Lévy

Pierre Lévy

Daniel Bougnoux

Pierre Lévy figura entre os pensadores que definem a nova ontologia nascida da era informática, ao lado de Bruno Latour, Isabelle Stengers, Michel Serres, Edgar Morin, Régis Debray, Jack Goody e Douglas Hofstadter.

A visão do conhecimento proposta é fluida e quase cinematográfica, colocando em movimento as tradicionais disjunções entre o vivo e o artificial, o sujeito e o objeto, o material e o espiritual.

A questão do sentido possui uma estrutura indefinidamente recursiva, e a noção de hipertexto amplia a comunicação para além da linguagem estrita.

A razão é sempre relacional e mediática, pois pensar exige ferramentas e a razão pura permanece inencontrável.

A técnica não é uma fatalidade diante da qual o ser humano se vê despojado, mas o terreno de uma cultura a ser construída democraticamente.

A simulação deve ser compreendida não como engano, mas como dimensão interativa que coloca o fenômeno em conversa em tempo real com o pensamento.

O conceito de interface reúne todos os temas anteriores, traduzindo sistemas sensoriais, semióticos ou informáticos uns nos outros e humanizando o diálogo homem-máquina.

A reflexão de Pierre Lévy acompanha a nova ecologia cognitiva e audiovisual, devolvendo à imaginação seu papel motor em toda pesquisa.