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corpo

domingo 17 de outubro de 2021

Μóριον ἐνυπάρχον: This character is represented, for example, by the surface of a body. If I remove the surface of a body from the there, the body is thereby taken away. It is no longer there. The surface, then, constitutes the being-there and possible being-there of a body, just as the line constitutes the possible being-there of a surface. Accordingly, the surface, as an aspect of a body, is the type of being-character that Aristotle   also designated ὁρίζον, “the circumscribed.” Body is circumscribed by the being-character of μóριον ἐνυπάρχον, that is, beings are determined in their being. This is possible only because limit, for the Greeks, is a completely fundamental character of the being-there of beings. Limitation is a fundamental character of the there. This aspect of ὁρίζον is σημαῖνον τóδε τι. It “designates” the being, insofar as it is at hand, as a “that there” such that this “that there” is visible, determinable, apprehendible, in its beingness. Since circumscription plays the peculiar role of determining beings in their being, it follows that some had the idea to describe as the οὐσία, the limit “in general,” or “number” in the broadest sense. The Pythagoreans, as well as the Platonists, saw in number the genuine οὐσία, numbers as οὐσίαι. Something numerical, or quantitative, circumscribes beings as such; they are not substances, daimons that exist around us. [Heidegger  , GA18  :31]


O corpo, do mesmo modo que a raça, traduz um ato vital, um processo ou [152] onda vital que se expressa continuamente nos contornos mutáveis do nosso aspecto sensorial.

Schopenhauer   já advertia que o nosso eu somático constitui um estereograma de nossas paixões, o relevo corpóreo das forças pulsionais que nos constituem. O corpo é a vontade original na forma da Representação. Portanto, o corpo não deve ser tomado como tal, como forma espacial e representativa, mas deve ser superado em sua apresentação representativa, para ser conhecido em sua dimensão pulsional. Em última instância, é esse querer primordial, essa Ur-wille, que se sensorializa em órgãos e sistemas orgânicos e que funda a vida no plano do conhecimento representativo. A cordialidade orgânica traduz a vida para nós, para o nosso aparato cognitivo, e não como ela é em si mesma, em seu impulso surdo e obscuro. [VFSTM  :152-153]


LÉXICO: corpo