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atividade

mardi 24 décembre 2019

A noção de « atividade? » ocupa um lugar importante no seio da argumentação metafísica guenoniana, e isto tanto mais porque sua percepção está longe de ser evidente. Posto que frequentemente levada no ocidente ao simples desdobramento do « agir? », à operação do movimento considerado como único meio para intervir sobre a realidade.

Eis porque, Guénon Guénon René Guénon (1886-1951), penseur et auteur français défenseur de la Tradition primordial. distingue a « atividade diferenciada » que, no estado individual humano?, toma forma da ação no sentido clássico do termo, da forma sutil do « não-agir » que é dominante no « não-manifestado ».

A « atividade » deve portanto estar compreendida à luz? desta dupla acepção.

Assim, em falando da « Atividade do Céu », em sua relação ao Centro, enquanto ponto de síntese de todos os contrários, chamado pela tradição extrema-oriental o « Invariável Meio », lugar de equilíbrio perfeito, centro da « roda cósmica », Guénon nos diz que este « Centro » dirige todas as coisas por sua « atividade não-agente » (wei wou-wei), que embora « não-manifestada », ou preferencialmente porque não-manifestada, é em realidade a plenitude da atividade, posto que é aquela do Princípio do qual são derivadas todas as atividades particulares ; é o que Lao Tze Laotseu
Laozi
Lao Tze
Lao-tzu
Lao Tzu
Laotseu était un sage chinois que aimait l’obscurité. Il est dit l’auteur du Tao Te Ching. (Matgioi)
exprime nestes termos : « O Princípio é sempre não-agente, e no entanto tudo é feito por ele ». Por outro lado, tratando de Purusha? quer dizer do Absoluto?, ou a « Consciência Pura », Guénon assinala que é sob o poder de sua ação, ou de sua atividade « não-agente », que é determinada tudo o que é produção substancial no seio de Prakriti, o mundo? ou a matéria.

Ele lembra igualmente, que sobre este ponto Aristóteles Aristóteles
Aristote
Aristotle
Ἀριστοτέλης (384-322 aC)
teve razão de afirmar que o primeiro motor de todas as coisas (ou princípio do movimento), deve ser ele mesmo imóvel, o que revém a dizer que o princípio de toda ação deve ser « não-agente ».

A verdadeira atividade está portanto muito mais próxima do equilíbrio dos contrários, da imobilidade serena, que de toda forma de tensão unipolar que é, fundamentalmente, por sua incompletude, inapta a realizar a harmonia universal.