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Upanishad / Upaniṣad / Upanishads / Upanixade / Upanixades

    

Ananda Coomaraswamy

El Vedanta   no es una «filosofía» en el sentido corriente de la palabra, sino solamente en el sentido que tiene la palabra en la frase «Filosofía Perenne», y solamente si tenemos en la mente   la «filosofía» hermética o aquella «Sabiduría» por la cual Boecio   fue consolado. Las filosofías modernas son sistemas cerrados, que emplean el método de la dialéctica, y que dan por establecido que los opuestos son mutuamente exclusivos. En la filosofía moderna las cosas son así o no son así; en la filosofía eterna esto depende de nuestro punto de vista. La metafísica   no es un sistema, sino una doctrina consistente; no está interesada meramente en la experiencia condicionada y cuantitativa, sino en la posibilidad universal  . Por consiguiente considera posibilidades que pueden no ser posibilidades de manifestación   ni posibilidades en ningún sentido formales, así como conjuntos de posibilidad que pueden realizarse en un mundo dado. La realidad última de la metafísica es una Identidad Suprema   en la cual la oposición de todos los contrarios, incluida la del ser y no-ser, está resuelta; sus «mundos» y «dioses» son niveles de referencia y entidades simbólicas, que no son lugares ni individuos sino estados del ser realizables dentro de vosotros.

Vieira Velho

UPANIXADE é um termo que se explica como UPA + NI + XADE, isto é sentar-se perto de alguém, numa óbvia indicação de ser a sabedoria   transmitida através da relação entre o discípulo   e o mestre. O seu ponto de partida é a manifestação da experiência individual, base de exploração da natureza das realidades subjetiva e objetiva. O seu veículo é uma mente   preparada a indagar continuamente os caminhos da sabedoria que vai para além da mera informação, porque tem a função de estimular sistematicamente a ponderação  , a percepção, a reflexão   e a serenidade do espírito  .

Os Upanixades têm a dupla finalidade de estabelecer (a) a Unidade   Transcendental do Universo  , e (b) o lugar do Homem   nesse mesmo Universo. Tudo quanto existe é em si um universo individual de movimentos no movimento   universal. Embora no mundo de fenômenos físicos tudo se altere e se transforme em mudanças e posições relativas de harmonias e contrastes, a soma total de todos esses movimentos e mudanças heterogêneas é eternamente fixa a invariável. Tudo quando existe neste mundo existe também no outro, e vice-versa, porque a unidade transcendental do universo é uma necessidade   pré-ordenada na filosofia Hindu [1] que insiste ser ela a soma total, invariável e eternamente a mesma nas mais variadas e díspares frações das transformações que o mundo possa apresentar.

Segundo Alyette Degrâces-Fahd, o abandono a Deus  , a ruptura, corresponde à etimologia mesma da palavra upanishad tal como a dá Sankara  , o grande comentador metafísico do século VIII, fundador do Vedanta não-dualista (advaita  ), em sua introdução à Katha Upanishad  ; ele faz derivar esta palavra de uma raiz SAD que significa cortar, romper ou perder. A esta raiz adicionam-se os prefixos upa (ideia de se aproximar) e ni (movimento para o interior, mudança   na ação, retorno à origem). «Chama-se o conhecimento, upanishad, em virtude da análise etimológica: ele corta, ele destrói os germes da existência terrestre, tais como a ignorância [...] naqueles que buscam a libertação. Quando eles alcançaram a se desprender de suas tendências pelos objetos visíveis e invisíveis, eles abordam (upa-sad) o conhecimento que se chama upanishad e que compreende as características dadas aqui; posto que eles se doam com determinação e certeza   (ni) [...] é o conhecimento do brahman   que se chama upanishad, por causa   da conformidade com a ideia de conduzir ao brahman [...]. O conhecimento do fogo   que precedeu os mundos, nascido do brahman, dotado da faculdade de iluminação   [...] se chama upanishad, a raiz SAD deve ser tomada no sentido de perder, neste sentido ela destrói uma multidão de males como nascer e envelhecer». [Retirado da tese de doutorado de Selma de Vieira Velho, A Influência da Mitologia Hindu na Literatura Portuguesa dos Séculos XVI e XVII.]


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Textos: (estudos e excertos)


[1«O que existe neste mundo, também existe no outro: e o que existe no outro também existe cá: aquele que julga ver diferenças nisso, vagueia da morte para a morte. É através do pensamento que temos de compreender que, na realidade, neste mundo, nada varia: aquele que julga ver variedades, e não a unidade, vagueia de morte para a morte».
KATHA UPANIXADE: Ciclo2. Cap.I, Ver 10-11.