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Atman / atma / Atmâ / Ātman / Âtman

    

Ananda Coomaraswamy

La metafísica  , en general, recurre a símbolos visuales (cruces y círculos, por ejemplo) y sobre todo al simbolismo de la luz y del sol —que, como dice Dante  , «ningún objeto de los sentidos en el mundo entero es más digno de ser hecho un tipo de Dios». Pero tendré que usar también términos técnicos tales como esencia y substancia, potencialidad y acto, espiración y despiración, semejanza ejemplar, aeviternidad, forma y accidente. La metempsicosis debe ser distinguida de la transmigración y ambas de la «reencarnación». Tendremos que distinguir   el alma   del espíritu. Antes de que podamos saber cuándo es apropiado, si lo es alguna vez, traducir una palabra sánscrita dada por nuestra palabra «alma» (anima, psyque), debemos tener conocimiento de los múltiples sentidos en que la palabra «alma» ha sido empleada en la tradición   europea; qué tipo de almas pueden ser «salvadas»; qué tipo de alma requiere Cristo   que «odiemos» si nosotros hemos de ser sus discípulos; a cuál tipo de alma se refiere el Maestro Eckhart   cuando dice que el alma debe «entregarse a la muerte  ». Tenemos que saber lo que Filon entiende por «alma del alma»; y tenemos que preguntarnos cómo podemos concebir a los animales «sin alma», cuando la palabra «animal  » significa literalmente «en-almado» o «dotado de alma». Tenemos que distinguir esencia de existencia. Y yo mismo puedo tener que acuñar una palabra tal como «ahora-siempre» para expresar los significados plenos y originales de palabras tales como «súbitamente», «inmediatamente» e «instantáneamente». [AKCMeta  ]

Michel Hulin

Buscamos compreender como o pensamento   indiano — e singularmente o pensamento bramânico — veio a construir um misterioso «princípio do ego» que assinalaria, ao mesmo tempo ocultando-o, o atman identificado ao absoluto. Ora, desde os Upanixades   mais antigos, o atman está presente   com a significação transcendente que conhecemos (ou cremos conhecer) e eclipsa a aparência sem prestígio representada pelo «nome e forma» [nama-rupa  ], quer dizer a individualidade empírica. A concepção «dramática» da individuação, característica do Advaita   medieval, não parece portanto, em uma primeira abordagem, poder se reivindicar legitimamente destes textos. O fato é no entanto, que a primeira menção conhecida do termo ahamkara   se encontra no Chandogya   Upanixade. A estrutura   do termo qualquer que seja sua significação inicial, trai uma origem   artificial, sábia: forjou-se um vocábulo novo para exprimir uma dimensão da individualidade que não podia traduzir o clássico «nome e forma». Poderia ser portanto que nas origem mesma da especulação   indiana a transcendência   sem partilhamento do atman seja uma armadilha e mascare de fato uma relação essencial ao ego. Logo convém pôr em questão esta transcendência suposta, examinar como a significação atman se constitui nos Upanixades eles mesmos.

O termo é, verdadeiramente, antigo e os Upanixades o retomam carregado de toda evolução semântica. Lembremos brevemente as conclusões comuns a maior parte das exposições clássicas consagradas a esta questão. Trata-se a princípio menos de uma série evolutiva que de um conjunto   coordenado de significações que talvez tenham sempre coexistido. Passa-se do sentido de «respiração» (cf. alemão atmen) àquele de «sopro vital» em seguida àquele de «princípio das ações e dos pensamentos», quer dizer de «alma». Estes termos denotam a maneira pela qual um ser se constrói e se organiza do interior em se separando do mundo que o cerca, de onde justamente o sentido de «si mesmo  » e o emprega como pronome reflexivo. Paralelamente, uma outra série de significações faz referência ao resultado deste processo: atman designa então tudo o que é uno, tudo o que forma uma totalidade estruturada, assim o tronco em relação aos membros, o corpo como organismo completo. Daí derivam os valores de «natureza própria», «essência  » e finalmente «alma» onde vêm convergir as duas séries. Enfim, o princípio mesmo da correspondência microcosmo-macrocosmo permite definir   um atman individual e um atman cósmico   ao mesmo tempo que convida a estabelecer um atman absoluto, fundamento dos dois   primeiros. Logo importa notar que a gama das significações do termo atman se apresenta pro completo ao estado   dos Brahmana. Melhor, os textos reunidos por A.B. Keith, mostram à evidência que a concepção abstrata ou «espiritual do atman, como distinto dos sentidos e dos sopros, não é uma descoberta dos Upanixades. E assim vale para a ideia da identificação dos dois atman. O que vem a ser incompreensível, se os Upanixades só fazem percorrer vias já trilhadas, é a consciência   que têm seus autores de aportar uma «boa nova», de relatar uma percepção decisiva. O interesse   se relaciona assim sobre as experiências, as démarches originais a partir das quais a significação convencional «alma» poderia se tornar concreta, nos Upanixades, e justificar sua reputação de textos «revolucionários». [Hulin   (PEPIC)]