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Worry and be happy

Karl Renz: O Si não precisa realizar o Si

Preocupe-se e seja feliz

segunda-feira 17 de fevereiro de 2020

Excerto de Worry and be happy

nossa tradução

P: O que queres dizer com natureza? [tua verdadeira natureza]?

K: Significa Isso-que-não-podes-não-ser?, que está na presença? e na ausência? de qualquer coisa? que possas experienciar, que está na presença e na ausência de qualquer experienciador, Isso-que-és. Isso que nunca exige nada?, Isso que nunca necessita de algo, não há necessidade? para Isso-que-és em nada.

P: Não há necessidade do Si mesmo se realizar?

K: Nenhuma necessidade. O Si mesmo não necessita realizar o Si mesmo porque o Si mesmo é Realidade? permanentemente se realizando. Não pode ser mais realizado do que já é. Não há maior ’realização’ do Si mesmo. Somente no sonho? relativo?, há mais ou menos ou algo a ganhar. Mas não em Isso que é não um sonho.

Q: A natureza é o Si mesmo?

K: Chama-se Sat e Sat é satisfação? - satisfação absoluta, satisfação ininterrupta. A ausência absoluta de qualquer ideia? de existência?, e como a existência tem que ser, e poderia ser, e deveria ser. Todas essas ideias? dependem de um personagem dos sonhos. O personagem dos sonhos é um fantasma? e tem todas as ideias de senhores e servos e escravidão? - ideias de como deve ser.

Mas Isso-que-és em natureza, não tem absolutamente nenhuma ideia sobre ele mesmo ou qualquer outra coisa. Assim, diria tua natureza, é a ausência absoluta de qualquer presença de qualquer ideia de Isso-que-és e de Isso-que-não-és – a ausência absoluta de qualquer presença do que possas imaginar. Então, não és uma imagem?. Mas no momento? em que tentas imaginar a ti mesmo, tornas-te uma imagem de ti mesmo – como uma sombra e, quando és a sombra de ti mesmo, sentes falta? de ti mesmo – isso é chamado? sofrimento? e desejo?.

Então, sofres desta besteira – que te encontraste – essa é a miséria. É inevitável. No momento em que te encontraste, te conheces, sofres – algo. Isso-que-és não pode ser conhecido por ele mesmo, mas quando Isso-que-és conhece ele mesmo como uma pessoa? que nasceu, qualquer ideia, qualquer experiência? – já há miséria.

P: A ausência também é do Si mesmo?

K: Sim. O Si mesmo não precisa de nenhum Si, o Si não conhece nenhum Si. Assim, para o Si mesmo, até a palavra? Si é demais. Poderias dizer que Deus? não conhece nenhum Deus, não precisa conhecer? Deus. Mas no momento em que Deus conhece Deus, há dois deuses – dois deuses demais. E então toda a estória começa, no inferno da falta – essa estória apaixonada de procurar o que nunca foi perdido. Isto se chama o drama de Deus na comédia divina, mas é uma piada. Ele está sofrendo sobre uma piada que ele contou para ele mesmo. Mas agora? ele acredita na piada. Já Deus é uma piada. Então o que fazer?

Original

Q: What do you mean by nature?

K: It means That what-you-cannot-not-be which is in the presence and absence of anything you can experience, which is in the presence and in the absence of any experiencer what-you-are. That what never demands anything, that what never needs anything, there is no necessity for what-you-are in anything.

Q: There is no need of Self to realize itself?

K: No need. The Self doesn’t need to realize the Self because the Self is Reality permanently realizing itself. It cannot get more realized than it already is. There is no ‘more’ realization of the Self. Only in the relative dream, there is more or less or gaining something. But not in That what is not a dream.

Q: The nature is the Self?

K: It’s called Sat and Sat is satisfaction – absolute? satisfaction, uninterrupted satisfaction. The absolute absence of any idea? of existence, and how existence has to be, and could be, and shall be. All those ideas depend on? a dream character. The dream character is a phantom and it has all the ideas of masters and servants and slavery – ideas of how it has to be.

But That what-you-are in nature, has absolutely no idea about itself or anything else. So, your nature would say, it’s absolute absence of any presence of any idea of what-you-are and what-you-are-not – the absolute absence of any presence of whatever you can imagine. So, you are not an image. But the moment you try to imagine yourself, you become an image of yourself – like a shadow and when you are the shadow of yourself, you miss yourself – that’s called suffering, and longing.

So, you suffer out of bullshit – that you found yourself – that’s the misery. It’s unavoidable. The moment you found yourself, you know yourself, you suffer – anything. That what-you-are cannot be known by itself but when what-you-are knows itself as a person that is born, any idea, any experience – already there’s misery.

Q: The absence is also of the Self?

K: Yes. The Self doesn’t need any Self, the Self doesn’t know any Self. So, for the Self, even the word Self is too much. You could say God doesn’t know any God, it doesn’t need to know God. But the moment God knows God, there are two Gods – two Gods too many. And then the whole story starts, in the hell of missing – this passionate story of seeking what was never lost. That’s called the drama of God in divine comedy, but it’s a joke. He’s suffering about a joke that he told himself. But now he believes in the joke. Already God is a joke. So, what to do?


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