Página inicial > Antiguidade > Príscio de Lídia (Metaphrasis in Theophrastum 2,26-3,9) – conceito

Príscio de Lídia (Metaphrasis in Theophrastum 2,26-3,9) – conceito

quinta-feira 27 de janeiro de 2022

    

tradução

Mas nem isso [a forma, eidos  ] é suficiente para a percepção sensorial. Pois a forma que foi aperfeiçoada em torno do órgão dos sentidos na realidade   não é cognitiva (gnostikon), na medida em que se divide em torno dos corpos e não reverte a uma coisa indivisível  . Mas há algum conceito (logos  ) dos objetos dos sentidos preconcebido   (proeilemmenos) na alma  , que [conceito] vive até de si mesmo   e não é apenas do composto [de corpo e alma]; portanto, é ativo indivisivelmente e existe como uma potência dos indivíduos (mas não do modo como alguma forma particular vem a ser neles), e é um conceito cognitivo (gnoristikos) dos objetos dos sentidos, subsistindo na alma, mas não está estabelecido no corpo, uma coisa de fato, mas não como as coisas individuais, mas tendo o um que compreende os muitos e o adapta a cada um deles; pois com o único conceito de branco a alma percebe (aisthanesthai) todos os brancos particulares. É necessário, portanto, que um conceito desse tipo tenha sido projetado (proballesthai  ) para que haja percepção; e é projetado como algo semelhante, [a saber] a forma vital [apropriada], sendo despertado e ajustado a essa semelhança   da forma externa, e sendo ativo junto com ela; pois o que julga (krinein  ) é o conceito, e a síntese ligada à alma sensível, e a reunião no indivisível na hipóstase separada dos corpos. Assim, então, a alma tem a forma do objeto percebido pela projeção de seu conceito, mas não como recebendo dele [o objeto] alguma forma ou impressão como de um selo.

Pamela Huby

But not even this [the form, eidos] is sufficient for sense   perception. For the form which has been perfected round the sense organ in actuality is not cognitive (gnostikon), in that it is divided up around bodies, and does not revert to one indivisible thing. But there is some concept (logos) of the objects of sense preconceived (proeilemmenos) in the soul, which [concept] lives even of itself and is not only of the compound [of body and soul]; hence it is both active undividedly and exists as a potency of individuals (but not in the way that some one particular form comes to be in them), and is a concept cognitive (gnoristikos) of the objects of sense, subsisting in the soul but not settled in the body, one thing indeed but not like individual things, but having the one comprehending the many, and fitting [it] to each of them; for with the one concept of white the soul perceives (aisthanesthai) all the particular whites. It is necessary therefore for a concept of this kind to have been projected (proballesthai) if there is going to be perception; and it is projected as to something akin, [namely] the [appropriate] vital form, being aroused and fitted to this likeness of the external form, and being active together with it; for that which judges (krinein) is the concept, and [42] the synthesis   connected with the sensitive soul, and the gathering together into the indivisible in the hypostasis   separate from bodies. So, then, the soul has the form of the perceived object by the projecting of its concept, but not as receiving from it [the object] some shape or impression as from a seal.