zubiri:fenomenologia-ciencia-rigorosa
FENOMENOLOGIA COMO CIÊNCIA RIGOROSA EM HUSSERL
ZUBIRI, Xavier. Cinco lecciones de filosofía. 7a reimpr. en El Libro de Bolsillo ed. Madrid: Alianza Editorial, 1999.
- Falência da interpretação psicológica das leis da aritmética e imperativo de transformar filosofia em ciência estrita.
- Superação de meras opiniões e pontos de vista subjetivos por meio do apelo direto às coisas mesmas como critério supremo de verdade.
- Denúncia do psicologismo e do historicismo como contrassensos teóricos por buscarem fundamentar validades absolutas em fatos contingentes e temporais.
- Recuperação da reflexão crítica cartesiana para estabelecimento de bases seguras e indubitáveis ao saber humano universal.
- Identificação do ego como fundamento radical de toda verdade possível a partir da condição subjetiva de fundamentação absoluta pelo próprio indivíduo.
- Crítica ao desvio realista de Descartes que priorizou a existência do ego cogitans fáctico em detrimento do cogitatum como objeto sui generis.
- Proposição de que o ego deve ser entendido como polo ideal da cogitação e não como substância real ou existente no mundo.
- Posicionamento do problema filosófico através da redução de toda verdade a uma operação da consciência pura.
- Exigência de conhecimento absoluto caracterizado por objeto acessível a todos e justificado com evidência plena em sua natureza peculiar.
- Suspensão temporária de todas as verdades externas para manutenção exclusiva do ego como ponto de partida incontrovertível.
- Definição de fenômeno como manifesto em sua pura manifestação, dissociado de estados psíquicos reais ou aparências de coisas ocultas.
- Estabelecimento da correlação necessária entre consciência e fenômeno como superação de todo dualismo entre sujeito e objeto entendidos como entidades separadas.
- Compreensão da consciência não como estado subjetivo ou faculdade conformadora, mas como horizonte de manifestação do sentido das coisas.
- Operação da redução fenomenológica ou epoché sobre a totalidade do mundo e a atitude natural da existência humana.
- Suspensão da proto-crença na realidade do mundo e de si mesmo para visualização de configurações intrínsecas do dado puro.
- Manutenção da riqueza da vida real sob a forma de mundo reduzido ou posto entre parênteses para análise de suas estruturas essenciais.
- Transformação do eu mundano em fenômeno da egoidade, livre de notas fácticas ou determinações empíricas.
- Articulação entre redução eidética e redução transcendental como dimensões inseparáveis da nova metodologia filosófica.
- Passagem do caráter de fato à configuração intrínseca do eidos, funcionando como metro e medida para toda existência fáctica possível.
- Caracterização da subjetividade transcendental como condição em que a fenomenalidade se torna o caráter supremo de tudo o que é.
- Rejeição da perda do real em favor de uma aquisição definitiva do sentido absoluto que precede a existência de coisas particulares.
- Confronto com o subjetivismo psicológico e o idealismo transcendental kantiano a partir do rigor fenomenológico.
- Subordinação do sujeito psicológico fáctico ao fenômeno puro do ego, invertendo a dependência entre fato e essência estabelecida pelo psicologismo.
- Crítica à mundanidade do sujeito kantiano e afirmação da consciência como pura correlação e não como conformação ativa do objeto.
- Diferenciação entre o ato de fazer o objeto e o ato de permitir que o objeto se manifeste em sua verdade própria a partir do eu.
- Descoberta da essência e do ser como objetos absolutos e finais da investigação filosófica em oposição à empiriologia.
- Obtenção de saber absoluto sobre o que as coisas são, transcendendo a variabilidade e a possibilidade de erro inerentes às percepções sensíveis.
- Caráter incondicionado da essência frente à realização fáctica, garantindo a autonomia do saber fenomenológico sobre o saber dos fatos.
- Função da fenomenologia como justificativa rigorosa de todo conhecimento científico e do saber comum através do acesso direto às essências puras.
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