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POLARIDADE FUNDAMENTAL EM DEUS (BROWN)

BROWN, Robert F. The later philosophy of Schelling: the influence of Boehme on the works of 1809-1815. Lewisburg [Pa] London: Bucknell university press Associated university presses, 1977.

Resumos:


  • A recuperação explícita do passado a partir das profundezas da consciência depende do fato de o ser humano ser literalmente um microcosmo, de tal modo que a estrutura da vida interior replica, em escala reduzida, os processos da vida universal.
    • A luz que se acende na obscuridade da consciência consiste em reconhecer que os processos da vida humana, desde o fundamento mais profundo até a consumação mais alta, concordam com os processos da vida do todo.
    • A possibilidade de escrever a história da própria vida a partir de seu chão indicaria, por condensação, a apreensão do curso do universo, porque a interioridade humana concentra, em figura abreviada, a mesma dinâmica que se desdobra no real universal.
    • A recordação do passado não é um acréscimo exterior ao humano, mas a explicitação de uma concordância estrutural entre o íntimo e o cósmico, na qual o vivido individual é uma via de acesso ao vivido do todo.
  • A história pode ser narrada e revivida, mas não pode ser enunciada de uma só vez num conceito abrangente, e por isso a ciência deve seguir o desenvolvimento de seus objetos em vez de pretender encerrá-los em proposições invariáveis e universalmente válidas.
    • A narratividade da história indica que o conteúdo histórico exige sucessão, encadeamento e percurso, pois sua forma própria não se deixa reduzir a uma síntese conceitual instantânea.
    • A ciência, entendida como acompanhamento do processo do real, deve reproduzir o ritmo de gênese de seu objeto, já que o objeto não é uma coisa imóvel, mas um vir-a-ser articulado.
    • A exposição da autoconstituição eterna de Deus deve, portanto, tornar explícito, passo a passo, um saber humano implícito de um processo complexo cujos momentos não se deixam afirmar simultaneamente, mas exigem sequência, isto é, uma narração consecutiva.
  • Deus consiste em dois polos, necessidade e liberdade, e a necessidade é apresentada como fundamento e, numa distinção admissível apenas de modo limitado, como o primeiro e mais antigo em Deus.
    • A necessidade é dita estar na base da liberdade, o que implica que a liberdade, para ser efetiva, não flutua num vazio, mas se enraíza num fundo necessário.
    • A identidade entre o Deus necessário e o Deus livre não suprime a diferença entre necessidade e liberdade, pois a unidade não elimina a distinção interna dos princípios.
    • A tese decisiva consiste em sustentar que os dois não são o mesmo, embora pertençam ao mesmo Deus, o que prepara uma análise de suas relações sem dissolução simplificadora.
  • O eu constituído de Deus e o mundo criado procedem do polo necessário, mas vêm a ser porque o polo da liberdade prevalece sobre a necessidade em todo ato que produz ser real.
    • O polo necessário fornece o chão a partir do qual pode surgir tanto a autoconstituição divina quanto a criação, na medida em que ambos se enraízam num fundo de potências vitais.
    • A liberdade, contudo, é o princípio pelo qual o necessário se converte em efetividade, pois somente onde a liberdade vence a necessidade há produção de ser real.
    • A tarefa inicial exige analisar a necessidade em Deus, descobrir a tríade de potências ontológicas que a compõe e mostrar por que, abandonada a si mesma, a necessidade só pode ser potência do não-ser.
  • A necessidade em Deus é chamada natureza em Deus, entendida não como natureza realizada, mas como fundamento de sua natureza, constituída por potências vitais que configuram todo ser e se mostram com mais evidência na forma superior do ser atual, a saber, a pessoalidade.
    • A necessidade não é inércia, mas vitalidade de fundo, isto é, um conjunto de potências constitutivas que sustentam a possibilidade de ser.
    • A expressão mais patente dessas potências ocorre na autoidentidade pessoal, porque a pessoalidade concentra, de modo máximo, o jogo entre afirmação, negação, retorno e doação.
    • A tríade é composta por dois contrários interdependentes e por um terceiro princípio como unidade instável, o que significa que a unidade não é repouso, mas tensão unificante.
  • A primeira potência é a força de contração e retorno a si, fundamento da pessoalidade enquanto particularização que nega o outro; a segunda potência é a tendência à expansão e ao dom de si, fundamento da essência universal que afirma o outro; e a antítese é perfeita porque ambas são igualmente originárias e não derivam uma da outra.
    • A contração funda o ser-para-si que se particulariza e, ao fazê-lo, delimita-se por negação do outro, estabelecendo a figura do si como exclusão.
    • A expansão funda o ser-para-outro que se comunica e se dá, possibilitando relação e afirmação do outro, estabelecendo a figura do universal como abertura.
    • A igualdade de origem impede que uma potência seja explicada como mera consequência da outra, de modo que a oposição pertence ao próprio núcleo do fundamento.
  • A filosofia exprime essa antítese como polaridade entre ser e pensamento, e o idealismo que pretende dissolver a antítese ao converter o ser integralmente em pensamento acaba por eliminar a potência negativa e, sem o reconhecer, descreve Deus como infinitude vazia.
    • A tentativa de tornar o ser convertível ao pensamento promove uma redução em que a negatividade interna, como possibilidade de limite, é apagada.
    • A infinitude, tomada isoladamente, não é perfeição, mas sinal do imperfeito, porque o perfeito é o que é arredondado, completo e acabado em si.
    • A impossibilidade de limite externo não anula a possibilidade de um limite interno, isto é, de um modo pelo qual Deus se limita a partir de si e se torna, em certa medida, finito para si como objeto.
  • A descrição da antítese exige uma terceira potência que una os contrários numa natureza individual, reconciliando a polaridade sem anulá-la e produzindo identidade sem reduzi-la a mesmidade indiferenciada.
    • A unidade requerida não é a supressão da diferença, mas a configuração de uma identidade que mantém a tensão dos contrários em coexistência.
    • A recusa de reduzir a identidade a uma igualdade plana preserva a diferença como interna à unidade, não como resíduo externo.
    • A fundamentação lógica dessa exigência passa por uma discussão do princípio de identidade e do princípio de contradição, pois a unidade que se pretende não pode violar o que torna pensável a própria diferenciação.
  • As duas primeiras potências são opostos inseparáveis que não se unem pela passividade de uma diante da outra, pois se contrabalançam e, se uma é ativa, a outra também o é; porém, cada uma delas é também uma unidade interna sob domínio total de um dos princípios.
    • A primeira potência é unidade na qual a negatividade domina e contrai em si a tendência à afirmação e à expansão, fazendo da contração uma natureza autônoma.
    • A segunda potência é unidade na qual a negatividade é totalmente conquistada por expansão centrífuga irrestrita, fazendo da afirmação uma natureza autônoma.
    • Embora cada potência contenha ambas as dimensões, cada uma age como essência independente porque uma delas exerce domínio total no interior da unidade.
  • A terceira potência, enquanto unidade, não suspende a contrariedade das outras duas, pois as duas resistem à unidade assim como resistem entre si, e a unidade funciona como princípio ao lado das outras, com direito igual, mas não superior, ao ser.
    • A unidade não é um soberano que subordina os contrários, mas um terceiro termo que existe no mesmo plano de reivindicação ontológica.
    • A resistência dos contrários à unidade indica que a unidade não se impõe como pacificação, mas se instaura como tensão adicional que compõe a vitalidade do fundamento.
    • A natureza primordial se mostra então decomposta em três potências capazes de ser para si, embora nenhuma possa existir sem as outras, pois somente juntas cumprem o conceito inteiro da divindade.
  • Deus, segundo a necessidade de sua natureza, é ao mesmo tempo um eterno Não, retração máxima em si, e um eterno Sim, saída, doação e comunicação eternas, e igualmente o terceiro princípio, unidade eterna do Sim e do Não.
    • A necessidade não é unívoca, pois inclui simultaneamente retração e comunicação como exigências igualmente necessárias.
    • O Não exprime a máxima interioridade e o ser-em-si que se recolhe, enquanto o Sim exprime a exteriorização que dá e comunica.
    • A unidade do Sim e do Não não elimina nenhum deles, mas os mantém como dimensões eternas do mesmo fundamento necessário.
  • A natureza necessária de Deus consiste, portanto, nessas três potências em união inseparável e contradição inevitável, e a contradição é apresentada como condição de possibilidade de desenvolvimento e de vida.
    • A contradição impede a inatividade e força à atividade, de modo que sem ela haveria imobilidade eterna e uma espécie de sono mortífero das potências.
    • A vida, enquanto vida, implica contradição no fundamento, de tal modo que onde há vida há tensão, movimento e passagem.
    • O encerramento da análise conceitual da tríade exige agora explicar como potências mutuamente exclusivas podem coexistir e o que é, em verdade, a necessidade divina.
  • A coexistência das três potências só é possível se houver alternância, isto é, substituição mútua segundo uma ordem estabelecida, e essa ordem exige um princípio de prioridade que não vem de fora, mas emerge das próprias naturezas das potências.
    • A sequência requerida é lógica e ontológica, não temporal, pois trata da estrutura de fundamento e consequência no interior do necessário.
    • O estabelecimento de prioridade implica começo e fim apenas no sentido estrutural de um ciclo, não no sentido de um tempo que começa e termina.
    • A prioridade cabe à potência que, no ser realizado, deve ser subordinada, a saber, a potência negativa, de modo que o início do ciclo coincide com aquilo que é mais inclinado ao não-ser.
  • O esclarecimento do papel inicial da potência negativa exige um desvio pela noção de não-ser, recusando a identificação do não-ser com o nada absoluto e definindo-o como dimensão relativa da realidade.
    • O não-ser não é ausência total, mas aquilo que, em relação a um ser realizado mais alto, não é tal ser realizado, embora seja algo em referência a si mesmo.
    • Assim, todo ente, exceto Deus, pode ser dito não-ser em relação a entes superiores, porque a hierarquia ontológica torna o ser relativo por comparação.
    • A relatividade do não-ser preserva sua inteligibilidade, pois nele sempre há algo do ser, e por isso ele pode ser conhecido e descrito.
  • Se o não-ser é o começo, isso decorre da reversibilidade entre ordem conceitual e sequência de efetividade, pois o que é primeiro a ser superado deve ser o princípio mais baixo ontológica e axiologicamente, embora permaneça cognoscível por conter algo do ser.
    • O início do processo é aquilo que precisa ser vencido para que haja movimento, de modo que o primeiro, enquanto primeiro, é o mais baixo e o mais resistente.
    • Mesmo a primeira potência contém confirmação ativa do segundo em si, o que impede que ela seja pura obscuridade ininteligível.
    • A cognoscibilidade do começo não elimina sua negatividade, mas mostra que a negatividade é potência ativa e não simples vazio.
  • A primeira potência, como contração, é o começo eterno e pode ser descrita como potência do egoísmo, pois exclui tudo e contrai o si a um ponto sem ser nem extensão, fazendo coincidir vontade radical de si e negação de todo ser, inclusive de si.
    • A contração absoluta equivale a um fechamento no qual o si não se afirma como presença extensa, mas como exclusão sem mundo.
    • A coincidência entre autovontade e autonegação define a negatividade como força extrema, não como simples carência.
    • A negação é apresentada como prius necessário de todo movimento, porque toda elevação exige primeiro recolhimento, raiz e contenção.
  • O processo e o movimento consistem na superação da negação primordial, e por isso a vida efetiva de Deus exige um começo desse tipo, pois sem ele haveria impotência e imobilidade eternas.
    • A prioridade do primeiro é eternidade de começo, isto é, precedência lógica e ontológica que não é temporal nem axiológica.
    • O começo não começa a ser nem cessa de ser, mas permanece inseparável do próprio ser de Deus como seu fundamento permanente.
    • A condição de vida implica que o começo seja sempre presente como aquilo de que o movimento parte e contra o qual o movimento se define.
  • A primeira potência quis a si mesma, mas não pôde realizar-se como ser; por isso a segunda potência afirmativa reprime eficazmente a negatividade em si, exprimindo-se como expansão e essência, e torna-se consequente ao superar o poder do começo.
    • A segunda potência, se fosse mero A sem o fundamento rebaixado de B, seria ineficaz, pois careceria do chão sobre o qual exercer sua expansão.
    • O poder reprimido da negatividade serve como base interna da expressão afirmativa, o que mostra que a afirmação depende da negatividade como fundamento antecedente.
    • A superação do começo no interior do afirmativo constitui a passagem do prius ao consequente, isto é, a estrutura de sequência interna ao ciclo.
  • As duas potências antitéticas são opostas, mas não totalmente exclusivas, pois uma inversão de oculto e manifesto basta para transpor uma na outra, e sua interdependência põe necessariamente uma terceira potência que exprime a unidade e se coloca como fim eterno do processo.
    • A transformação recíproca depende de um jogo de interiorização e exteriorização, no qual o que estava oculto se torna manifesto e o manifesto se recolhe.
    • A unidade não é adição externa, mas positação necessária derivada da própria relação entre os contrários.
    • O fim não é um término temporal, mas a presença constante de uma meta estrutural que, enquanto fim, sustenta a forma do ciclo.
  • A igualdade de direito ao ser em cada uma das três potências faz com que o processo reverta imediatamente ao começo, de modo que se concebe uma alternância recorrente e incessante que, sendo eterna, torna simultâneas as três potências apesar de suas relações de fundamento.
    • O ciclo é pensado como movimento de retorno, não como progresso linear, e por isso começo e fim não são verdadeiros termos de uma marcha temporal.
    • A simultaneidade não elimina as relações de fundamento, mas impede que se confunda prioridade estrutural com anterioridade temporal.
    • O resultado é uma vida que gira em si mesma como círculo, na qual a alternância substitui o avanço e a retroação impede a estabilização definitiva.
  • Essa vida eterna da tríade é descrita como vida cega, incapaz de encontrar começo e fim, e pode ser tomada como arquétipo de temporalidade sem, contudo, ser ainda tempo efetivo.
    • A cegueira da vida indica ausência de orientação teleológica consumada, pois o ciclo se repete sem atingir um término real.
    • A possibilidade de temporalidade aparece como figura estrutural, isto é, como forma que poderia tornar-se tempo sob outras condições.
    • A necessidade permanece como rotação interna que sustenta vida, mas que, por si, não se eleva a uma história propriamente dita.
  • A rotação eterna das potências no polo necessário corresponde às três primeiras qualidades descritas por Boehme no centro escuro em Deus, embora aqui se pretenda uma análise mais coerente das relações e uma argumentação filosófica para sua forma específica.
    • A diferença apontada consiste em que, em vez de apenas enunciar a sequência, busca-se fundamentar por razões o caráter da alternância e suas prioridades.
    • Apesar da sofisticação, não se rompem as associações mitológicas presentes na origem dessa figura, pois o processo é identificado com imagens tradicionais como roda do nascimento e fogo inextinguível.
    • A presença de termos como impulso, desejo e paixão eterna para ser exprime a insistência de uma vontade do centro escuro que quer ser e, contudo, não pode ser.
  • A natureza visível, em seu ciclo vital, fornece imagem desse processo eterno, e o humano pressente com temor essas potências como vida interior que incessantemente se gera e se consome, embora estejam encobertas sob propriedades estáveis.
    • A analogia com a natureza manifesta indica que o ciclo necessário tem um correlato imaginável na repetição de processos naturais.
    • O temor humano sugere que o pressentimento dessas potências toca um fundo oculto que sustenta o aparecimento estável do mundo.
    • A imagem do oculto sob o estável preserva a ideia de que a estabilidade é cobertura de uma vida interna mais profunda e dinâmica.
  • A libertação das três potências da alternância competitiva só seria possível se renunciassem a pretender ser exclusivamente o ser, transformando exclusão em coexistência coordenada, mas isso exige a presença de um fator superior perante o qual possam assumir seus lugares como graus de não-ser relativo.
    • A renúncia exigida não é destruição, mas diferenciação verdadeira, na qual cada potência ocupa sua função própria.
    • O fator superior não impõe de fora, mas, por sua presença, suscita a possibilidade de ordenação livre, isto é, uma possibilidade que pode ser aceita ou rejeitada.
    • A passagem da exclusividade à coordenação depende, portanto, de um princípio que não seja potência concorrente no mesmo nível, mas outra ordem em relação à qual as potências se rearticulam.
  • O outro princípio é o polo da liberdade em Deus, e a liberdade absoluta não é uma potência nem um ser real, mas o princípio supremo acima de ser e não-ser, entendido como pura liberdade de ser e como vontade pura que nada quer de particular.
    • A indiferença a todas as coisas caracteriza essa vontade, pois nada a determina a escolher este ou aquele conteúdo.
    • Essa vontade é dita nada e tudo: nada porque não deseja tornar-se ativa nem anseia por atualidade, e tudo porque todo poder provém dela e porque ela rege tudo sem ser regida por nada.
    • A liberdade como vontade que nada quer é apresentada como lugar da eternidade incondicionada, imóvel e fora do tempo, em relação à qual todo tempo se move.
  • Essa liberdade é a maior simplicidade e não é tanto Deus quanto aquilo que é divindade em Deus e, por isso, acima de Deus, em continuidade com a ideia tradicional de uma superdivindade.
    • A simplicidade inefável impede atribuições que não sejam idênticas à essência, de modo que os predicados tradicionais, quando empregados, pretendem apenas indicar identidade absoluta e não composição.
    • A simplicidade não admite distinção interna e, por isso, não pode ser consciente, já que consciência implica diferença no interior do mesmo.
    • Não se pode provar por argumento ontológico a existência necessária dessa deidade, porque, por definição, ela não possui ser real, e a prova ontológica exigiria um tipo de ser que aqui é recusado.
  • A concepção da liberdade em Deus é apresentada como concordante com o consenso teológico sobre o mais alto conceito de deidade, mas essa liberdade não esgota o conceito do Deus vivo.
    • A unidade de essência e ser não satisfaz as exigências de conhecimento e sentimento que demandam um Deus presente de modo específico, distinto de sua essência.
    • Exige-se um Deus que saiba explicitamente e particularmente, e que aja em ato e obra, de modo distinguível de sua essência.
    • Retorna-se, assim, ao problema da vida real e da autoconsciência divina, agora encaminhado por uma articulação mais sofisticada entre polo necessário e polo livre.
  • A tarefa seguinte consiste em examinar como a tríade de potências do polo necessário interage com o polo da liberdade, pois dessa interação deve resultar o ser eternamente vivo de Deus.
    • O problema não é mais apenas descrever a necessidade como ciclo de potências, mas mostrar como a liberdade intervém sem se converter em uma quarta potência concorrente.
    • A passagem da alternância competitiva para uma coexistência livre requer compreender o modo de presença do princípio superior e o tipo de aceitação ou recusa que ele torna possível.
    • A análise deve, portanto, deslocar-se para as complexidades do encontro entre necessidade e liberdade como condição de um Deus efetivamente vivo e autoconsciente.
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