BLUMENBERG, Hans. Die Genesis der kopernikanischen Welt. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, 1975.
PARTE I - O SIGNIFICADO AMBÍGUO DOS CÉUS
1. Cosmos e tragédia
2. Os céus como caverna
3. O fim do observador em repouso
4. A não simultaneidade do simultâneo
5. A contemplação dos céus e a autoconsciência
6. A intuição pura como utopia antropológica
7. Os céus como paisagem encantadora: fotografia e antropomorfismo
8. O anacronismo como necessidade fundada no mundo da vida: realidades e simulação
PARTE II - A ABERTURA DA POSSIBILIDADE DE UM COPÉRNICO
1. A história dos antecedentes do acontecimento como condicionante da história de seus efeitos
2. O afrouxamento da estrutura sistemática pelo esgotamento das possibilidades de realização do sistema
3. Transformações do antropocentrismo
4. A idealização humanista do centro do mundo
5. A intolerabilidade da renúncia à verdade em favor da técnica
6. Uma reconstrução hipotética do modo como Copérnico chegou à sua teoria
PARTE III - UMA TIPOLOGIA DA INFLUÊNCIA INICIAL DE COPÉRNICO
1. O teórico como “perpetrador”
2. Consequências de uma orientação equivocada, embora bem-intencionada: Osiander
3. A Reforma e o copernicanismo
4. As perplexidades do único discípulo de Copérnico: Joachim Rheticus
5. Não foi um mártir do copernicanismo: Giordano Bruno
6. Experiências com a verdade: Galileu
PARTE IV - OS CÉUS PERMANECEM IMÓVEIS E O TEMPO PROSSEGUE
1. Como o movimento dos céus era indispensável ao conceito antigo de tempo
2. Como o conceito de tempo da Antiguidade não se ajustava à Idade Média
3. A perfeição da Terra como novo pressuposto do antigo conceito de tempo
4. A deformação da Terra e o tempo absoluto
PARTE V - O COMPARATIVO COPERNICANO
1. A perspectiva como guia da expansão cosmológica
2. O sistema copernicano como protótipo de um supersistema
3. Uma retrospectiva do universo de Lambert a partir do século XX
4. Propostas concorrentes para o sistema dos sistemas:
Kant e Lambert
5. O que há de “copernicano” na virada de
Kant?
PARTE VI - A VISÃO NO MUNDO COPERNICANO
1. Como os horizontes de visibilidade são condicionados pelas concepções do homem
2. O anúncio das novas estrelas e as razões de um único indivíduo para acreditar nele
3. A ausência de uma “parateoria” para explicar a resistência ao telescópio
4. Telescopia reflexiva e astronáutica geotrópica