Página inicial > Modernidade > Vallin (PM) – Estrutura e resumo da obra "Perspectiva Metafísica"

La perspective métaphysique

Vallin (PM) – Estrutura e resumo da obra "Perspectiva Metafísica"

quarta-feira 5 de outubro de 2022, por Cardoso de Castro

      

Livro publicado a partir da tese complementar a sua tese de doutorado, orientada por Jean Wahl  .

      

Introdução — A noção de "filosofia eterna" e a perspectiva metafísica.

Primeira Parte — Situação da perspectiva metafísica

    • Capítulo I — Perspectiva metafísica e tradição espiritual
      • A doutrina   vai além dos dogmatismo antinômicos
      • Exemplo de coincidência de aspectos opostos  
        • Une a extrema universalidade de seu conteúdo doutrinal e de suas implicações espirituais à extrema singularidade de seu enraizamento em uma tradição espiritual determinada
      • Nos atemos à expressão propriamente "filosófica" da perspectiva metafísica
      • Nome religião reservado às tradições monoteístas, assinalando a diferença   fundamental das tradições mitológico-metafísicas
      • A situação dos sistemas filosóficos é radicalmente oposta àquela da perspectiva metafísica
        • Primeiro no que concerne o enraizamento na tradição espiritual
        • Segundo, a diferença entre a perspectiva metafísica e o sistema filosófico é clara no que concerne a continuidade   tradicional
    • Capítulo II — A diversidade das formulações da perspectiva metafísica.
      • Os fundamentos da diversidade das formulações
      • Exemplos de formulações divergentes:
        • Formulação oriental e formulação ocidental — Vedanta   não-dualista e Neoplatonismo — Shankara e Plotino
        • Formulação budista e formulação vedanta

Segunda Parte — Natureza da perspectiva metafísica

  • Capítulo I — A integração metafísica da ontoteologia tradicional
    • As limitações da ontoteologia tradicional
    • Da universalidade da perspectiva metafísica
  • Capítulo II — Da cosmologia metafísica
    • Se o Absoluto   concebido no rigor   de sua infinitude metafísica é apreendido com devendo se limitar e se negar em aparência para se afirmar como o Ser   puro ou a Causa   primeira da ontoteologia, a existência do "cosmo" é uma consequência não menos necessária desta infinidade.
    • A "cosmologia metafísica" vai além das limitações da cosmologia dogmática
    • A superação da ontoteologia em direção à Não-dualidade   da perspectiva metafísica significa a "aniquilação" pura e simples do criado, do manifestado, da "existência".
    • Distinção entre Não-Ser e Nada
      • Essencial à perspectiva metafísica
      • Identificação Uno — Não-Ser
    • A realidade do "cosmo" é duplamente fundada no coração   mesmo da infinitude hipercósmica do Uno, ao mesmo tempo enquanto ela não é outra coisa que o Uno   e enquanto ela não é idêntica a Ele.
      • Importância da dialética descendente
    • Enquanto a essência mesma do mundo não rigorosamente idêntica ao Uno, ela é fundada na Unidade   ela mesma.
    • Por haver uma dualidade relativa no coração mesmo do Uno este pode aparecer   como Princípio, como Razão, como Causa.
    • Graças à imanência da "matéria" no Absoluto ele mesmo, sob forma de Alteridade   inteligível, que o aspecto não-material, ou "essencial" pode ser imanente na totalidade das realidades manifestadas.
    • Se Platão   e Plotino distinguem de maneira as vezes radical o mundo inteligível e o mundo sensível  , é por razões de metodologia espiritual mais do que em virtude de   um verdadeiro dualismo doutrinal.
    • Perfeita continuidade do mundo, ou melhor, dos mundos, onde cada grau se distingue do outro em razão de uma mistura diferente de "essência" e de "substância"
    • Desde que a Essência é, ela é não somente princípio de limitação  , mas só é princípio de limitação essencial, de determinação inteligível porque ela se limita e se define por assim dizer ela mesma pela multiplicidade infinita des seus aspectos inteligíveis.
    • A doutrina dos graus de realidade
    • Relações din  âmicas entre o Absoluto e a manifestação
      • O dogmatismo da ontoteologia tradicional do Ocidente apresenta duas "doutrinas particularmente significativas:
        • No aristotelismo, o mundo, enquanto é constituído pelo conjunto   das "formas específicas" é "eterno": as espécies são incriadas, e eternamente veiculadas através dos indivíduos perecíveis
        • No criacionismo, o mundo, que é criado por Deus  , é praticamente, em razão das implicações cósmicas do criacionismo, senão eterno, pelo menos imortal.

Terceira Parte — Filosofia sistemática e perspectiva metafísica

  • Capítulo I — Esboço de uma crítica metafísica da filosofia sistemática
    • Duas formas de dogmatismo
      • O dogmatismo "tradicional"
      • O dogmatismo filosófico
    • Exemplo da ontoteologia tradicional do Ocidente
    • O entendimento — a razão — parece submetida a duas tentações contraditórias
      • A primeira consistindo a superar os limites da experiência "possível" em afirmando um Incondicionado que lhe parece fundar   a unidade desta experiência
      • A segunda consistindo em se fechar nos limites da experiência em negando a realidade do Absoluto
    • A Ideia de Infinito   imediatamente apreendida pela intuição intelectual, em virtude de uma evidência que ultrapassa toda exigência e por conseguinte toda "crença", toda "opinião  ", toda afirmação mais ou menos gratuita e arbitrária, nos pões em presença do Incondicionado que está além de toda Causa, mesmo primeira, e sabemos que em virtude de sua "Infinidade", que exige que o "Não-Ser" seja, de uma certa maneira, este Infinito se nega por assim dizer necessariamente ele mesmo em aparecendo como a Causa ou o Um-e-múltiplo que é a origem   da manifestação como tal. É neste termo absolutamente primeiro que nos parece residir a chave da antinomia que opõe o dogmatismo e o empirismo
      • O Infinito integralmente infinito não está mais além da experiência, na medida onde ele constitui o objeto da evidência mais imediata e apodítica.
      • Este Infinito não exclui a "experiência", ou mais precisamente não deixa de fora dele a indefinidade inerente à "finitude" da experiência compreendida na significação kantiana do termo.
    • A limitação desta experiência "filosófica"ou "sistemática" do ser nos parece revestir duas formas essenciais:
      • A subjetividade permanece em contradição com sua exigência de Absoluto ou de unidade, em constatando as antinomias às quais ele se encontra acuada
      • O pensamento   tenta resolver as contradições em optando por um ou outro dos aspectos antinômicos, mas ele fecha o Absoluto na unidade abstrata e exclusiva de um sistema
    • O Si é ao mesmo tempo:
      • Pura Subjetividade que se encontra alcançada ao termo de um movimento   de transcendência integral, e que ultrapassa as limitações "espiritualistas" e "idealistas" da consciência de si
      • Plenitude   infinita de um Real que não alcanço como o Outro cuja alteridade me excluiria de sua plenitude abstrata para me rejeitar nas minhas limitações existenciais, mas como o Infinito ao qual eu sou   essencialmente idêntico.
  • Capítulo II — Esboço de uma filosofia da história da metafísica sistemática
    • Da metafísica integral ao dogmatismo ontoteológico
    • Da ontoteologia ao dogmatismo temporalista
    • O temporalismo niilista ou a auto-destruição da metafísica sistemática

Conclusão — Dogmatismo metafísico e revolução copernicana.


Ver online : Georges Vallin – A Perspectiva Metafísica