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LA VOIE MÉTAPHYSIQUE

Matgioi (VM:59-60) – a humanidade

VI AS LEIS DA EVOLUÇÃO

terça-feira 23 de novembro de 2021

MATGIOI  . La Voie métaphysique. Paris: Éditions traditionnelles, 1980, p. 59-60

original

Nous l’avons vu : la Perfection est active ; son activité est sans fin, libre (c.-à-d. conséquentielle à son principe? de causalité) et bonne (c.-à-d. régulière et harmonique). Ainsi tous les destins (passés, présents, futurs, bien entendu, car ici le mot? « destin » n’implique pas la notion de l’avenir), tous les destins de l’Univers se composent de l’activité, de la perpétuité, de la cause et de l’harmonie?.

L’Humanité est une des formes? du courant où les êtres s’écoulent (activité) en se différenciant de l’Être, formellement et non essentiellement. Elle est donc un des aspects de la Perfection passive, et une des modifications par où l’Univers tend à la transformation, c.-à-d. au mécanisme de la réintégration. Ainsi la Perfection est la génératrice de l’Humanité (causalité), comme la matière une — et par conséquent éternelle et sans forme — est la génératrice de la matière divisible, diverse et temporaire. Ce sont là des modes? objectifs de la subjectivité.

L’ humanité, considérée même avant sa naissance et aussi après sa mort terrestre -, est, très exactement en métaphysique, une des Formes de l’Univers (et l’humanité terrestre est une des modifications de cette forme). Au même titre et tout aussi scrupuleusement que toutes les autres, et sans la possibilité du moindre traitement spécial, cette forme sort de la Perfection grâce au Principe de la causalité efficiente, traverse toutes les modifications, et atteint la transformation, par laquelle elle réintègre la Perfection. Nulle forme n’échappe à cette loi? générale, et c’est là l’ Harmonie ; c’est l’harmonie de la Voie, du Tao, dont nous trouvons ici la première et parfaite définition, et que nous étudierons à fond dans le système philosophique de Laotseu   [1].

Précisons, en langage? vulgaire, cette donnée inéluctable : l’Humanité vient de l’Infini ; l’Humanité rentre dans l’Infini. Nous devons dire même qu’elle ne le quitte jamais, et que toutes les modifications se produisent le long de l’Infini : non seulement la loi de l’Harmonie, mais le bon sens le veulent ainsi. Car si une parcelle de l’Humanité ne suivait pas les autres parcelles de cette forme dans toutes ses modifications et dans la transformation finale et commune de tout l’Univers, cette parcelle ne pourrait que sortir de l’Infini, exister? hors de l’Infini, être située à côté de l’Infini. — Or, si l’on? peut parfois sortir numéralement de l’Infini mathématique, on ne peut pas sortir, essentiellement, de l’Infini métaphysique, sous peine de détruire la notion et l’idée même de cet Infini. Cette preuve par l’absurde peut ne pas satisfaire entièrement la clairvoyance ; elle n’ en demeure pas moins invincible.

Nous sommes tous comme les points de la surface d’un cylindre, qui peuvent paraître appartenir à une droite ou à un plan tangents à cette surface, mais qui n’en font pas moins partie intégrante, non seulement de la surface, mais du volume du cylindre en tant que fonctions de ce volume.

Nous tous, formes visibles et invisibles de l’Univers, nous émanons de l’Infini : nous n’en pouvons point sortir, nous y sommes toujours li?és par l’essence? ; et nous resterons, après les formes, dans cet Infini, dont jamais nous ne cessons d’être des molécules insaisissables, infinitésimales, mais impérativement nécessaires.

tradução

Vimos: a Perfeição é ativa; sua atividade? é sem fim?, livre (quer dizer consequencial a seu princípio de causalidade?) e boa (quer dizer regular e harmônica). Assim, todos os destinos (passados, presentes, futuros, bem entendido, pois aqui a palavra “destino?” não implica a noção do advir) do Universo? se compõem da atividade, da perpetuidade, da causa? e da harmonia.

A Humanidade? é uma das formas da corrente por onde os seres se fluem (atividade) em se diferenciando do Ser, formalmente e não essencialmente. Ela é assim um dos aspectos da Perfeição passiva, e uma das modificações por onde o Universo tende à Perfeição, quer dizer ao mecanismo? de reintegração. Assim a Perfeição é a geratriz da Humanidade (causalidade) como a matéria una – e por conseguinte eterna e sem forma – é a geratriz da matéria divisível, diversa e temporária. Eis aí modos objetivos da subjetividade?.

A Humanidade, considerada mesmo antes de seu nascimento e também depois de sua morte? terrestre é, muito exatamente em metafísica, uma das Formas do Universo (e a humanidade terrestre é uma das modificações desta forma). Do mesmo jeito e tão escrupulosamente quanto todas as outras formas, e sem a possibilidade? do menor tratamento especial, esta forma sai da Perfeição graças ao Princípio da causalidade eficiente, atravessa todas as modificações, e atinge a transformação, pela qual ela reintegra à Perfeição. Nenhuma forma escapa a esta lei geral?, e eis aí a Harmonia: trata-se da harmonia da Via, do Tao, da qual encontramos aqui a primeira e perfeita definição, e que estudaremos mais a fundo no sistema? filosófica de Lao Tsé [2].

Precisemos, em linguagem vulgar?, este dado? inelutável: a Humanidade vem do Infinito?; a Humanidade reentra no Infinito. Devemos mesmo dizer que ela não o deixa jamais, e que todas as modificações se produzem ao longo do Infinito; não somente a lei da Harmonia, mas o bom senso? o querem assim. Pois se uma parcela da Humanidade não seguisse as outras parcelas desta forma em toda suas modificações, e na transformação final e comum de todo o Universo, esta parcela não poderia senão sair do Infinito, existir? fora do Infinito e estar? situada ao lado do Infinito. — Ora, se se pode sair numeralmente do Infinito matemático, não se pode sair, essencialmente, do Infinito metafísico, sob pena? de destruir a noção e a ideia? mesma deste Infinito. Esta prova? pelo absurdo? pode não satisfazer inteiramente a clarividência; não permanece menos invencível.

Somos todos como os pontos da superfície de um cilindro, que podem parecer pertencer a uma reta ou a um plano? tangentes a esta superfície, mas que dela não fazem menos parte? integrante, não somente da superfície, mas do volume do cilindro enquanto funções deste volume.

Todos nós, formas visíveis e invisíveis do Universo, emanamos do Infinito: não podemos dele sair, aí somos/estamos sempre ligados pela essência; e permaneceremos, segundo as formas, neste Infinito, do qual jamais deixamos de ser moléculas impalpáveis, infinitesimais, mas imperativamente necessárias.

Esta doutrina nos constrange como um axioma?, e nenhuma revelação poderá pretender impor uma crença contrária; e nenhuma argúcia, sacada do valor? das consequências, não pode prevalecer contra esta verdade?, tão contundente que sua demonstração mesma é por assim dizer impalpável.


Ver online : LA VOIE MÉTAPHYSIQUE


[1Il est bon de remarquer dès maintenant que la doctrine de Laotseu est directement issue du Yiking et de la Tradition Primordiale.

[2Convém lembrar desde já que a doutrina de Lao Tsé é extraída diretamente do Yi Ching e da Tradição Primordial.