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Platão / Platon / Platón / platonism / platonismo / platonisme

    

PLATÃO (grego Πλάτων, Platon) (427-348 aC)

DICIONÁRIO DE FILOSOFIA

OBRA NA INTERNET: LIBRARY GENESIS

OBRA COMPLETA EM VERSÕES FRANCESAS

OBRA COMPLETA TRADUÇÃO BENJAMIN JOWETT

DIÁLOGOS ONLINE EM DIFERENTES VERSÕES EM INGLÊS


A tradição   filosófica assimila Platão, na leitura, no comentário e no uso que faz de sua obra, ao instituidor de termos cuja evidência marcou toda a história da filosofia. Seria possível escrever   filosoficamente fora dos termos platônicos, que a tradição filosófica retoma ou critica? Para sempre a ousia   vem confundir a distinção serena da essência e da existência, o eidos   assombrar a eidética, a idea legitimar todos os idealismos; tantos termos que se formaram em conceitos que incontestavelmente testificam por sua fortuna   a vã nomotética de Platão. Todavia, a disponibilidade dos termos platônicos, a familiaridade   que toleram, ocultam a segunda figura em operação no Crátilo  , aquela do dialético, sem o qual a produção nomotética perde toda significação. Herdeira do léxico, dos instrumentos, a tradição o foi. Mas que fez ela do dialético? Este, reconhecido como o praticante da “ciência mais elevada”, viveu dias gloriosos e pôs a pedra   angular do edifício do platonismo. Mas secundarizando seu papel, esquece-se a lição   do Crátilo, segundo a qual só aquele que sabe usar a palavra-instrumento na arte da dialética pode dar conta da palavra ela mesma, arrancá-la da erosão da usura  . O texto platônico, tecido, tramado segundo uma nomotética e uma dialética, não sai indemne de uma leitura que pretenda disjuntá-las e se esquiva a toda apreensão   que tente fazer qualquer economia   desta articulação. [Montet, Danielle. Les traits de l’être  . Essai sur l’ontologie platonicienne. Paris: Jérôme Millon, 1990, p. 5]