dilthey:aprender-objetual
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| + | ====== APREENSÃO OBJETUAL ====== | ||
| + | WDSF | ||
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| + | * Três modos de relação estrutural interna na conexão psíquica | ||
| + | * Três modos distintos de relação estrutural interna estão ligados na conexão estrutural. | ||
| + | * Cada modo constitui um sistema onde vivências são reunidas em totalidade com base na forma das relações estruturais. | ||
| + | * Cada um exerce uma função na conexão psíquica. | ||
| + | * Análise mais precisa do sentir e do querer entra em jogo apenas para fundamentar as ciências do espírito na psicologia descritiva. | ||
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| + | * Delimitação da apreensão objetual | ||
| + | * Representações, | ||
| + | * Estado empírico da vida psíquica mostra a mistura de processos de todas as classes de atitude psíquica. | ||
| + | * Regularidades na conexão genética referem-se à cooperação desses múltiplos fatores entrelaçados. | ||
| + | * Modos diferentes de relação interna perpassam esse entrelaçamento; | ||
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| + | * Relação interna no sistema de apreensão objetual | ||
| + | * Uma dessas relações internas é aquela entre percepções, | ||
| + | * Cada vivência mostra um modo determinado de consciência de um conteúdo designado como objetividade. | ||
| + | * Sistema é caracterizado pelo caráter unitário das relações de unidade estrutural constituídas por essas formas de atitude. | ||
| + | * Ideal dessa atitude objetiva expresso por Goethe: orientação para uma concepção objetiva do mundo. | ||
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| + | * Modo de consciência da objetividade e suas modificações | ||
| + | * Conteúdo dado num modo de consciência: | ||
| + | * Exemplos: caráter de dação na percepção, | ||
| + | * Modo de consciência em relação à objetividade, | ||
| + | * Objetos podem ser o dado sensível, nossas vivências, conteúdos parciais, semelhanças, | ||
| + | * Mundo é o conjunto ou ordem daquilo apreendido nos objetos. | ||
| + | * Designa-se forma de consciência em que conteúdo objetivo está presente como apreensão objetiva. | ||
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| + | * Relação entre vivência e objeto psíquico | ||
| + | * Todo saber sobre objetos psíquicos funda-se na vivência. | ||
| + | * Vivência é unidade estrutural de formas de atitude e conteúdos. | ||
| + | * Vivência é sempre consciente de si mesma; fundamento legitimador de toda conexão do meu saber sobre objetos psíquicos. | ||
| + | * Conteúdos como uma cor, um sentimento, uma aspiração existem para mim; esse existir-para-mim pode ser indicado como ser-consciente ou como vivência. | ||
| + | * Expressão existir-para-mim já é uma reflexão sobre o estado de fato, pois o determina como pertencente a um eu. | ||
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| + | * Certeza da vivência e realidade do fato de consciência | ||
| + | * Certeza da vivência não precisa de mediação ulterior; pode ser designada como imediatamente consciente. | ||
| + | * Toda asserção sobre o imediatamente vivido é objetivamente verdadeira se adequada à vivência. | ||
| + | * Elemento de consciência é dado como realidade; consciência de um sentimento e sua qualidade não são diferentes. | ||
| + | * Problemas kantianos do sentido interno não concernem à realidade dos fatos de consciência como tais, mas à possibilidade de concebê-los como produto e dividi-los em fatores. | ||
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| + | * Realidade dos conteúdos sensíveis e formação de conceitos | ||
| + | * Realidade dos conteúdos sensíveis é indiferente ao fato de termos consciência deles sempre em relação a um objeto externo. | ||
| + | * Vivência é real como fato de consciência; | ||
| + | * Formação de conceitos referente à vivência funda-se historicamente também na compreensão, | ||
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| + | * Observação interna e constituição do objeto psíquico | ||
| + | * Prestar atenção à vivência: observação interna torna-a objeto. | ||
| + | * Objeto é imanente à vivência, mas também parcialmente transcendente a ela. | ||
| + | * Transcendência parcial funda-se na própria vivência e na relação da apreensão com ela. | ||
| + | * Distinguindo relações estruturais imanentes, a apreensão é conduzida, com base na estrutura, a vivências estruturalmente ligadas que a fundamentam. | ||
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| + | * Transcendência para a consciência e completamento da vivência | ||
| + | * Vivência recordada é transcendente ao momento presente da consciência. | ||
| + | * Curso temporal e recordação constituem fundamento objetivo para surgimento da consciência da transcendência da vivência. | ||
| + | * Certeza da realidade objetiva desse elemento transcendente dá-se em virtude da relação estrutural em que a recordação se refere à vivência. | ||
| + | * Tendência a exaurir a inexauribilidade da vivência revela-se como condição. | ||
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| + | * Intuição da conexão psíquica e sua objetivação | ||
| + | * Nesse processo surge intuição da conexão psíquica; torna-se objeto da apreensão. | ||
| + | * Vivência é referida à conexão psíquica da qual é parte. | ||
| + | * Estado de fato da estrutura, da unidade estrutural da vivência, das relações estruturais entre vivências e formas de atitude é elemento fundante na formação da intuição da conexão psíquica. | ||
| + | * Conexão psíquica é unidade da vida psíquica constituída por relações que ultrapassam seus elementos. | ||
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| + | * Papel do juízo e formas de objetivação do objeto psíquico | ||
| + | * Atos do pensamento discursivo (designação, | ||
| + | * Juízo designa a vivência; constitui conexão representativa que se refere à vivência. | ||
| + | * Juízo contém elementos que expressam determinações essenciais sobre o psíquico, transcendendo a vivência singular. | ||
| + | * Objeto da apreensão fundada nas vivências, a vida psíquica ou sujeito, é representado segundo diferentes orientações de elaboração conceitual. | ||
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| + | * Diversas orientações na concepção do objeto psíquico | ||
| + | * Psicologia transcendental: | ||
| + | * Observadores, | ||
| + | * Teoria das funções psíquicas: cooperação teleológica de forças para desempenho total da vida psíquica. | ||
| + | * Princípio de conexão causal rigorosa: explica mudanças psíquicas com base em regularidades. | ||
| + | * Seguindo relações estruturais: | ||
| + | * Introspecção religiosa: busca na vida psíquica algo misterioso, nexo real com o divino. | ||
| + | * Cada forma de objetivação capta um aspecto da realidade psíquica. | ||
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| + | * Relação resumida entre vivência e apreensão de objetos psíquicos | ||
| + | * Atenção, observação, | ||
| + | * Conceito de conexão psíquica designa realidade na medida em que representações com que é construído estão contidas na vivência de modo incontestável. | ||
| + | * Apreensão fundada na vivência distingue-se da fundada na intuição sensível por um elemento determinante para teoria e método: elementos, regularidades, | ||
| + | * Apreensão referente à conexão psíquica é tarefa infinita, consistindo apenas em encontrar o que está contido nas vivências. | ||
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| + | * Relação entre intuir e objetos sensíveis | ||
| + | * Apreensão de objetos externos caracteriza-se por fundamento na intuição sensível e propriedades do intuído. | ||
| + | * Ser-representado constitui seu modo de existir para mim, inseparável do intuído sensivelmente. | ||
| + | * Intuído sensivelmente comporta diferenças no modo como conteúdos existem para mim: representação livre, suposição na fantasia, dado determinado pelo ato perceptivo, relação a um objeto. | ||
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| + | * Unidade estrutural na percepção e caráter de dação | ||
| + | * Relação entre ato, dado intuitivo-sensível e objeto constitui unidade estrutural. | ||
| + | * Percepção de um objeto: dado efetivo são partes vistas de um ponto de vista particular; completamos essa imagem com representações. | ||
| + | * Sistema de relações internas chama-se representação total; parte puramente intuitiva é intuição pura. | ||
| + | * Caráter de dação pertence à percepção sensível; modo como conteúdos intuitivos existem para mim. | ||
| + | * Caráter de dação funda necessidade objetiva de toda asserção sobre objetos no âmbito da apreensão sensível. | ||
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| + | * Distinção entre percepção e representação recordada | ||
| + | * Representação recordada é representação de algo percebido; cópia tem caráter de representação quando objeto é reconhecido nela. | ||
| + | * Conceito de conhecer como reprodução remonta à relação da recordação com a percepção. | ||
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| + | * Relação da percepção singular com o objeto e representação total | ||
| + | * Percepção singular é ligada ao objeto por meio de uma representação total. | ||
| + | * Relação não é psicológica-genética, | ||
| + | * Coerção das experiências singulares concorrentes exige pensar algo que não é dado em nenhuma experiência particular. | ||
| + | * Representação total implica pluralidade de percepções particulares, | ||
| + | * Objeto é transcendente à percepção; | ||
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| + | * Estrutura das vivências da apreensão: três momentos | ||
| + | * Relação a um elemento objetivo: pode ser percebido, representado fantasticamente, | ||
| + | * Conteúdo contido na vivência constitui matéria da orientação para o objeto. | ||
| + | * Mesmo conteúdo pode ser referido a objetos diferentes; conteúdos diferentes podem ser referidos ao mesmo objeto. | ||
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| + | * Vivências da apreensão como unidades estruturais e suas relações internas | ||
| + | * Todas as vivências caracterizadas pela apreensão objetiva contêm relações internas recíprocas. | ||
| + | * Relações estruturais perpassam todos os entrelaçamentos com sentimentos ou intenções da vontade. | ||
| + | * Vivências da apreensão podem ser conectadas entre si pelas relações comuns aos processos da apreensão objetiva. | ||
| + | * Relações entre vivências no interior da apreensão objetiva dão-se entre conteúdos que aparecem nessas vivências. | ||
| + | * Relações subsistem entre conteúdos de fato, não entre atos de consciência. | ||
| + | * Validade das relações é independente dos atos de consciência que as apreendem. | ||
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| + | * Relação estrutural entre atitude e conteúdo | ||
| + | * Relação estrutural suscetível de ser mostrada tem-se apenas entre atitude e conteúdo que constitui matéria para determinação do objeto. | ||
| + | * Esta relação determina transição para compreensão do elemento objetivo em duas direções: exaurir conteúdo na vivência e intuir; conectar vivências que apreendem relações entre objetos. | ||
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| + | * Conexão teleológica e certeza da convicção | ||
| + | * Relações entre vivências da apreensão ligam-se por orientação comum ao mesmo objeto. | ||
| + | * Caráter teleológico condicionado pela orientação a apreender o objeto expressa-se na capacidade dessas formas adquirirem certeza de seu valor de verdade na identificação com o dado intuitivo ou vivido. | ||
| + | * Consciência da convicção é expressão da adequação alcançada do ato cognitivo com o imediatamente vivido ou intuído. | ||
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| + | * Apreensão significativa e expressão | ||
| + | * Apreensão significativa constrói-se sobre a intuitiva; funda-se na vivência ou intuição; constitui sistema de relações entre expressões. | ||
| + | * Expressão: todo discurso, parte de discurso, sinal do mesmo gênero que significa algo. | ||
| + | * Fenômeno concreto articula-se em fenômeno físico e atos que dão significado e eventualmente plenitude intuitiva. | ||
| + | * Interesse volta-se ao objeto designado; vivência que refere nome a objeto significa o nome, realiza relação através de intuição correspondente. | ||
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| + | * Unidade estrutural no juízo e gramática pura | ||
| + | * Unidade estrutural no juízo: relação da asserção significativamente composta com elemento objetivo asseverado. | ||
| + | * Nova relação estrutural: conexão das partes do discurso na asserção; gramática pura. | ||
| + | * Língua tem fundamento a priori: formas essenciais de significado e leis a priori de sua composição. | ||
| + | * Legalidade a priori no campo do significado; | ||
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| + | * Proceder do particular ao geral e construção da conexão objetiva | ||
| + | * Na orientação das vivências da apreensão já está contido proceder do particular ao geral. | ||
| + | * Compreensão do objeto realiza-se apenas na consciência de possuir a coisa mesma. | ||
| + | * Proceder das relações no objeto particular a relações em conexões objetuais mais amplas. | ||
| + | * Surgem relações mais amplas contidas no estado de fato da objetividade, | ||
| + | * Cada ciência refere-se a uma objetividade delimitável; | ||
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| + | * Essência do conhecimento e operações lógicas elementares | ||
| + | * Perguntar o que é conhecimento exige esclarecer elementos: perceber, designações verbais, juízos. | ||
| + | * Certeza da vivência baseia-se em si mesma; não remete a nada além. | ||
| + | * Intuição pura: posta realidade que remete ao que constitui a dação. | ||
| + | * Outros atos da apreensão objetiva designam, significam referência retrospectiva ao vivido ou intuído. | ||
| + | * Operações lógicas elementares: | ||
| + | * Essas operações podem ser cumpridas além de designação por palavras; são percepções de segundo grau. | ||
| + | * Estados de fato trazidos por operações elementares apresentam-se como realidade independente da consciência; | ||
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| + | * Tendência, contida na estrutura da apreensão, à conexão sistemática | ||
| + | * Na apreensão objetiva está presente exigência de instituir relações entre tudo que pode ser vivido e percebido. | ||
| + | * Estrutura da apreensão contém princípio unitário que produz essa conexão e garante sua validade. | ||
| + | * Perceber, formação da representação de objeto, subordinação do particular sob universal, ligação das partes num todo, atos de designação, | ||
| + | * Cada elemento da conexão é representado por outro; elemento seguinte é representação do anterior. | ||
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| + | * Conceito de representar e relação de fundamentação | ||
| + | * Conceito de representar é centro da psicologia dessa conexão da apreensão objetiva. | ||
| + | * Modificações muito diversas de atitude estão compreendidas nesse conceito. | ||
| + | * Vivência que está em relação de representação com uma ou mais vivências que a condicionam é fundamentada nestas. | ||
| + | * Ser-fundamentado não significa ser condicionado geneticamente, | ||
| + | * Relação de fundamentação não diz respeito aos atos, mas ao que está contido nos atos. | ||
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| + | * Conexão homogênea das vivências da apreensão objetiva | ||
| + | * A toda vivência que contém representação e é fundamentada corresponde relação com vivências nela representadas e que a fundamentam. | ||
| + | * Todas as vivências que contêm ser-representado, | ||
| + | * Formas de atitude determinam modo dessa conexão e contêm ao mesmo tempo elemento de seu ligamento numa totalidade. | ||
| + | * Nessas relações estão contidos os referenciamentos permanentes que fundamentam a apreensão objetiva; terreno firme sobre o qual se acende e apaga a luz mutável da consciência momentânea. | ||
