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História da hermenêutica
FERRARIS, Maurizio. Storia dell’ermeneutica. Milano: RCS Libri, 2008.
- “Não posso agir de outro modo”
- Premissa
- Capítulo I — Das origens ao Iluminismo
- 0. O que é a hermenêutica?
- 1. Antiguidade e Idade Média
- 1.1. A era clássica e a época alexandrina
- 1.1.1. Platão e Aristóteles: a hermenêutica como anúncio e como expressão
- 1.1.2. Retórica, hermenêutica e distância temporal
- 1.1.3. Alexandria e Pérgamo: método histórico-gramatical e método alegórico
- 1.1.4. Distância temporal sem filosofia da história
- 1.2. O cristianismo, a Patrística e a Escolástica
- 1.2.1. Alexandria e Antioquia
- 1.2.2. Patrística e Escolástica no Ocidente
- 1.2.2.1. Agostinho (334–430): hermenêutica, semiótica e filosofia da história
- 1.2.2.2. A Escolástica e o quádruplo sentido das Escrituras
- 2. O Humanismo e a Reforma
- 2.1. Filosofia e filologia no Humanismo como antecedentes das ciências do espírito românticas
- 2.1.1. “Oratores” e “judices”: o alcance retórico-prático do conhecimento
- 2.1.2. Filologia e história: o problema da distância temporal
- 2.1.3. Apogeu e involução da ideologia linguística do Humanismo
- 2.2. A Reforma e o problema da “hermeneutica sacra”
- 2.2.1. A difusão europeia do Humanismo
- 2.2.1.1. A peculiaridade da questão da língua na cultura alemã na época do Humanismo
- 2.2.2. A Reforma e o princípio escriturístico
- 2.2.2.1. A mediação entre Humanismo e religião
- 2.2.2.2. Flácio Ilírico (1520–1575) e o círculo hermenêutico
- 2.3. As hermenêuticas jurídicas
- 2.3.1. Hermenêuticas jurídicas entre Humanismo e racionalismo
- 3. O século XVII como era do pensamento autônomo
- 3.1. A transição da cultura humanística para o espírito do racionalismo e os primeiros projetos de hermenêutica universal
- 3.2. A hermenêutica bíblica no Tratado teológico-político de Spinoza (1670)
- 3.3. Leibniz e a mediação entre a herança humanística e o projeto de “mathesis universalis”
- 4. O século XVIII e o Iluminismo
- 4.1. A hermenêutica do pietismo e a “patologia sacra”
- 4.1.1. Johann Jakob Rambach (1693–1735)
- 4.2. Vico como coruja de Minerva da tradição humanística
- 4.2.1. De nostri temporis studiorum ratione (1708)
- 4.2.2. A Ciência Nova (1725–1744)
- 4.3. O Iluminismo e a secularização da Bíblia
- 4.3.1. Perspectivas teológicas: antiescriturismo e teoria da acomodação (Akkomodationstheorie)
- 4.3.2. Etnologia e Sagrada Escritura
- 4.3.3. Mito e desmitização em Michaelis, Heyne e seus discípulos
- 4.4. Novos projetos de hermenêutica universal
- 4.4.1. Johann Martin Chladenius (1710–1759)
- 4.4.2. Georg Friedrich Meier (1718–1777)
- Notas e bibliografia do capítulo I
- Capítulo II — O século XIX e a gestação das ciências do espírito
- 1. O Romantismo e a formação do cânone das “Geisteswissenschaften”
- 1.1. O transcendental linguístico entre Classicismo e Romantismo
- 1.2. A hermenêutica em torno de Schleiermacher
- 1.2.1. Wolf (1759–1824) e Ast (1776–1841) como precursores de Schleiermacher
- 1.2.1.1. Wolf e a ciência da Antiguidade
- 1.2.1.2. Hermenêutica e filosofia da identidade em G. A. F. Ast
- 1.2.2. A hermenêutica de Schleiermacher (1768–1834)
- 1.2.2.1. A universalidade da hermenêutica e a inefabilidade do indivíduo
- 1.2.2.2. Hermenêutica, dialética e crítica
- 1.3. A enciclopédia romântica
- 1.3.1. Fisiologia, linguística e jurisprudência
- 1.3.2. Filologia e enciclopédia: August Boeckh (1785–1867) e Heymann Steinthal (1823–1899)
- 2. Positivismo, pragmatismo e historicismo
- 2.0. Da teoria do conhecimento à teoria da ciência
- 2.1. O positivismo
- 2.1.1. A filosofia da história de Auguste Comte (1798–1857)
- 2.1.2. A ontologia do factual em Mill (1806–1873) e Mach (1838–1916)
- 2.2. O problema da lógica da investigação científica: Charles Sanders Peirce (1839–1914) e o pragmatismo
- 2.3. O historicismo em torno de Dilthey
- 2.3.1. Os problemas do historicismo
- 2.3.2. Leopold von Ranke (1795–1886) e Johann Gustav Droysen (1808–1884)
- 2.3.3. Dilthey (1833–1911) e a hermenêutica como fundamentação das ciências do espírito
- 2.3.3.1. Ciências da natureza e ciências do espírito
- 2.3.3.2. O espírito objetivo
- 2.3.3.3. Vitalismo e Iluminismo
- 2.3.4. Ôntico e histórico em Paul Yorck von Wartenburg (1835–1897)
- 2.4. O debate sobre as ciências do espírito no historicismo e no neokantismo após Dilthey
- 2.4.1. Ciências idiográficas e filosofia dos valores: Windelband (1848–1915) e Rickert (1868–1936)
- 2.4.2. Os problemas da sociologia em Simmel (1858–1918) e Weber (1864–1920)
- 3. Energética e hermenêutica na “escola da suspeita”
- 3.0. A hermenêutica da suspeita é uma hermenêutica?
- 3.1. Nietzsche e a hermenêutica
- 3.1.1. Para além do historicismo e do positivismo
- 3.1.2. Filosofia da vida e ontologia
- 3.2. O problema epistemológico do freudismo
- 3.2.1. O “Projeto” de 1895
- 3.2.2. A interpretação dos sonhos
- Notas e bibliografia do capítulo II
- Capítulo III — Hermenêutica e ontologia
- 1. Da fenomenologia à hermenêutica
-
- 1.1.1. Contra o cientificismo e o historicismo
- 1.1.2. O método fenomenológico
- 1.1.2.1. Intencionalidade
- 1.1.2.2. Redução fenomenológica
- 1.1.2.3. Redução eidética
- 1.1.2.4. Constituição transcendental
- 1.2. Fenomenologia e hermenêutica na época de Ser e tempo (1927)
- 1.2.2. A analítica do Dasein (ser-aí) contra a redução transcendental
- 1.2.3. Historicidade e desconstrução
- 1.2.4. A radicalização da hermenêutica
- 1.3. Husserl e o horizonte do mundo da vida (Lebenswelt)
- 1.3.1. O julgamento sobre Ser e tempo
- 1.3.2. O esquecimento do mundo da vida nas ciências europeias
- 1.3.3. O homem como alótropo empírico-transcendental
- 1.4. Ontologia e hermenêutica no “segundo” Heidegger
- 1.4.1. O existencialismo não é um humanismo
- 1.4.2. O ser como diferença
- 1.4.3. Hermenêutica como escuta e como anúncio
-
- 2. Urbanização ou radicalização da herança heideggeriana: Gadamer e Derrida
- 2.1. Hans-Georg Gadamer e a ontologia hermenêutica
- 2.1.1. Urbanização da província heideggeriana
- 2.1.2. Verdade ou método: reabilitação da tradição humanística
- 2.1.3. Preconceito e pré-compreensão
- 2.1.4. Hermenêutica, dialética e diálogo
- 2.2. Jacques Derrida e a desconstrução
- 3. Novos problemas da ontologia: as hermenêuticas teológicas e o personalismo ontológico
- 3.1. Hermenêutica e teologia
- 3.1.1. O renascimento das hermenêuticas bíblicas
- 3.1.2. Rudolf Bultmann (1884–1976) e o “primeiro” Heidegger
- 3.1.2.1. É possível uma exegese sem pressupostos?
- 3.1.2.2. A “crítica realista” e a desmitização
- 3.1.2.3. Aporias da desmitização
- 3.1.3. A “nova hermenêutica” e o “segundo” Heidegger
- 3.1.3.1. Ernst Fuchs e Gerhard Ebeling
- 3.2. Existência e hermenêutica: a reflexão de Luigi Pareyson
- 3.2.1. O existencialismo e a dissolução do hegelianismo
- 3.2.2. Atualidade do existencialismo
- Notas e bibliografia do capítulo III
- Capítulo IV — Hermenêutica e epistemologia
- 1. Lógica hermenêutica?
- 2. Da hermenêutica à epistemologia
- 2.1. Hermenêutica, fenomenologia e existencialismo: a mediação de Paul Ricoeur
- 2.1.1. Hermenêutica e fenomenologia
- 2.1.2. A retomada epistemológica de Heidegger
- 2.1.3. Existencialismo e enciclopédia
- 2.1.4. Complementaridade entre explicação e compreensão
- 2.2. Hermenêutica, cientificismo e crítica da ideologia: a mediação de Karl-Otto Apel
- 2.2.1. A semiotização do kantismo
- 2.2.2. O recurso à filosofia analítica da linguagem
- 2.2.3. O papel das ciências humanas objetivantes
- 2.2.4. A crítica da ideologia e a mediação entre real e ideal
- 3. Da epistemologia à hermenêutica
- 3.1. Os problemas do neopositivismo
- 3.1.1. O valor existencial da ciência em Karl Raimund Popper e Hans Albert
- 3.1.2. Aporias da pretensão de universalidade da ciência unificada
- 3.1.2.1. Da filosofia da ciência à filosofia analítica da linguagem
- 3.1.2.2. Limites da extensão do ideal de uma ciência unificada
- 3.2. Teorias analíticas da história
- 3.2.1. Hempel e o “modelo de leis de cobertura” (Covering Law Model)
- 3.2.2. Dray e a crise do modelo hempeliano
- 3.2.3. História e narrativa
- 3.3. Teorias analíticas da ação
- 3.3.1. O alcance crítico da noção de jogo de linguagem nas Investigações filosóficas de Wittgenstein
- 3.3.2. Austin: os atos de fala e a linguagem como parte da ação
- 3.4. Pragmatismo e cultura pós-filosófica em Richard Rorty
- 4. Excurso: o problema da validade na interpretação
- 4.1. A hermenêutica metódica de Emilio Betti (1890–1968)
- 4.1.1. O problema da objetividade
- 4.1.2. Compreender e interpretar: contra o comportamentismo e o existencialismo
- 4.1.3. O debate com Bultmann e Gadamer
- 4.2. O problema da intenção autoral na hermenêutica literária de Eric D. Hirsch
- 4.3. Peter Szondi: a hermenêutica filológica diante do estruturalismo
- 4.4. A escola de Constança e a estética da recepção
- 4.4.1. Hans Robert Jauss e a “aisthesis” como fruição compreensiva
- 4.4.2. Wolfgang Iser e a estrutura apelativa do texto
- 4.5. O desconstrucionismo literário nos Estados Unidos
- 4.5.1. O nivelamento da diferença entre literatura, filosofia e crítica literária
- 4.5.2. Os “críticos de Yale” (Yale Critics)
- 4.5.3. Pragmatismo e crítica literária: Stanley Fish
- 4.6. O diálogo entre hermenêutica e desconstrução na Alemanha: Manfred Frank e Gottfried Boehm
- Notas e bibliografia do capítulo IV
- Conclusão — Hermenêutica e crítica da ideologia
- 1. As ciências sociais
- 1.1. Ciências sociais e emancipação
- 1.1.1. Conhecimento e interesse
- 1.1.2. O interesse pela emancipação
- 1.1.4. A alternativa utópica à ontologização da tradição
- 1.2. Da lógica das ciências sociais à teoria do agir comunicativo
- 1.2.1. A autonomia das ciências sociais
- 1.2.2. Sociologia contra filologia
- 1.2.3. Exclusão da filosofia?
- 2. As ciências do espírito românticas
- 2.1. A tradição da emancipação e o duplo papel da reflexão
- 2.2. A réplica de Gadamer
- 3. As ciências humanas estruturais
- 3.1. A superação do cânone das ciências do espírito românticas
- 3.2. A teoria do texto em Ricoeur
- 3.2.1. Texto e diálogo
- 3.2.2. Texto e emancipação
- 3.2.3. Texto e ação
- 4. Letra e espírito
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