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CAMPOS DE CONHECIMENTO III

SCHUMACHER, E. F. A Guide for the Perplexed. New York: Perennial, 1977

  • Aversão metodológica do mundo moderno a fenômenos de um Nível de Ser superior
    • Reação de negação diante de fatos como os das vidas de Jakob Lorber, Edgar Cayce e Therese Neumann
    • Abandono de atitudes pragmáticas perante realidades que transcendem a vida comum
  • Os perigos inerentes à busca do autoconhecimento e a necessidade do Terceiro Campo de Conhecimento
    • Aversão mesclada com medo perante o estudo de níveis superiores de ser
    • Equilíbrio indispensável entre o estudo do mundo interior (Campo 1) e o estudo de si como fenômeno objetivo (Campo 3)
    • A definição de autoconhecimento saudável e completo como a conjugação do conhecimento do próprio mundo interior e do conhecimento de si “como se é conhecido” pelos outros
  • A assimetria de acesso aos Campos de Conhecimento e a distorção da autoimagem
    • Acesso direto ao Campo 1 (mundo interior) e acesso indireto ao Campo 3 (como se é percebido)
    • Tendência de as intenções serem mais reais para si do que as ações, causando mal-entendidos
    • A visão egocêntrica do universo resultante da derivação da autoimagem exclusivamente do Campo 1
    • A ilustração da perspectiva distorcida mediante a citação de Goebbels: “Se perecermos, o mundo inteiro perecerá”
    • A perda no Campo 1 exemplificada pelos filósofos que questionam a existência da árvore quando não observada
  • A observação objetiva e desapegada requerida no Terceiro Campo de Conhecimento
    • Necessidade de observação totalmente destituída de associações desejosas
    • O questionamento central: “O que eu veria se pudesse me ver como sou visto?”
    • A dificuldade da tarefa e sua importância fundamental para relações harmoniosas
    • A condição para que o imperativo “Não faças aos outros o que não queres que te façam” tenha significado
  • A parábola dos “espelhos especiais” como descrição vívida do conhecimento no Campo 3
    • O relato de um homem que, no além, se depara com um indivíduo insuportável que, revela-se, é ele próprio
    • A premissa de ter de conviver consigo mesmo como exercício de autorreconhecimento
    • A colocação no ponto de vista alheio para ver a si mesmo através dos olhos do outro
    • A clarificação da diferença essencial entre o conhecimento no Campo 1 e o conhecimento no Campo 3
  • Os limites da curiosidade natural e os mecanismos de defesa contra a autorrevelação
    • A curiosidade sobre a própria aparência e impressão causada, limitada pelos choques da verdade
    • A dor de reconhecer as próprias falhas e os mecanismos de proteção contra essa revelação
    • O desvio da atenção para os defeitos alheios, em detrimento do exame de si
    • A citação de Maurice Nicoll sobre o ensinamento evangélico: “Por que vês tu o argueiro no olho do teu irmão, mas não reparas na trave que está no teu próprio olho?”
    • A explicitação da diferença, no grego, entre o ver os defeitos alheios (blepo) e o tomar conhecimento dos próprios (katanoeo)
  • A metodologia para alcançar o conhecimento no Terceiro Campo: a “Consideração Externa”
    • A indicação das religiões tradicionais e, em particular, das obras de Maurice Nicoll como fonte de orientação
    • O conceito de “Consideração Externa” como colocar-se no lugar da outra pessoa
    • Os requisitos de sinceridade interior e liberdade, e a necessidade de esforço prolongado
  • O esforço necessário: a autoconsciência como fator distintivo para a Consideração Externa
    • A impossibilidade da tarefa sem o autodistanciamento proporcionado pela autoconsciência
    • A distinção entre consciência (fator y), que confirma a própria situação, e autoconsciência (fator z), que permite a mudança de perspectiva
    • A analogia do programador de computador como aquele que pode efetuar uma mudança real
    • A citação de Nicoll: “A consideração externa é um trabalho muito bom. Não se trata de saber se você estava certo ou a outra pessoa. Ela aumenta a consciência”
    • O acréscimo de que esse aumento de consciência eleva-se ao nível da autoconsciência
  • A tomada de consciência da “oscilação do pêndulo” pessoal por meio do Campo 3
    • A dificuldade de perceber as próprias contradições, facilmente notadas pelos outros
    • A importância fundamental de ver as próprias contradições, não necessariamente como erro, mas como manifestação da coexistência de opostos na realidade
    • A tarefa de tomar nota, de forma não crítica, da oscilação entre opostos, sem julgamento ou justificativa
    • A essência da tarefa no Campo 3 como a observação de si não crítica para obter imagens objetivas do que realmente acontece
  • O método de estudo no Campo 3 por meio de “fotografias” de si mesmo
    • A técnica de “tirar fotografias” como capturar vislumbres verdadeiros de si em momentos de não consciência
    • A citação de Nicoll sobre a criação de um álbum de fotografias de si através da longa auto-observação
    • A utilidade do álbum para reconhecer no próprio ser aquilo que se critica no outro
    • A correlação estabelecida por Nicoll: “Quanto menos vaidade… você tiver, e mais considerar externamente, menos importante você se considerará”
  • O contrapeso humilhante proporcionado pelos estudos no Campo 3
    • O efeito potencialmente inflacionário dos estudos no Campo 1 sobre a autoimportância
    • O efeito contrabalançante dos estudos no Campo 3, conduzindo à realização da própria pequenez
    • A reflexão sobre o lugar do homem no universo, na esteira do pensamento de Pascal: “O homem é apenas um caniço, o mais fraco da natureza; mas é um caniço pensante”
    • A valorização do homem como ser dotado de autoconsciência, ainda que em estado de potencialidade adormecida
  • A ajuda fundamental da vida social para a obtenção de conhecimento no Campo 3
    • A condição de seres sociais como principal auxílio para o autoconhecimento objetivo
    • Os outros como espelhos que refletem a imagem real de si, em contraste com a imagem imaginada
    • A melhor maneira de obter conhecimento sobre si: observar e compreender as necessidades, perplexidades e dificuldades alheias, colocando-se em sua situação
    • A meta da ausência total do ego para alcançar a objetividade e a eficácia totais
  • O amor ao próximo como a si mesmo como expressão máxima da aprendizagem no Terceiro Campo
    • A interpretação do preceito cristão “amar ao próximo como a si mesmo” como amor sem a interferência do próprio ego
    • A ausência de intermediários no amor a si mesmo como modelo para o amor ao próximo
    • A definição desse amor como a conquista do altruísmo perfeito e a eliminação de todos os traços de egoísmo
  • A altruísmo como qualidade pré-requisito para a aprendizagem no Terceiro Campo de Conhecimento
    • A analogia com a compaixão como prerequisite para o Segundo Campo de Conhecimento
    • A inacessibilidade direta dos Campos 2 e 3 à observação comum
    • A conclusão de que somente através das qualidades superiores de compaixão e altruísmo é possível adentrar esses campos
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