Página inicial > Palavras-chave > Termos > dynamis / δύναμις / δύνασθαι / dynasthai / δυνατότητα / dynatoteta / possibilitas / (...)

dynamis / δύναμις / δύνασθαι / dynasthai / δυνατότητα / dynatoteta / possibilitas / energeia-dynamis / actu-potentia / eminenter / potentialiter

    

dynamis / δύναμις / δύνασθαι / dynasthai / δυνατότητα / dynatoteta / possibilitas / poder / faculdade / potencialidade / potencial / capacidade / puissance / energeia  -dynamis / actu-potentia / em ato-em potência / eminenter / potentialiter / possibilidade

gr. δύναμις, dynamis: capacidade ativa e passiva, daí 1) potência e 2) potencialidade. Segundo Plotino  , consiste a ser algo e poder se tornar outro.


Ullmann

Se o Uno   ficasse recolhido num solipsismo total, nada existiría [En. III, 8, 10, 2]. Sua dynamis deu origem   a tudo. Dynamis não tem o sentido de receptividade da potência aristotélica, mas significa capacidade de produzir [En. III, 15, 33-35], de criar [1], sem sofrer   diminuição [2] nem evoluir para maior perfeição [3].

Dessarte, o Uno  , realidade   subsistente em si mesma, constitui a primeira hipóstase e é fonte de toda a determinação, ou seja, ele contém tudo eminenter ou potentialiter [4], e não actualiter. [Ullmann  :21]

Vivenza

A Possibilidade, em sua universalidade, não conhece nenhuma limitação  , ela é mesmo para o que é de sua natureza própria, fora, além de todas as formas de determinação, "incluindo a determinação a mais primordial de todas, queremos dizer a afirmação   do Ser puro". Logo a possibilidade universal   é ilimitada, seu domínio   não possui fronteiras e ela estende de tal modo seu agir sobre o conjunto   o mais vasto que se possa conceber, pois este nada mais é que a "Totalidade", o "Todo"; eis porque a princípio ela é denominada precisamente: Possibilidade universal que é equivalente ao Infinito   ele mesmo. Falar de Possibilidade do ponto de vista metafísico, é em realidade fazer apelo a duas maneiras   pelas quais ela desenvolve seu poder, maneira não distintas mas no entanto suficientemente particulares para que se indique imediatamente os caracteres respectivos. Com efeito, a Possibilidade enquanto tal concerne ou engloba toda ordem dos "possíveis", quer dizer as possibilidades de manifestação   e as possibilidades de não manifestação. Notar-se-á preliminarmente, antes de explicar estes dois   aspectos da Possibilidade, que esta última na medida que ela ignora toda limitação não pode fazer surgir   duas possibilidades idênticas no Universo  , sob pena   de se ver submetida a um limite que não pode se conceber a seu respeito. Guénon o lembra regularmente, "toda limitação da Possibilidade universal é, no sentido próprio   e rigoroso da palavra  , uma impossibilidade". Com efeito a Possibilidade total, se ela devesse ser limitada, seria obrigada a sê-lo por uma outra Possibilidade que a incluiria para poder limitá-la, o que é uma contradição pura e simples, quer dizer ao nível da lógica   uma verdadeira impossibilidade. Como não pode haver vários infinitos, só há uma Possibilidade que é ela mesma infinita e ilimitada, "querer a conceber de outro modo é, em realidade" se condenar a não concebê-la de modo algum". Isto bem compreendido, é permitido abordar o modo específico de esplendor da Possibilidade que, por conta de seu infinito potencial, enquanto Passividade universal, representa um poder existencial extraordinariamente vasto e cuja amplitude não pode ser objeto de uma medida qualquer à escala humana como supra-humana pois, como o sabemos, a Possibilidade está além de toda medida. Se as possibilidade do ser, inicialmente, não constituem senão um caos   "informe e vazio  " (tohu-va-bohu), não decorre menos que é este Caos primeiro, "no qual tudo só é obscuridade", que permite a geração, a emergência no manifestado, no momento "onde se produz esta iluminação que determina a organização harmônica na passagem da potência ao ato". A Possibilidade dá, ou oferece, ao "Raio Celeste" a matéria primeira, a materia prima virtual que será iluminada pela "vibração correspondente ao Fiat Luz cosmogônico", iluminação a partir da qual "a ordem sucede ao caos, a luz às trevas, o ato à potência, a realidade à virtualidade (...)". A este respeito, concebe-se muito melhor porque é positivamente absurdo separar o possível do real, como certas mentes creram justificado dever   afirmar, um pouco rapidamente sem dúvida por uma falta significativa de compreensão   metafísica, pois "todo possível é real a sua maneira e segundo o modo que comporta sua natureza; dito de outro modo, escreve Guénon, haveria possíveis que nada seriam, e dizer que um possível é nada é uma contradição pura e simples". O real não é uma ordem diferente do possível, ele é mesmo uma ordem altamente representativa e concreta para o que é da Manifestação presente  . Só o impossível é um nada, mas toda realidade, do momento que ela é, que ela está inscrita no Ser, está inclusa na possibilidade sob pena   de não ser. Quanto às possibilidades de não-manifestação, que elas sejam de diversas ordens, ou bem que se encontrem evidentemente situadas além do Ser  , elas não inferem em nada sobre a Possibilidade que abarca, como Guénon aí insiste a justo título, absolutamente todas as ordens sem limitação alguma.

Pode-se portanto lembrar, para concluir, o que a metafísica integral não cessa de reafirmar, sublinhando que isto está expresso certamente de diversas maneiras em razão   das circunstâncias   e das contingências inevitáveis, mas sempre de maneira invariável: todas as possibilidade estão contidas na Possibilidade total, que ela mesma não faz senão um com o Princípio. [Vivenza   - Dictionnaire de René Guénon]

Frithjof Schuon

Resumamos: as possibilidades são os véus que, por um lado, restringem o Real absoluto   e, por outro, o manifestam. A Possibilidade simplesmente, no singular e no sentido absoluto, é o Véu supremo, o que envolve o mistério da Unicidade e, ao mesmo tempo  , o desdobra, permanecendo imutável   e sem se privar   de nada; a Possibilidade não é outra coisa senão a Infinitude do Real. Quem diz Infinitude, diz Potencialidade; e afirmar que simplesmente a Possibilidade, ou a Potencialidade, ao mesmo tempo vela e desvela o Absoluto é apenas uma maneira de expressar a bidimensionalidade — diferenciada em si — que podemos discernir analiticamente no absolutamente Real. Da mesma forma, podemos discernir aí uma tridimensionalidade, também intrinsecamente indiferenciada, mas anunciadora de um possível desdobramento: essas dimensões são o "Ser" (sat), a "Consciência" (chit) e a "Felicidade  " (ananda). É em virtude   do terceiro elemento  imutável   em si — que a Possibilidade divina extravasa e dá margem, "por amor", a esse mistério de exteriorização que é o Véu universal, cuja cadeia é feita dos mundos e cuja trama é feita dos seres.

Christophe Andruzac

Guénon escolheu designar por Possibilidade Universal o conjunto do Ser e do Não-Ser  . Se não esquecemos que o Ser não designa o ser manifestado mas seu princípio, em termos escolásticos diríamos que a Possibilidade Universal não outro senão o Verbo Divino enquanto este é causa   (não própria mas primeira e última) do esse participado dos seres manifestados: é «o lugar dos possíveis». Isto significa que é causa atual do esse creatum dos seres reais atualmente existentes (causa de isto-que-é) e causa por modo de eminência daqueles que não têm esse atual (aqueles que tiveram, que o terão, que teriam podido tê-lo ou que poderiam tê-lo). Esta Possibilidade Universal possui certo modo receptivo; poder-se-ia a seu respeito falar no seio do divino de um polo receptivo, passivo.

René Guénon

También podemos expresar las cosas de esta manera: la Posibilidad universal contiene necesariamente la totalidad de las posibilidades, y se puede decir que el Ser y el No Ser son sus dos aspectos: el Ser, en tanto que manifiesta las posibilidades ( o más exactamente algunas de entre ellas ); el No Ser, en tanto que no las manifiesta. Por consiguiente, el Ser contiene todo lo manifestado; y el No Ser contiene todo lo no manifestado, comprendido ahí el Ser mismo; pero la Posibilidad universal comprende a la vez el Ser y el No Ser. Agregaremos que lo no manifestado comprende lo que podemos llamar lo no manifestable, es decir, las posibilidades de no manifestación, y lo manifestable, es decir, las posibilidades de manifestación en tanto que no se manifiestan, puesto que la manifestación no comprende evidentemente más que el conjunto de estas mismas posibilidades en tanto que se manifiestan [Guénon - O HOMEM   E SEU DEVIR SEGUNDO O VEDANTA, cap. XV.].


En lo que precede, hemos indicado la distinción de las posibilidades de manifestación y de las posibilidades de no manifestación, posibilidades que están unas y otras igualmente comprendidas, y al mismo título, en la Posibilidad total. Esta distinción se impone a nosotros antes de toda otra distinción más particular, como la de los diferentes modos de la manifestación universal, es decir, de los diferentes órdenes de posibilidades que implica, repartidas según las condiciones especiales a las cuales están respectivamente sometidas, y que constituyen la multitud indefinida de los mundos o de los grados de la Existencia.

Dicho esto, si se define el Ser, en el sentido universal, como el principio de la manifestación, y al mismo tiempo como comprendiendo, por sí mismo, el conjunto de todas las posibilidades de manifestación, debemos decir que el Ser no es infinito, puesto que no coincide con la Posibilidad total; y eso tanto más cuanto que el Ser, en tanto que principio de la manifestación, comprende en efecto todas las posibilidades de manifestación, pero solo en tanto que ellas se manifiestan. Fuera del Ser, hay por consiguiente todo el resto, es decir, todas las posibilidades de no manifestación, con las posibilidades de manifestación mismas en tanto que están en el estado   no manifestado; y el Ser mismo se encuentra incluido en ellas, ya que, no pudiendo pertenecer a la manifestación, puesto que es su principio, él mismo es no manifestado. Para designar lo que está así fuera y más allá del Ser, estamos obligados, a falta de otro término, a llamarlo No Ser; y esta expresión negativa, que, para nosotros, no es a ningún grado sinónimo de «nada» como parece serlo en el lenguaje de algunos filósofos, además de que está directamente inspirada de la terminología de la doctrina metafísica extremo-oriental, está suficientemente justificada por la necesidad de emplear una denominación cualquiera para poder hablar de ello, junto a la precisión, hecha ya más atrás, de que las ideas más universales, siendo las más indeterminadas, no pueden expresarse, en la medida en que son expresables, sino por términos que son en efecto de forma negativa, así como lo hemos visto en lo que concierne al Infinito. Se puede decir también que el No Ser, en el sentido que acabamos de indicar, es más que el Ser, o, si se quiere, que es superior al Ser, si por ello se entiende que lo que comprende está más allá de la extensión del Ser, y que contiene en principio al Ser mismo. Pero desde que se opone el No Ser al Ser, o incluso desde que se los distingue simplemente, ello se debe a que ni el uno ni el otro son infinitos, puesto que, desde este punto de vista, se limitan el uno al otro en cierto modo; la infinitud no pertenece más que al conjunto del Ser y del No Ser, puesto que este conjunto es idéntico a la Posibilidad universal.


En lo que acaba de decirse, y también en todo lo que podría decirse además al respecto de la idea   de creación, falta, en cuanto a la manera en que la manifestación se considera, algo que es empero enteramente esencial: la noción misma de la posibilidad no aparece ahí; pero, que se destaque bien, esto no constituye de ningún modo riesgo, y una tal visión, aún siendo incompleta, no es por ello menos legítima, ya que la verdad es que esta noción de la posibilidad no tiene que intervenir más que cuando se trata de colocarse bajo el punto de vista metafísico, y, ya lo hemos dicho, no es bajo este punto de vista como la manifestación se considera en tanto que creación. Metafísicamente, la manifestación presupone necesariamente ciertas posibilidades capaces de manifestarse; pero, si la misma procede también de la posibilidad, no puede decirse que venga de «nada», ya que es evidente que la posibilidad no es en punto ninguno una «nada»; y, se objetará quizás, ¿no es eso contrario a la idea de creación precisamente? La respuesta es bien fácil: todas las posibilidades están comprendidas en la Posibilidad total, que no forma sino uno con el Principio mismo; es pues en éste, en definitiva donde las mismas están realmente contenidas en el estado permanente y desde toda eternidad; y por lo demás, si la cosa fuera de otro modo, es entonces cuando serían verdaderamente «nada», y ni siquiera podría ser más cuestión de Posibilidades. Si la manifestación procede pues de estas posibilidades o de algunas de entre ellas (y recordaremos aquí, que, además de las posibilidades de manifestación, hay que considerar igualmente las posibilidades de no manifestación, al menos en el Principio supremo, aunque no ya cuando uno se limita al Ser), la misma no viene de nada que sea exterior   al Principio; y está ahí, justamente, el sentido que hemos reconocido a la idea de creación correctamente entendida, de suerte que, en el fondo, los dos puntos de vista no son solamente conciliables, sino que inclusive están en perfecto acuerdo entre ellos. Solamente, la diferencia consiste en que el punto de vista al cual se refiere la idea de creación no considera nada más allá de la manifestación, o al menos no considera más que el Principio sin profundizar más, porque no es todavía más que un punto de vista relativo, mientras que al contrario, bajo el punto de vista metafísico, es lo que está en el Principio, es decir, la posibilidad, la que es en realidad lo esencial y lo que importa más que la manifestación en sí misma. [Guénon - CRIAÇÃO E MANIFESTAÇÃO]
POSIBLES Y COMPOSIBLES

La Posibilidad universal, hemos dicho, es ilimitada, y no puede ser otra que ilimitada; por consiguiente, querer concebirla de otro modo, es, en realidad, condenarse a no concebirla en absoluto. Esto es lo que hace que todos los sistemas filosóficos del occidente moderno sean igualmente impotentes desde el punto de vista metafísico, es decir, universal, y eso precisamente en tanto que sistemas, así como ya lo hemos hecho observar   en diversas ocasiones; en efecto, como tales, estos sistemas no son más que concepciones restringidas y cerradas, que, por algunos de sus elementos, pueden tener un cierto valor   en un dominio relativo, pero que devienen peligrosos y falsos desde que, tomados en su conjunto, pretenden a algo más y quieren hacerse pasar por una expresión de la realidad total. Sin duda, es siempre legítimo considerar especialmente, si se juzga a propósito, algunos órdenes de posibilidades con la exclusión de los demás, y es eso, en suma, lo que constituye necesariamente una ciencia cualquiera; pero lo que no lo es, es afirmar que eso sea toda la Posibilidad y negar todo lo que rebasa la medida de su propia comprehensión individual, más o menos estrechamente limitada [5]. Sin embargo, a un grado o a otro, ese es el carácter esencial de esta forma sistemática que parece inherente a toda la filosofía occidental moderna; y esa es también una de las razones por las cuales el pensamiento filosófico, en el sentido ordinario de la palabra, no tiene y no puede tener nada en común con las doctrinas de orden puramente metafísico [INTRODUCCIÓN GENERAL AL ESTUDIO DE LAS DOCTRINAS HINDÚES, 2a parte, cap. VIII; O HOMEM E SEU DEVIR SEGUNDO O VEDANTA, cap. I; SIMBOLISMO DA CRUZ, cap. I y XV.].

Entre los filósofos que, en razón de esta tendencia sistemática y verdaderamente «antimetafísica», se han esforzado en limitar de una manera o de otra la Posibilidad universal, algunos, como Leibniz   ( que, sin embargo, es uno de aquellos cuyos puntos de vista son menos estrechos bajo muchos aspectos ), han querido hacer uso a este respecto de la distinción de los «posibles» y de los «composibles»; pero es muy evidente que esta distinción, en la medida en que es válidamente aplicable, no puede servir en modo alguno a este fin ilusorio. En efecto, los composibles no son otra cosa que posibles compatibles entre ellos, es decir, cuya reunión en un mismo conjunto complejo no introduce en el interior de éste ninguna contradicción; por consiguiente, la «composibilidad» es siempre esencialmente relativa al conjunto del que se trate. Por lo demás, entiéndase bien que este conjunto puede ser, ya sea el de los caracteres que constituyen todas las atribuciones de un objeto particular, o de un ser individual, ya sea algo mucho más general y mucho más extenso, el conjunto de todas las posibilidades sometidas a algunas condiciones comunes y que forman por eso mismo un cierto orden definido, uno de los dominios comprendidos en la Existencia universal, pero en todos los casos, es menester que se trate de un conjunto que esté siempre determinado, sin lo cual la distinción ya no se aplicaría. Así, para tomar primero un ejemplo de orden particular y extremadamente simple, un «cuadrado redondo» es una imposibilidad, porque la reunión de los dos posibles «cuadrado» y «redondo» en una misma figura implica contradicción; pero estos dos posibles no son por eso menos igualmente realizables, y al mismo título, ya que la existencia de una figura cuadrada no impide evidentemente la existencia simultánea, junto a ella y en el mismo espacio, de una figura redonda, como tampoco la de toda figura geométricamente concebible [6]. Eso parece muy evidente como para que sea útil insistir más en ello; pero un tal ejemplo, en razón de su simplicidad misma, tiene la ventaja de ayudar a comprender, por analogía, aquello que se refiere a casos aparentemente más complejos, como el caso del cual vamos a hablar ahora.


[1Ao invés de aporrein, que ocorre raramente nas Enéadas, Plotino emprega, com frequência, os verbos poiein, hyphistanai ou hoion gennan (cf. En. V, 2. 1, 7s).

[2“(...) a natureza do Uno é tal que (...) não diminui (elassoein) nas coisas que dele nascem” (En. VI, 9, 5, 36-38). Por essa razão, não é aceitável a qualificação de panteísmo atribuída por Eduard ZELLER a Plotino (cf. Philosophie der Griechen, 3. ed. (Leipzig, 1892-), p. 507-509).

[3“Nun besteht kein Zweifel daran, dass Plotin in den Gleichnissen, mit denen er den Hervorgang der Dinge aus dem Ersten umschreibt nicht einen in der Zeit sich vollziehenden Prozess, eine Art Evolution, eine Entwicklung des Unfertigen zu seiner Vollendung aufzeigen will. Er will vielmehr nur die totale und radikale Abhängigkeit aller Seienden vom Einen und die radikale Verursachung aller Seinsstufen durch das Eine versinnbildlichen” (HAGER, loc. cit., p. 149).

[4“(... the One) is a seed holding all things in potency” (ARMSTRONG, A. H., The Architectare of the intelligible Universe in the Philosophy of Plotinus (Amsterdam, 1967), p. 49).

[5Hay que destacar en efecto que todo sistema filosófico se presenta como siendo esencialmente la obra de un individuo, contrariamente a lo que tiene lugar para las doctrinas Tradicionales, al respecto de las cuales las individualidades no cuentan para nada.

[6De la misma manera, para tomar un ejemplo de un orden más extenso, las diversas geometrías euclidianas y no euclidianas no pueden aplicarse evidentemente a un mismo espacio; pero eso no podría impedir, a las diferentes modalidades de espacio a las que se corresponden, coexistir en la integralidad de la posibilidad espacial, donde cada una de ellas debe realizarse a su manera, según lo que vamos a explicar sobre la identidad efectiva de lo posible y de lo real.