A geometrização do espaço começa na pintura, na arquitetura e no urbanismo
        • O espaço está no pensamento
        • O artista como criador e centro de um universo
        • O humanismo arquitetônico e as harmonias cósmicas
        • A perspectiva manifesta uma inteligibilidade ontológica
        • Rumo às artes clássicas
    • Capítulo V. Os novos valores
      • A. A natureza
        • 1. A filosofia da natureza
          • O conteúdo do saber pouco se modifica, mas a atenção desloca-se da transcendência para a imanência da natura naturans
          • Uma física vitalista e pré-mecanicista
          • Aristotélicos e ocultistas
          • A predominância da astrologia: Ficino, Cardano e Campanella
          • As polêmicas em torno da astrologia, de Pico della Mirandola a Calvino
          • O racionalismo aristotélico de Pomponazzi e seus limites
          • A medicina de Paracelso
          • O sistema das correspondências
          • A magia natural, de Della Porta a Cardano e Francis Bacon
        • 2. As ciências da natureza
          • A analogia biológica constitui um obstáculo epistemológico
          • As ciências da Terra: Agricola
          • Os progressos da história natural como ciência de observação
          • Jardins, herbários e obras ilustradas
          • Os primórdios da botânica moderna: Brunfels, Fuchs e Bauhin
          • A zoologia: Rondelet e Belon
          • As sínteses de Gesner e Aldrovandi
          • A antropologia: Ramus e a defesa de um novo espírito médico
          • A anatomia positiva: Vesálio ultrapassa o «limiar crítico da exatidão»
          • A reflexão biológica: Cesalpino
          • O problema da circulação
      • B. A humanidade
        • A descoberta renascentista da humanidade
        • O diálogo com o selvagem como conhecimento do outro e conhecimento de si
        • Os monstros e a delimitação do reino humano
        • A bula Sublimis Deus
        • Las Casas e a luta pela justiça: a humanidade é una
        • Os primórdios da etnologia e da filosofia da cultura
        • Bárbaros e civilizados
        • A lição dos selvagens em Montaigne
        • A relativização das evidências
        • As questões apresentadas à teologia e à filosofia
        • China, Índia e Japão: o Ocidente descobre a si mesmo
        • Rumo a uma catolicidade da razão
        • O De pace fidei, de Nicolau de Cusa
        • O cosmopolitismo de Postel
        • A tolerância: Castellion e Bodin
      • C. O indivíduo
        • A transformação das relações com o mundo faz do homem o centro das significações e dos valores
        • A primazia renascentista da antropologia
        • A autonomia da ordem humana: Nicolau de Cusa
        • A esfera e o centro
        • O homem universal (uomo universale)
        • Os retratos
        • Petrarca no Monte Ventoux
        • O homem toma a si mesmo como objeto porque se reconheceu como sujeito
        • A consciência como centro da verdade
        • Psicologia e ontologia da personalidade
        • A celebração do homem: Nicolau de Cusa, Manetti, Ficino e Pico della Mirandola
        • Uma antropologia titânica
        • Orfeu, Hércules e Prometeu
        • As esperanças frustradas
        • Montaigne e Charron
    • Conclusão. O Renascimento ou a era das ambiguidades
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