kierkegaard:kierkegaard-ca-angustia-enorme-nada-da-ignorancia
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| Next revision | Previous revision | ||
| kierkegaard:kierkegaard-ca-angustia-enorme-nada-da-ignorancia [30/12/2025 12:14] – created - external edit 127.0.0.1 | kierkegaard:kierkegaard-ca-angustia-enorme-nada-da-ignorancia [17/02/2026 18:34] (current) – external edit 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ====== ANGÚSTIA — ENORME NADA DA IGNORÂNCIA (CA) ====== | ||
| + | |||
| + | Que a angústia apareça é aquilo ao redor do que tudo gira. O homem é uma síntese do psíquico e do corpóreo. Porém, uma síntese é inconcebível quando os dois termos não se põem de acordo num terceiro. Este terceiro é o espírito. Na inocência, o homem não é meramente um animal. De resto, se o fosse a qualquer momento de sua vida, jamais chegaria a ser homem. O espírito está, pois, presente, mas como espírito imediato, como sonhando. Enquanto se acha então presente é, de certa maneira, um poder hostil, pois perturba continuamente a relação entre alma e corpo, que decerto subsiste sem, porém, subsistir, já que só receberá subsistência graças ao espírito. De outra parte, o espírito é um poder amistoso, que quer precisamente constituir a relação. Qual é, pois, a relação do homem com este poder ambíguo, como se relaciona o espírito consigo mesmo e com sua condição? Ele se relaciona como angústia. O espírito não pode desembaraçar-se de si mesmo; tampouco pode apreender-se a si mesmo, enquanto ele se mantiver fora de si mesmo; nem tampouco o homem pode mergulhar no vegetativo, de jeito nenhum, pois ele está determinado, | ||
| + | |||
| + | (KIERKEGAARD, | ||
