zizek:aposta-fichteana

3. A aposta fichteana: fé, realidade e o estatuto do aparecer

MML

  • Raízes filosóficas do erro de Fichte quanto ao estatuto do aparecer, reabertas pela retomada do Fichte inicial do período de Jena, frequentemente tomado como idealista subjetivo radical.
    • Dupla descrição possível da realidade, articulada como alternativa entre dogmatismo e idealismo, em que cada polo implica um modo de situar o sujeito no mundo e de compreender a liberdade.
      • Dogmatismo definido como materialismo determinista de matriz espinosista, segundo o qual o sujeito é parte da realidade submetida a leis necessárias, figurando como objeto entre objetos, e a liberdade aparece como ilusão sem consistência própria.
      • Idealismo definido como posição em que o sujeito é autônomo e livre, e, enquanto Eu absoluto, põe espontaneamente a realidade, de modo que o fundamento do mundo depende do ato do sujeito.
    • Impossibilidade de a razão teórica decidir entre as duas descrições, deslocando a escolha para uma decisão prática, onde a filosofia assumida depende do tipo de homem que se é.
      • Preferência apaixonada de Fichte pelo idealismo apresentada como dado inicial, mas imediatamente posta em questão pela análise subsequente.
  • Reinterpretação do idealismo em Fichte como exercício intelectual com função negativa, e não como doutrina positiva destinada a substituir o materialismo.
    • Idealismo entendido como exercício acessível a quem admite a autonomia da razão teórica, cuja função é destruir o dogma determinista vigente.
    • Rejeição do idealismo quando convertido em explicação teórica de realidade, pois, nessa forma, ele reproduz o mesmo impasse que pretende superar.
      • No determinismo, a vida humana se reduz a acontecimento natural no qual o Eu é o material sobre o qual a vida sucede como evento.
      • No idealismo tomado como teoria, a vida humana se reduz a sonho no qual o Eu se torna espectador desimplicado do espetáculo onírico que é a própria existência.
    • Igualdade de ambos como causas equivalentes de lamentação, já que em nenhum dos dois casos o humano se realiza como humano.
    • Exigência decisiva de não substituir uma filosofia teórica por outra, mas de sair da filosofia enquanto pretensão de compreensão teórica autônoma.
  • Subordinação da razão filosófica à razão prática, identificada com a vontade, e recusa da autonomia do intelecto como instância última.
    • Intelecto afirmado como não autônomo, pois seu funcionamento adequado exige inserção na totalidade do ser humano enquanto agente.
    • Compreensão e contemplação do real reconhecidas como atividades humanas, mas impossíveis a partir de um ponto de vista exterior ao mundo.
      • Ser humano situado no mundo, e não acima dele, de modo que a necessidade de compreensão emerge do agir no interior do mundo.
      • Fundamento do intelecto localizado na agência, na razão prática ou na vontade, como condição para que o entendimento não se torne delírio teórico.
  • Fundamento fornecido pela vontade mediante um ato de fé que transforma o espetáculo aparente da experiência em mundo objetivo de coisas e de outros.
    • Fé definida como ato livre e teoricamente injustificável do espírito pelo qual se instauram as condições dentro das quais se pode agir e usar o intelecto.
    • Transformação do aparecer em objetividade como operação prática, sem pretensão de prova teórica, mas como instauração do espaço de ação e de sentido.
  • Recusa da leitura segundo a qual a escolha seria entre determinismo para observadores e idealismo para agentes engajados, uma vez que o idealismo, tomado como teoria, conduz à passividade.
    • Idealismo teórico descrito como posição em que a realidade já estaria constituída pelo Eu, restando ao sujeito apenas observá-la como sonho, o que elimina a necessidade do engajamento.
    • Convergência de materialismo e idealismo em consequências que tornam a atividade prática impossível ou destituída de sentido.
      • Materialismo dissolvendo a liberdade em causalidade natural, esvaziando o espaço da intervenção.
      • Idealismo teórico dissolvendo a realidade em sonho observado, esvaziando a resistência e a urgência da ação.
  • Condição prática do engajamento exigindo autoaceitação do sujeito como ser no mundo, apanhado em situação e em interação com objetos reais que resistem e podem ser transformados.
    • Ser no mundo afirmado como situação concreta de confronto com resistências, sem as quais não há transformação nem intervenção.
    • Realidade objetiva tratada como pressuposto do agir, pois apenas onde há resistência há sentido para a atividade e para a modificação do estado de coisas.
  • Condição moral da liberdade exigindo aceitação da existência independente de outros sujeitos e de uma ordem espiritual superior, irredutível ao determinismo natural.
    • Existência de outros sujeitos assumida como necessária para o sujeito agir como sujeito moral livre, já que a liberdade não se realiza em isolamento solipsista.
    • Participação em uma ordem espiritual superior postulada como condição da liberdade moral, de modo que a moralidade não se reduz a efeitos de causas naturais.
  • Estatuto da realidade externa como não sendo objeto de conhecimento, mas questão de fé e necessidade prática, enquanto pressuposição indispensável do sujeito agente.
    • Existência da realidade externa compreendida como condição de possibilidade do sujeito intervir no real e interagir com ele.
    • Teoria substituída por pressuposição prática, pois o agente precisa do mundo como mundo para agir, e não como hipótese demonstrada.
  • Aproximação irônica entre Fichte e Nikolai Bukharin, apesar da oposição declarada entre idealismo e materialismo dialético, pela convergência no ponto da fé como ruptura do impasse teórico.
    • Tentativa de Bukharin de reunir experiência de vida em edifício filosófico coerente em manuscrito escrito em 1937, em prisão, aguardando execução.
    • Primeira batalha concebida como confronto entre afirmação materialista da realidade do mundo externo e intrigas do solipsismo.
      • Vitória dessa batalha descrita como libertação do cárcere úmido das fantasias e recuperação de uma respiração livre, seguida da exigência de extrair consequências.
    • Tensão entre forma e conteúdo no capítulo inicial, pois, embora o conteúdo negue tratar-se de escolha entre crenças, a estrutura se organiza como diálogo dramático.
      • Diálogo entre materialista saudável porém ingênuo e Mefistófeles como diabo do solipsismo, espírito astuto que se reveste de lógica de ferro e zomba.
    • Tentação mefistofélica formulada como passagem das sensações subjetivas à crença em realidade externa por um salto de fé, nomeado como salto vitale em oposição a salto mortale.
      • Sedução para interpretar a realidade externa independente como questão de fé e a matéria como dogma sagrado de uma teologia materialista.
    • Conclusão do capítulo como exorcismo irônico que tenta silenciar Mefistófeles, sem eliminar seu retorno recorrente, sugerindo persistência do impasse.
    • Paralelo explícito com Fichte no ponto em que a realidade externa surge como questão de fé, rompendo sofística teórica por um salto prático.
  • Superior consequência de Fichte em relação a Bukharin pelo reconhecimento de um elemento de credo quia absurdum no salto de fé, mantendo irreconciliável a discórdia entre conhecimento e engajamento ético-prático.
    • Discordância entre saber e engajamento apresentada como irredutível, impedindo a síntese total em uma visão de mundo completa.
    • Radicalização de Kant pela introdução de um terceiro espaço para a espontaneidade do Eu transcendental entre fenômeno e númeno.
      • Liberdade e espontaneidade recusadas como propriedade fenomenal, portanto não reduzíveis a aparência falsa que ocultaria necessidade noumenal inacessível.
      • Liberdade e espontaneidade recusadas também como simplesmente noumenais, preservando a ambiguidade do seu estatuto.
  • Argumento kantiano sobre a adaptação sábia das faculdades cognitivas à vocação prática, mostrando que acesso direto ao domínio noumenal destruiria a própria espontaneidade da liberdade transcendental.
    • Presença ininterrupta de Deus e eternidade diante dos olhos como cenário em que as ações conformes à lei seriam movidas por medo ou esperança, e não por dever.
    • Desaparecimento do valor moral das ações e, com isso, da dignidade da pessoa e do mundo aos olhos da suprema sabedoria.
    • Transformação da conduta humana em mecanismo semelhante a teatro de marionetes, com gesticulação correta e ausência de vida nas figuras.
    • Consequência explicitada como paradoxal e mais radical do que parece, pois a liberdade desapareceria tanto no nível fenomenal quanto no noumenal.
      • No nível fenomenal, submissão a nexos causais e redução a mero mecanismo natural.
      • No nível noumenal, repetição da redução a mero mecanismo, de modo que o acesso ao númeno não entrega autonomia, mas automatismo.
    • Persistência da liberdade apenas no espaço entre fenômeno e númeno, onde o horizonte permanece fenomenal e o domínio noumenal se mantém inacessível.
    • Formulação do impasse como limitação do conhecimento para abrir espaço à fé, preservando a condição prática da liberdade.
  • Desfecho fichteano como ceticismo cognitivo total e abandono da filosofia propriamente dita, com busca de sabedoria em fé quase religiosa, sem considerar isso um problema por privilegiar o prático.
    • Centralidade do prático como produção de um mundo adequado aos seres humanos e como produção de si mesmo como pessoa para toda a eternidade.
    • Troca da exigência de conhecimento por exigência de formação prática do mundo e do sujeito.
  • Limitação comum a Kant e Fichte na incapacidade de pensar positivamente o estatuto ontológico do sujeito autônomo e espontâneo que não é nem fenômeno nem númeno, articulada como reproche heideggeriano à metafísica tradicional.
    • Dasein indicado como nome do problema do estatuto ontológico irredutível a categorias tradicionais.
    • Solução hegeliana apresentada como transposição da limitação epistemológica em fato ontológico, onde o vazio do saber corresponde a vazio no ser e à incompletude ontológica da realidade.
  • Nova luz lançada sobre a liberdade hegeliana como necessidade concebida, exigindo inversão correlata em que a necessidade é concebida como liberdade concebida.
    • Tese central do idealismo transcendental kantiano retomada como ato espontâneo da apercepção transcendental que transforma fluxo confuso de sensações em realidade regulada por leis necessárias.
    • No campo moral, identificação da lei moral como ratio cognoscendi da liberdade transcendental, onde a necessidade da lei é o modo de conceber a liberdade.
      • Pressão insuportável da lei moral como via de acesso ao conhecimento da liberdade, pois obriga a agir contra impulsos patológicos.
    • Necessidade simbólica que regula a vida sustentada por ato livre abissal e contingente, nomeado como decisão que transforma confusão em ordem.
      • Ponto de capiton como nome do ponto de decisão que fixa o sentido e inaugura uma nova ordem, convertendo o indeterminado em necessidade.
    • Figura da liberdade anterior à teia da necessidade apresentada como abismo, nomeada como noite do mundo.
  • Coerência da radicalização fichteana de Kant como foco na contingência inquietante no coração da subjetividade, recusando a imagem de um Ego absoluto como origem de toda realidade.
    • Sujeito fichteano definido como finito, lançado e apanhado em situação social contingente que escapa permanentemente ao domínio.
    • Contingência interna à subjetividade como núcleo do movimento, em vez de soberania total do Eu.
  • Anstoß como impulso primordial que põe em movimento a autolimitação e autodeterminação graduais do sujeito inicialmente vazio, sendo mais do que estímulo mecânico externo.
    • Anstoß apontando para outro sujeito que, no abismo de sua liberdade, funciona como desafio e convocação que obriga a limitar e especificar a própria liberdade.
    • Passagem da liberdade abstrata egotista para liberdade concreta dentro de universo ético racional, mediada pela convocação intersubjetiva.
    • Hipótese de que a convocação intersubjetiva não é mero caso secundário, mas caso originário exemplar do próprio Anstoß.
  • Duplo sentido primário de Anstoß em alemão como obstáculo resistente e como ímpeto estimulante, recusando a redução a jogo autocentrado do Eu consigo mesmo.
    • Anstoß como resistência que freia a expansão ilimitada do esforço e, simultaneamente, como estímulo que incita a atividade.
    • Rejeição da leitura em que o Eu absoluto poria a si mesmo um obstáculo apenas para confirmar sua potência criadora ao superá-lo.
    • Distinção em relação ao esquema de ascetismo perverso que inventa tentações para comprovar força ao resistir.
  • Aproximação conceitual entre Anstoß e objet petit a, em contraste com Ding an sich, descrevendo o Anstoß como corpo estranho primordial que fende o sujeito e causa o desejo.
    • Corpo estranho não assimilável que se prende na garganta do sujeito como causa de divisão interna.
    • Divisão do sujeito em sujeito absoluto vazio e sujeito finito determinado limitado pelo não-Eu.
    • Correspondência sugerida entre Ding an sich e a Coisa freudiano-lacaniana, enquanto Anstoß se vincula ao pequeno objeto a como causa do desejo.
  • Anstoß como momento do choque e do encontro com o Real no interior da idealidade do Eu absoluto, sem o qual não há sujeito.
    • Colisão com elemento de facticidade e contingência irredutíveis como condição de constituição subjetiva.
    • Fórmula segundo a qual o Eu deve encontrar em si algo estrangeiro, localizando alteridade no interior do Eu.
    • Presença no Eu de um domínio de alteridade irredutível, contingência absoluta e incompreensibilidade como núcleo reconhecido.
    • Caráter sem porquê de todo Anstoß, estendendo a ausência de razão causal a esse ponto originário.
  • Ex-timidade do Anstoß como corpo estranho no núcleo do sujeito, recusando a exterioridade simples e afirmando a simultânea subjetividade e não produção pelo Eu.
    • Anstoß não vindo de fora como objeto dado, mas emergindo como estranho íntimo no próprio cerne subjetivo.
    • Paradoxo em que o Anstoß é dito puramente subjetivo e, ao mesmo tempo, não produzido pela atividade do Eu.
    • Risco de recaída em dogmatismo se o Anstoß for tomado como não-Eu objetivo, convertendo-se em resto sombrio do Ding an sich.
    • Risco de recaída em solipsismo se o Anstoß for tomado como simplesmente subjetivo, reduzindo-se a jogo vazio do sujeito consigo mesmo.
  • Constituição da realidade como processo desencadeado pelo Anstoß, em que o sujeito assume distância em relação ao Real informe e lhe confere estrutura de objetividade.
    • Situação inicial como Eu puro com corpo estranho não assimilável em seu coração.
    • Produção da realidade pela estruturação do Real do Anstoß em objetos, mediante distância e forma.
    • Paralelo entre Anstoß e esquema freudiano-lacaniano do Ur-Ich com o corpo estranho que perturba o narcisismo e inicia expulsão e estruturação progressivas.
    • Processo longo de expulsão e estruturação do obstáculo interno como gênese da realidade externa e objetiva tal como é vivida.
  • Distinção entre Ding an sich e objeto transcendental em Kant, e localização do anúncio do Anstoß na noção de resistência mínima à subjetividade finita.
    • Ding an sich recusado como equivalente ao objeto transcendental, que é descrito como vazio ou nada enquanto horizonte de objetividade.
    • Dawider como aquilo que se opõe e está contra o sujeito, configurando resistência formal mínima anterior a qualquer objeto determinado.
    • Dawider definido como horizonte de abertura à objetividade dentro do qual objetos particulares podem aparecer a um sujeito finito.
    • Separação entre abismo da Coisa e horizonte formal de resistência, evitando confundir inimaginável com estrutura mínima de oposição.
  • Cena de autoespancamento em Fight Club como pista para o motivo do duplo, em que a agressão do chefe é encenada sobre si mesmo como teatralização do poder.
    • Violência autoinfligida como substituto de violência externa, produzindo efeito diante de testemunhas institucionais.
    • Paralelo com Me, Myself and Irene como caso de autoespancamento ligado à divisão subjetiva, aqui em registro cômico porém doloroso.
    • Início do autoespancamento marcado pela autonomização da mão, que escapa ao controle do sujeito e se torna objeto parcial.
    • Mão como órgão sem corpo, sinalizando inscrição corporal de uma eficácia que não é simplesmente voluntária.
  • Duplo como entidade espectral cuja eficácia está inscrita no corpo, e não como exterioridade simples, sendo a autonomização do órgão a chave de sua potência.
    • Duplo descrito como Ideal-Eu espectral e alucinatório, cuja ação se registra na corporificação parcial do órgão autônomo.
    • Pulsão definida como insistência de órgão sem corpo, como lamella, figurando o que foi perdido para que o sujeito se subjetivasse no espaço simbólico da diferença sexual.
    • Diferença entre desejo e pulsão indicada pela insistência morta-viva que ignora a dialética do desejo.
  • Razão kantiana do caráter angustiante do duplo como encontro do sujeito com a Coisa que ele é noumenalmente, dramatizada na cena de Shattered.
    • Amnésia e reconstrução artificial do corpo como preparação narrativa para o choque identitário.
    • Encontro com o próprio rosto no cadáver oculto como horror máximo, onde o sujeito se encontra como objeto fora de si.
    • Verdade última da autoidentidade situada no encontro consigo mesmo como objeto.
  • Paródia romântica de Fichte em Titan, desenvolvendo a ideia de que o não-Eu é o duplo do Eu, isto é, parte ativa do Eu sob a forma de sua passividade, e não oposição real.
    • Leitura do Eu é Eu como juízo infinito cuja verdade é coincidência de opostos, formulada como Eu é não-Eu.
    • Inscrição de Fichte na esteira da revolução kantiana pelo deslocamento do duplo do registro cômico ao registro horrível.
  • Mudança histórica do motivo literário do duplo, do cômico ao terror, como índice da emergência do sujeito kantiano como apercepção transcendental vazia e sem substância.
    • Antes do fim do século XVIII, duplicação como motor de intrigas cômicas centradas em semelhança exterior e confusões sociais.
    • Após a virada correlata à revolução kantiana, duplicação como experiência de horror que abala o núcleo da identidade.
    • Duplo como aquilo em que o sujeito encontra a si mesmo como objeto, isto é, como contrapartida objetal impossível do vazio transcendental.
  • Duplo como corpo do que há em si mais do que si mesmo, articulando o motivo do inquietante como presença do pequeno objeto a no lugar do semelhante.
    • Inquietante não reduzido à mera semelhança, mas situado no fato de que o duplo dá corpo ao inacessível que o sujeito é e que lhe falta em sua experiência de si.
    • Objeto indevassável localizado no próprio cerne do eu vivido, figurando o que não pode ser integrado à autotransparência.
  • Metáfora da anestesia em Adorno e Horkheimer como figura do destino da razão baseada na repressão da natureza, e possibilidade de lê-la como fantasia do sujeito que se assiste como objeto.
    • Argumento de Flourens segundo o qual o anestésico operaria apenas sobre a rede neuronal da memória, preservando dor sentida e apagando lembrança posterior.
    • Vingança da natureza na dominação racional como situação em que o corpo sente plenamente a dor e a consciência não a lembra, tornando o sujeito vítima de si mesmo.
    • Possibilidade de ler essa cena como fantasia do sujeito que testemunha a si mesmo como objeto, padecendo sem apropriação subjetiva do padecimento.
zizek/aposta-fichteana.txt · Last modified: by mccastro

Except where otherwise noted, content on this wiki is licensed under the following license: Public Domain
Public Domain Donate Powered by PHP Valid HTML5 Valid CSS Driven by DokuWiki