Página inicial > Palavras-chave > Termos > sutratma / susumna / sushumna / rayo / rayos

sutratma / susumna / sushumna / rayo / rayos

    

Guénon

Noção   do sutratma: o laço, considerado então em toda sua extensão  , [1] une os estados, não só entre si, mas também, tornamos a dizer, ao seu próprio Princípio, de modo que, muito longe de ser ainda um entrave, torna-se ao contrário o meio pelo qual o ser   pode reunir   efetivamente o seu Princípio e o próprio caminho   que o conduz a essa meta. Nesse caso, o fio ou a corda tem na verdade um valor   «axial», e a ascensão   por uma corda estendida verticalmente pode, da mesma maneira que por uma árvore ou por um mastro, representar o processo de retorno ao Princípio. [2] Por outro lado, a conexão com o Princípio por intermédio do sutratma está ilustrada de forma particularmente admirável pelas marionetes: [3] uma marionete   representa nesse caso o ser individual, e o operador que faz o movimento   por meio do fio é o «Eu». Sem esse fio, a marionete permaneceria inerte, do mesmo modo que, sem o sutratma, toda existência seria um puro nada e, segundo uma fórmula extremo-oriental, «todos os seres seriam vazios».

Coomaraswamy

Cf. Brhadaranyaka Upanishad   III.7.1, donde (combinando el texto y el comentario de Sayana): «¿Conoces tú ese Hilo con el que, y ese Controlador Interno con el que y por quien, este mundo y el otro y todos los seres están encordados juntos y controlados desde adentro, de modo que ellos se mueven como una marioneta, cumpliendo sus respectivas funciones?». Que Platón   tenía conocimiento de una doctrina del «hilo del espíritu» (sūtrātman), está implícito en el pasaje citado de Leyes y es confirmado por el hecho de que, en Teeteto   153, conecta la cuerda de oro de la Iliada VIII.18 sig. con el Sol, a quien todas las cosas están atadas por ella, de la misma manera que en Satapatha Brāhmana VI.7.1.17; cf. Atharva Veda   Samhitā X.8.39 y Bhagavad Gitā   VII.7. [No podemos tratar aquí en toda su extensión la doctrina de la «cuerda de oro», pero podemos señalar que el pensamiento de Ilíada   VIII.23 έρύσαιμι (teniendo presente   que en este verbo, especialmente en las formas media y pasiva, el sentido de «tirar» apenas puede separarse del de «rescatar») subyace en San Juan 12:32 πάντα  ς έλκύσω προς έμαυτόν, en Hermes  , Lib. XVI.5 εις αύτόν τα πάντα έλκων y XVI.7 άναδήσας εις εαυτόν, y en Dante  , Paradiso 1.117, «Questi la terra   in sè stringe ed aduna»]. PNEUMATOLOGIA


Estos «rayos  », que son también las «riendas» [reins] por las que los corceles están uncidos a la Mente, son las lumen cognitionis sensitivae de San Buenaventura  , las cuales actúan en combinación con los cinco   elementos   correspondientes, vista, oído, olfato, gusto y tacto en nosotros mismos (De reductione artium ad theologian 3, basado en San Agustín, De genesi ad litteram, c. 4, n. 6), donde se da por supuesta la distinción de lux, lumen y color   (en tanto que percipiente, medio y objeto de la percepción): «ipsa divina veritas   est lux, et ipsius expressiones respecter rerum sunt quasi luminosae irradiationes, licet intrinsicae, qua determinata educunt et dirigunt in ad quod exprimitur» (San Buenaventura, De scientia Dei   3C). Cf. Rumi  , Mathnawi I.3268, 3273, 3275, «A través de mis rayos tú has venido a la vida por un día o dos. Los rayos del Espíritu son el habla y el ojo y el oído. El corazón ... ha tirado de las riendas de los cinco sentidos»; Hermes, Lib. X.22B, theon kathaper aktnes ai energeiai; y Plotino  , Enéadas VI.4.3, donde oion bolas (heliou) = kathaper aktines theou. Cf. nota 59. (PNEUMATOLOGIA)
Este é um aspecto básico da doutrina   do «espírito  -fio» (sutratman) e como tal é a base inteligente da doutrina da onisciência e providência divinas, da qual o nosso conhecimento e previsão parciais são análogos. O Sol   espiritual (não «o sol que todos os homens veem», e sim o «que poucos conhecem com a mente  », Atharva Veda Samhita X.8.14) [4] é o Eu   do Universo inteiro (Rg Veda Samhita 1.11.5.1) e está ligado a todas as coisas que há nele por meio do «fio» destes raios pneumáticos luminosos que constituem o «tecido» do universo: «todo este universo está ligado a Mim, como fileiras de pedras preciosas montadas num fio» (Bhagavad Gita VII.7): desse fio que percorre o nosso nous - intelecto os últimos fiozinhos são suas forças sensíveis, como já vimos. [5] Assim, do mesmo modo que o meio-dia   «vê» simultaneamente tudo que existe sob o sol, a «Pessoa que está no Sol», a Luz   das luzes, de um ponto de observação   saliente e central «em que todos os lugares e todos os momentos estão focalizados» (Paradiso XXIX.23), está presente simultaneamente em toda e qualquer situação   por que passamos, aqui ou ali, no passado ou no futuro, e nenhum pardal cai no chão, nem caiu nem cairá sem o Conhecimento - conhecimento imediato dela. Na realidade, essa pessoa é a única que vê, pensa etc. e existe dentro de nós (Brhadaranyaka Upanisad III.8.23), e qualquer pessoa que pensa, vê etc, faz isso por meio do raio d’Ele (que é a Pessoa) (Jaiminiya Upanishad Brahmana 1.28, 29). [AKCCivi  ]

[1Bem entendido, essa extensão deve ser considerada como indefinida, embora jamais seja possível figurá-la com esse caráter.

[2É essa, na Índia, a verdadeira significação do que os viajantes denominaram «a prova da corda», independentemente do que se possa pensar dela enquanto fenômeno «mágico» mais ou menos autêntico, pois isso não tem qualquer importância no que diz respeito ao seu caráter simbólico, que é o único que nos interessa.

[3Cf. A. K. Coomaraswamy, «Spiritual Paternity» and the «Puppet-complex», em Psychiatry, ago. 1945 (v. nosso comentário na Études Traditionnelles, out.-nov. 1947).

[4«Sol do sol» em Mahabharata V. 46.3 e Fílon em Spec. 1.279; «luz invisível que só a mente percebe», Fílon em Opif. 31; «cujo corpo é o sol», ou «quem controla o sol a partir de dentro» (Brihadaranyaka Upanixade - Brhadaranyaka Upanisad III.7.9); «cujo corpo é visto por todos e cuja alma não é vista por ninguém» (Platão em Leis, 898 D); «Luz das luzes» (Bhagavad Gita X.II.17, Rg Veda Samhita I. 113.1); «aquela foi a verdadeira Luz. . . do mundo» (João 1,9; 9,5); «o Sol dos homens» (Rg Veda Samhita 1.146.4) e «Luz dos homens» (João 1,4); «estabelecido em todos os corações» (Bhagavad Gita XIII. 17, Maitri Upanishad VI. 1).

[5Agora não temos espaço para expor detalhadamente a doutrina do «espírito-fio». Na tradição europeia podemos chegar a ela partindo de Homero e chegando a Blake. Veja o artigo de minha autoria intitulado «Primitive Mentality» em Quarterly Journal of the Mythic Society, XXXI, 1940 e Literary Symbolism, citado em Dictionary of World Literature, 1943. Veja Fílon em Immut. 35 e algumas passagens do meu livro intitulado Spiritual Paternity and the Puppet Complex na revista Psychiatry, VIII, 1945, reimpressa por A.K. Coomaraswamy em The Bugbear of Literacy, 1947.