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POSTHUMOUS PIECES

Wei Wu Wei (PP:§34) – silêncio da mente

In the Silence of the Mind I Sing

quarta-feira 11 de março de 2020

Excerto de WEI WU WEI  . Posthumous Pieces. Boulder: Sentient Publications, 2004.

tradução

Não há? ninguém e nada? para estar?-ciente [be aware] da Com-ciência? [Awareness?],
Com-ciência, não posso estar-ciente de mim mesmo?,
Pois não conheço nenhum si mesmo? do qual possa estar-ciente.
Não sou nenhuma coisa? de que estar-ciente,
Como uma coisa ’tu’ não podes conhecer? a com-ciência,
Pois ’tu’ só podes estar-ciente como ’eu?’,
Quando não há nenhum ’mim mesmo’ do qual estar-ciente.
Dividido em sujeitos cognitivos conhecendo objetos?,
Eu conheço tudo o que pode ser cognoscível,
Toda coisa conceitual, exceto o que está conhecendo,
O que, como tal, não é concebível, uma vez? que não é nenhuma coisa,
E não é nenhuma coisa, uma vez que não é concebível.
Isso é tudo que eu sou?, tão simples? sou eu,
Desprovido? de mistério?, majestade, divindade?,
De qualquer atributo? que seja.
Sendo? coisa nenhuma,
Como eu poderia ter o atributo de alguma coisa?
Por que tentar me glorificar?
Eu não sou nem glorioso nem não-glorioso,
Eu não sou algo nem nada,
Nem a presença? nem a ausência? de alguma coisa.
Eu sou essa total ausência fenomenal?
Tudo que essa presença fenomenal pode ser.
Então, como posso ser conhecido?
Eu não posso.
Como posso ser experienciado?
Eu não posso.
Somente ’Deus?’ pode ser experienciado,
E Ele é meu conceito?, meu objeto.
Mas quando conceitualização está em suspenso,
Tempo? também está em suspenso,
E espaço?, junto com todos os conceitos.
Então tudo o que tu és, eu sou.
Tu és o meu ’si mesmo’. Eu não posso ter outro.

Original

There? is nobody and nothing to be aware of Awareness,
Awareness, I cannot be aware of myself,
For I know no self of which I could be aware.
I am no thing of which to be aware,
As a thing ’you’ cannot know awareness,
For ’you’ can only be aware as ’I’,
When there is no ’me’ of which to be aware.
Divided into cognising subject? cognising objects,
I cognise all that can be cognised,
Every conceptual thing save what is cognising,
Which, as such, is not conceivable, since it is no thing,
And is no thing, since it is not conceivable.
This is all I am, so simple am I,
Devoid of mystery, majesty, divinity,
Of any attribute whatever.
Being no thing,
How could I have the attribute of any thing?
Why try to glorify me?
I am neither glorious nor not-glorious,
I am neither anything nor nothing,
Neither the presence nor the absence of any thing.
I am this total phenomenal absence
Which is all that phenomenal presence can be.
Then how can I be known?
I cannot.
How can I be experienced?
I cannot.
Only ’God’ can be experienced,
And He is my concept, my object.
But when conceptualising is in abeyance,
Time is in abeyance also,
And space, together with all concepts.
Then all that you are I am.
You are my ’self’. I can have no other.


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