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aition

quinta-feira 24 de março de 2022

      

aítion (ou aitía): culpabilidade, responsabilidade  , causa

1. Visto que a meta  física é definida como um estudo das causas últimas, Aristóteles   começa o seu trabalho   sobre este assunto por uma revisão pormenorizada da procura   das causas feita pelos seus predecessores (Matafísica 983a-993a; recapitulado 988 a-b). Platão não tem nenhum tratamento formal da causalidade como tal, embora haja uma crítica da procura pré-socrática de uma causa motora no Fédon 95d-99d; Timeu   46c-47e, e Leis 892c, onde os primeiros físicos são censurados por confundirem acessórios (synaitia), que operam por necessidade   (ananke) e sem desígnio inteligente (techne  ), com a única causa genuína do movimento  , a psyche   (confrontar Aristóteles De An. 414a e symbebekos  ). Mas no Phil. 26d-27c reduz a realidade   a um elemento   formal (ver peras  ), eficiente (ver demiourgos  ) e «material» (ver apeiron  ).

2. A própria doutrina aristotélica das quatro causas — formal (eidos  ), material (hyle  ; ver também hypokeimenon  ), eficiente (kinoun) e final (telos) — pode encontrar-se   na Physica II, 194b-195a e Matafísica 1013a-1014a. Num desenvolvimento peculiar   da doutrina é a identificação da causa material com as premissas de um silogismo que necessariamente «causam» a conclusão (cf. Anal. post. II, 94a, Physica II, 195a). Há uma outra divisão dos tipos de causalidades orientada mais eticamente na Ethica Nichomacos 1112a. Os filósofos posteriores fizeram alguns acrescentos à análise aristotélica: o logos   de Fílon é a causa instrumental da criação (De cher. 35, 126-127), e Sêneca (Ep. 65, 8) dá uma lista de cinco  . Para causas acidentais, ver tyche  . [Termos Filosóficos Gregos, F. E. Peters  ]