A lenda de Fausto, tal como a conhecemos por um escritor alemão do fim do século XVI, Widmann, autor das Histórias autênticas dos pecados cruéis do doutor Fausto (1599), e naturalmente pelas peças de Marlowe e de
Goethe, conta a cura de um jovem e brilhante sábio corroído pelo tédio e pelo mal de viver, o que hoje se chamaria depressão (não muito distante do tédio de Emma Bovary e de Bouvard e Pécuchet em Flaubert), pela intercessão do diabo, que se compromete a devolver-lhe a alegria de viver sob a única condição de que se entregue a ele post mortem.