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The Tenth Man

Wei Wu Wei (TM:11) – Analítica

11. Analytical I

terça-feira 6 de setembro de 2022, por Cardoso de Castro

    

Todos os pares dos chamados ‘opostos  ’ e ‘complementares’ podem ser agrupados sob o par EU e TU, e assim considerados numenalmente em vez de fenomenalmente, isto é, pré-conceitual e não objetivamente.

    

tradução

A análise discursiva, dialética ou discriminativa dos chamados ‘opostos  ’ e ‘complementares’ pode tratá-los todos objetivamente, isto é, como substantivos, e em todos os casos sua reintegração mútua psicologicamente oferecer  á o conceito resultante de ‘vazio  ’. Todos podem ser agrupados e examinados sob o único aspecto de Negativo-Positivo.

A abolição do conceito resultante de ’vazio’, no entanto, só pode ser efetivada por sua negação quando as dualidades nominais são agrupadas sob o EU   pronominal ou pessoal e o TU pessoal, pois tal vazio resultante é, precisamente, vazio pessoal, e sua negação deve ser necessariamente a negação do sujeito assim como do objeto.

Todos os pares dos chamados ‘opostos’ e ‘complementares’ podem ser agrupados sob o par EU e TU, e assim considerados numenalmente em vez de fenomenalmente, isto é, pré-conceitual e não objetivamente. A expressão   em linguagem dualista de tal apercepção i-mediata permanece necessariamente superficialmente dualista, mas basicamente é não dialética, não discriminativa e não discursiva. Por isso, não é dialeticamente lógico, e nunca poderia sê-lo, e só pode ser apreendido pela apercepção i-mediata.

A apercepção numênica indica apercepção pré-conceitual, na fonte indivisa da fenomenalidade. Não requer nenhuma racionalização, nenhuma reificação, mas apenas uma apercepção desembaraçada pela interferência dialética. Portanto, essa apreensão  , apercebida diretamente, só pode ser registrada indiretamente, e nunca discursivamente.

Sob o pronome pessoal ‘EU’ estão agrupados todos os elementos   negativos, aos quais este pronome pode ser aplicado, e sob o pronome pessoal ‘TU’ todos os elementos positivos, como segue:

’A’ ’B’
EU TU
Si mesmo   Outro
Sujeito Objeto
Númeno   Fenômenos
Nirvana Samsara  
Negativo Positivo
Ausência   Presença
Vazio Pleno  
Não Ser Ser
Não manifestação Manifestação
Não ação Ação
YIN   YANG
etc. etc. etc. etc.

Existem três graus de conhecimento:

(1) Percebendo fenomenalmente

(2) Percebendo numenalmente

(3) Aperceber-se não dualmente, a montante da conceptualização.

A cognição fenomenal consiste em um sujeito fenomenal percebendo objetos fenomenais,

O conhecimento numênico consiste na fenomenalidade conhecida subjetivamente,

A cognição não-dual apreende a fenomenalidade e a numenalidade como não separadas, o que implica a dissolução de todos os opostos e complementares, e é pré-conceitual.

Original

Discoursive, dialectic, or discriminative analysis   of the so-called ‘opposites’ and ‘complementaries’ can treat all of them objectively, that is as nouns, and in every case their mutual reintegration psychologically will leave the resultant concept of ‘voidness’. All can be grouped and examined under the single aspect of Negative-Positive.

The abolition of the resultant concept of ‘voidness’, however, can only be effected by its negation when the nominal dualities are grouped under the pronominal or personal I and personal You, for such resultant voidness is, precisely, personal voidness, and its negation must necessarily be the negation of the subject as well   as of the object.

All the pairs of so-called ‘opposites’ and ‘complementaries’ can be grouped under the pair I and You, and so regarded noumenally instead of phenomenally, that is pre-conceptually and non-objectively. The expression in dualistic language of such im-mediate apperceiving necessarily remains superficially dualistic, but basically it is non-dialectical, non-discriminative, and non-discoursive. On this account it is not dialectically logical, and could never be such, and it can only be apprehended by im-mediate apperceiving.

Noumenal apperceiving indicates apperceiving pre-conceptually, at the undivided   source of phenomenality. It requires no rationalisation, no reification, but just apperceiving unscrambled by dialectical interference. Therefore this apprehending, directly apperceived, can only indirectly be recorded, and never discoursively.

Under the personal pronoun ‘I’’ are grouped all the negative elements, to which this pronoun can be applied, and under the personal pronoun ‘YOU’ all the positive elements, as follows:

‘A’ ‘B’
I YOU
Self Other
Subject Object
Noumenon Phenomena
Nirvana Samsara
Negative Positive
Absence Presence
Voidness Plenum
Non-being Being
Non-manifestation Manifestation
Non-action Action
YIN YANG
etc. etc. etc. etc.

There are three degrees of cognising:

(1) Perceiving phenomenally

(2) Perceiving noumenally

(3) Apperceiving non-dually, upstream of conceptualisation.

Phenomenal cognising consists of phenomenal subject perceiving phenomenal objects,

Noumenal cognising consists of phenomenality cognised subjectively,

Non-dual cognising apprehends phenomenality and noumenality as not separate, which implies the dissolution of all opposites and complementaries, and is pre-conceptual.


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