PhiloSophia

PHILO = Apreço + SOPHIA = Compreensão

Página inicial > Modernidade > Henry, Michel (1922-2002) > Henry (E) – ENCARNAÇÃO

Encarnação

Henry (E) – ENCARNAÇÃO

Apresentação

domingo 12 de setembro de 2021

HENRY, Michel. Encarnação: uma filosofia da carne. Tr. Carlos Nougué. São Paulo: É Realizações, 2014

O grande pensador francês da fenomenologia? volta-se agora?, em sequência a seu notável estudo? sobre o Cristo  , EU SOU A VERDADE, para uma reflexão aprofundada sobre a encarnação do Verbo?, da Verdade?. Elucidar a "encarnação", a existência na carne?, o "ser-carne", tal é a proposta deste livro. A carne não é o corpo?. Pois é a carne que se experienciando, se sofrendo, se submetendo e se suportando a si mesma, desfrutando de si segundo impressões sempre renascentes, é capaz de sentir o corpo que lhe é exterior?, de tocá-lo assim como de ser tocada por ele. Só a carne nos permite no final das contas conhecer? o corpo.

Mas a elucidação da carne vai ao encontro necessariamente da afirmação fundamental que se encontra no Prólogo do Evangelho de João: "E o Verbo se fez carne" (Jo 1,14). Tese? inverossímil, sobre a qual se joga no entanto a sorte? do cristianismo? através dos tempos. Ela afirma ao mesmo tempo? que a carne do Cristo   é semelhante? à nossa, que o homem? "é carne", que a unidade? do Verbo e da carne é possível e se realiza no Cristo  . Mas que deve ser a carne para ser revelação ? E que deve ser a revelação para se realizar como carne ?

Eis algumas das questões deste livro de Michel Henry  , prolongando e aprofundando sobremaneira sua investigação fenomenológica da tradição cristã, segundo sua perspectiva? ímpar de uma meditação da Vida?, conforme objeto? de seus estudos anteriores, em particular? seu EU SOU A VERDADE.
— -
INTRODUÇÃO: A QUESTÃO DA ENCARNAÇÃO

A REVIRAVOLTA DA FENOMENOLOGIA

FENOMENOLOGIA DA CARNE

  • Aparecer e conteúdo do mundo: a questão do mundo sensível
  • A crítica radical do mundo sensível. Amplitude e limites da redução galileana
  • A contra-redução cartesiana
  • A crítica husserliana da redução galileana na Krisis
  • Retorno? à análise do corpo sensível mundano?. O remetimento do corpo sentido? ao corpo transcendental que o sente. A ambivalência do conceito? de "sensível"
  • A tentativa de superar a oposição do corpo sentidor e do corpo sentido: a problemática do último Merleau-Ponty   e a absolutização do Sensível
  • Desdobramento do corpo transcendental. A corporeidade originária imanente? encontrando sua essência na vida
  • A geração da carne na Vida absoluta. Caracteres? fenomenológicos originários da carne decorrente desta geração
  • Da concepção helênica do corpo à fenomenologia da carne. As problemáticas fundamentais de Irineu de Lião e de Tertuliano
  • A interpretação radical da carne como matéria fenomenológica da vida e como sua auto-revelação. O cogito cristão de Irineu de Lião
  • Analítica do "eu? posso". O poder-se-mover como condição do poder-tocar e de todo poder atribuído ao corpo. Candillac e Maine de Biran  
  • A carne, memória imemorial do mundo
  • A carne, lugar? de dação de um corpo desconhecido — dado antes da sensação e antes do mundo. Estrutura?ção e propriedades do "corpo orgânica"
  • A possibilidade originário da ação como pulsão carnal do corpo orgânico. A realidade? prática invisível do conteúdo do mundo. Constituição e estatuto? do corpo próprio objetivo?
  • A teoria? da constituição do corpo próprio no capítulo III de Ideen II. A tripla ocultação da possibilidade transcendental do "eu posso", da existência do corpo orgânico, da localização sobre ele de nossas impressões
  • Retorno ao quiasmo?. O que quer dizer "ser-tocado". Fenomenologia da pele como completude da teoria da constituição do corpo próprio.
  • Retorno à tese de Condillac. O autoerotismo da estátua: a carne como lugar da perdição. Passagem necessária de uma fenomenologia da carne a uma fenomenologia da Encarnação.

FENOMENOLOGIA DA ENCARNAÇÃO: A SALVAÇÃO NO SENTIDO CRISTÃO
*Recapitulação dos resultados obtidos ao termo? da reviravolta da fenomenologia e da análise denomenológica da carne

  • A questão do "eu posso" em uma fenomenologia da Encarnação
  • Ilusão e realidade do "eu posso"
  • O esquecimento? da vida e sua lembrança no pathos? da praxis? cotidiana
  • O esquecimento da vida e sua lembrança patética na angústia
  • A duplicidade do aparecer e o redobramento da angústia
  • O desejo? e ao "salto? no pecado?"
  • As duas carnes transcendentais? da relação erótica. O ego da descrição
  • A relação erótica na imanência da vida: o fracasso do desejo
  • A relação erótica no aparecer do mundo. A repetição do fracasso
  • A redução da relação erótica à sexualidade objetiva no tempo do niilismo?
  • A vida é sem porque. A vida é boa
  • Os graus da passividade: do Gênesis ao Prólogo de João
  • A via da salvação segundo Irineu de Lião e segundo Agostinho de Hipona  
  • A experiência de outro? em uma fenomenologia da vida
  • A relação a outro segundo o cristianismo: o corpo místico do Cristo  

CONCLUSÃO: ALÉM DA FENOMENOLOGIA E TEOLOGIA?: A ARQUI-INTELIGIBILIDADE? JOANICA


Ver online : Incarnation