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As virtudes do Pentagrama (Béhar)

BÉHAR, Pierre. Les langues occultes de la Renaissance: essai sur la crise intellectuelle de l’Europe au XVIe siècle. Paris: Desjonquères, 1996.

  • O Pentagrama é apresentado como o instrumento privilegiado da magia branca ou natural.
    • Sua virtude não procede de pactos demoníacos.
    • Ela deriva diretamente da ordem divina da criação.
    • A magia exercida por meio do Pentagrama é considerada legítima e conforme à natureza.
  • A magia branca distingue-se essencialmente da magia cerimonial e da magia demoníaca.
    • Ela não invoca espíritos malignos.
    • Não se apoia em ritos obscuros ou transgressivos.
    • Opera exclusivamente por meio das virtudes naturais inscritas no mundo por Deus.
  • O Pentagrama concentra as forças naturais em sua forma simbólica.
    • Ele reúne em si os elementos fundamentais da criação.
    • A figura exprime a harmonia das partes do cosmos.
    • Essa harmonia torna possível a ação eficaz sem violência contra a natureza.
  • As virtudes do Pentagrama manifestam-se como proteção e preservação.
    • Ele afasta influências nocivas.
    • Neutraliza forças desordenadas.
    • Restaura o equilíbrio quando este foi perturbado.
  • O Pentagrama é associado a poderes de cura.
    • Ele age sobre doenças entendidas como desarmonias naturais.
    • A eficácia terapêutica resulta da recomposição da ordem perdida.
    • A cura não é milagre arbitrário, mas retorno à proporção correta.
  • A ação do Pentagrama estende-se aos fenômenos naturais.
    • Ele é capaz de conter tempestades, tremores e calamidades.
    • Sua virtude consiste em apaziguar as forças excessivas.
    • A natureza é reconduzida à sua medida própria.
  • O Pentagrama protege contra perigos físicos e espirituais.
    • Ele afasta ataques de animais selvagens.
    • Resiste a forças hostis invisíveis.
    • Atua como selo de segurança colocado sobre o mundo humano.
  • A eficácia do Pentagrama não depende de intenção malévola.
    • Ela exige pureza moral do operador.
    • A magia branca supõe conformidade com o bem.
    • O uso indevido esvazia a virtude do símbolo.
  • O Pentagrama não age por si só como objeto material.
    • Ele opera enquanto signo da ordem divina.
    • Sua força provém do Verbo que estrutura o mundo.
    • A figura é eficaz enquanto participa dessa ordem.
  • A magia branca permanece subordinada à teologia.
    • Ela não pretende substituir a ação divina.
    • Atua como instrumento secundário da providência.
    • O homem não cria poder, apenas o reconhece e o utiliza legitimamente.
  • O Pentagrama marca o limite legítimo da magia.
    • Ele representa o ponto em que saber e ação coincidem.
    • Além desse limite começa a magia ilícita.
    • A distinção entre magia natural e magia perversa torna-se decisiva.
  • As virtudes do Pentagrama confirmam a possibilidade de uma ciência sagrada.
    • Uma ciência que une natureza, símbolo e teologia.
    • Uma prática que não rompe com a fé.
    • Uma magia que permanece, em sua essência, branca e ordenadora.
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