Página inicial > Oriente > Wei Wu Wei (WLL:1) – Reavaliação de Valores: Três falsos valores

Wei Wu Wei (WLL:1) – Reavaliação de Valores: Três falsos valores

sábado 27 de agosto de 2022

    

tradução

1. karma   (‘Ação’) certamente deve ser ativo, não passivo. Não é nosso, ou melhor, somos dele. Somos rolhas em uma corrente de maré turbulenta de karma; karma é o campo  -de-força ao qual estamos sujeitos no plano dos fenômenos.

2. O ‘Eu’, ‘Mim   mesmo’, ‘Si mesmo  ’, qualquer termo que encontremos ou usemos para descrever nossa realidade, é enganador. Todos estes termos sugerem um ser, ainda assim o Buda   afirmou inúmeras vezes na Sutra   do Diamante que não há tal ser.

Nossa realidade é um estado  , l’etat sans ego, um estado não uma pessoa, o estado sem-eu. Está sempre presente  , e apenas ele está presente.

3. O ‘mim-mesmo’, ‘ego’, ‘si-mesmo’, ‘personalidade’, pronome pessoal ‘eu’ como o usamos a todo momento em pensamento   e palavras, é apenas um engano  , um erro   de juízo  , como uma sombra confundida por sua substância   em uma noite de luar. Embora não possa haver nenhuma sombra se não há nenhuma substância, no entanto a sombra permanece irreal (insubstancial) — e quando a lua   se oculta em uma nuvem a sombra não mais existe.

Toda vez que dizemos ‘eu’ estamos cometendo um engano, confundindo algo que não há com algo que é. Todas estas vezes o estado de sem-eu foi mal interpretado como algo pessoal.

Se devêssemos perceber a sombra como tal, e portanto reconhecer   sua substância, o estado de sem-eu pelo que ele é, toda a ‘caverna   das ilusões’ desmoronaria e desapareceria para sempre. A realidade ficaria desvendada diante de nós — e nós a seríamos.

No entanto a expressão   do estado sem-eu toma a forma ‘Eu Sou  ’ no plano do dualismo  , mas nenhuma qualificação é possível: é o ‘eu sou esse eu sou’ da Bíblia   que pode ser descrito como uma expressão pessoal do Impessoal. Ou melhor é apenas ‘sou’, i.e. Consciencidade.

Original

1. Karma (“Action”) must surely be active, not passive. It is not ours, rather we are its. We are corks in a turbulent eddying stream of karma; karma is the force-field to which we are subject on the plane of phenomena.

2. The “I,” “Me,” “Self,” whatever term we encounter or use to describe our reality, is misleading. All these terms suggest a being, yet the Buddha stated again and again in the Diamond Sutra   that there is no such being.

Our reality is a state, l’etat sans ego, a state not a person, the I-less state. It is always present, and it alone is present.

3. The “me,” “ego,” “self,” “personality,” the personal pronoun “I” as we use it every moment in thought and word, is just a mistake, an error of judgement, like a shadow mistaken for its substance on a moonlight night. Though there could be no shadow if there were no substance, nevertheless the shadow remains unreal (unsubstantial)—and when the moon is hidden by a cloud the shadow no longer exists.

Every time we say “I” we are making a mistake, mistaking something that isn’t there for something that is. Every such time the I-less state has been misinterpreted as something personal.

If we were to perceive the shadow as such, and thereby recognise its substance, the I-less state for what it is, the whole “cave of illusions” would collapse and vanish for ever. Reality would lie naked before us—and we should be it.

Yet expression of the I-less state takes the form “I am” on the plane of dualism, but no qualification is possible: it is the “I am that I am” of the Bible which may be described as a personal expression of the Impersonal. Rather is it just “Am,” i.e. Consciousness  .


Ver online : Wei Wu Wei – Why Lazarus laughed