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Termo Mental

terça-feira 22 de março de 2022

      

DEFINIR   E ANALISAR TERMOS — CONCEITO OU TERMO MENTAL  
conceito

  • Conceito
    — * -* O espírito humano concebe as coisas, e o fruto   desta concepção é o conceito. Em nossa relação   com o discurso textual pela leitura "afinamos" conceitos entre autor e leitor. A imagem é aqui evidente  , e convém distinguir  :
      • Conceito subjetivo (ato do sujeito): o ato mesmo do mental que concebe (actus ipsius mentis);
      • Conceito objetivo (resultado do ato do sujeito): aquilo que exprime o conceito, quer dizer o resultado do ato mental.
  • Ideia (eidos  )
    — * -* Significa "forma", e conceito reproduz em nós as formas ou similitudes dos objetos; eidos significa também "espécie", é pelas espécies (e pelas diferenças específicas) que conhecemos os objetos. Na leitura dos discursos textuais ecoam-se ideias do autor no leitor, segundo a abertura e a adequação do objeto tratado à inteligência de ambos.
  • Termo (terminus)
    — * -* O conceito é denominado por vezes "termo", pois aparece como o termo ou término do ato simples de apreensão; Para Aristóteles, o termo (horos) é o que se obtém decompondo o juízo; é ainda, para ele, aquilo que limita ou determina a proposição em um silogismo. O termo designará portanto, para nós, o conceito quando entra em um juízo ou um raciocínio, que compartilhamos em um ato de leitura.
  • Noção (notio)
    — * -* O conceito é uma noção, quer dizer aquilo que é conhecido (gnosis), ou aquilo por qual a inteligência conhece. O princípio do adaequatio, da adequação do objeto à inteligência é determinante na formação deste conhecido, da noção.
  • Apreensão (aprehensio)
    — * -* O objeto é como prendido, apreendido pelo conceito. O ato de leitura é um processo de apreensão, onde conceitos se negociam entre leitor e autor.
  • Intenção (intentio)
    — * -* Pelo conceito, o mental é como que dirigido para um objeto, segundo a etimologia de "intendere": tender para. A intencionalidade fenomenológica é fundamental na observação deste processo de "leitura" de conceitos.
  • Razão (ratio)
    — * -* Significa "relação", que é um dos sentidos do grego logos   (verbum). O conceito estabelece uma relação entre os objetos e o espírito que conhece. A razão estabelece uma relação entre autor-leitor. A razão se expressa no hyperlink associando termo no texto a seus contexto virtual.
  • Espécie expressa (species expressa)
    — * -* Graças ao conceito, o espírito humano exprime para si mesmo   o objeto concebido, o conceito sendo então uma expressão direta da coisa no espírito que conhece. Esta noção é importante na teoria   do conhecimento, pois a espécie expressa é uma similitude exprimida pela inteligência e na qual esta contempla o objeto que apreende.

Convém evocar aqui o problema da identificação pelo conhecimento. Aristóteles diz no terceiro livro do De Anima   que «a alma é em certo sentido todas as coisas...» pois o ato do sensível e aquele do que sente são um e o mesmo ato. Se na sensação, o sensível e o sentidor têm um ato comum "subjetivado" neste último, do mesmo modo, na intelecção, a inteligência e o inteligível se unem, mas em uma identificação muito mais profunda dos dois   elementos  . São Tomás retomou a doutrina de Aristóteles e a precisou pelos diversos "graus de identificação" que variam segundo a natureza dos seres conhecidos. A doutrina da Escolástica se resume neste adágio célebre: "O intelecto em ato é o inteligível em ato" (intellectus in actu est intellectum in actu). No ato de inteligência, o intelecto se identifica àquilo que é o inteligível no objeto, quer dizer sua forma, reflete sua essência, enquanto esta é abstrata ou destacada da matéria. A imaterialidade, quer dizer a forma em ato, é logo para um objeto aquilo que o situa ao nível do conhecimento o torna inteligível. No caso do ato de leitura a abstração já sendo dada pelos termos referentes a atos ou fatos no texto, transpõe direto para a imaginação o que se dava entre sujeito e objeto, promovendo de imediato esta relação inteligência-inteligível.