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advaita

domingo 17 de outubro de 2021

Propriamente falando, este termo? sânscrito se traduz por «não-dualidade?», especifica igualmente um dos aspectos de Brama   enquanto Supremo, não caracterizado, logo incondicionado?.

O Princípio Supremo designado? como Brama   pode somente ser? dito? «sem-dualidade», pois estando além de toda determinação, mesmo do Ser que é a primeira de todas, não pode ser caracterizado por nenhuma atribuição positiva: assim exige sua infinidade, que é necessariamente a Totalidade? positiva, compreendendo em si todas as possibilidades.

Logo não pode nada? haver que seja fora de Brama  , pois esta suposição equivaleria a limitá-lo. Eis porque é dito «sem-dualidade».

A este estado? situado além do Ser, não se pode mais falar? de distinção, mesmo principial, embora não se possa também que haja confusão; se está, diz Guénon, além da multiplicidade?, mas também além da Unidade?.

Na absoluta transcendência deste estado supremo, nenhum destes termos não pode mais se aplicar, mesmo por transposição analógica, e eis porque deve-se ter? recurso? a um termo de forma? negativa, aquele de «não-dualidade» (adwaita) sendo o mais apropriado? e o menos inexato para poder designá-lo.

Guénon se aterá sempre em bem precisar que esta «não-dualidade» não deve ser confundida com o «monismo?» que, qualquer que seja sua forma é, como o «dualismo?», de ordem? simplesmente filosófica e não metafísica.

Da mesma maneira nada há de comum entre o «não-dualismo» e o «panteísmo», e tanto mais que este último termo é frequentemente conotado a um certo «naturalismo?» propriamente antimetafísico.