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Jean-Pierre Cavaillé
Jean-Pierre Cavaillé: Descartes – La Fable du Monde (Paris: Vrin / Éditions de l'EHESS, 1991)
- Introdução
- I. O mundo e seu teatro
- 1. “Mundus est fabula”: o enigma do retrato
- 2. O anfiteatro de anatomia de Leiden: autópsia de um mundo
- 3. “Tudo é nada”
- 4. O histrião e o cosmos: o teatro da crise
- 5. Preâmbulo cartesiano
- 6. Tratado da Luz ou O Mundo
- II. A diferença
- 1. O sensível sob suspeita
- 2. O dentro e o fora
- 3. As palavras e os sentidos
- 4. O número do mundo
- 5. Os discursos do erro
- III. A escrita do mundo
- 1. A simples linguagem das naturezas
- 2. A analogia geométrica
- 3. Figuras em movimento: a semiose universal
- IV. As imagens do mundo
- 1. Semelhança e consecução
- 2. A retórica da experiência
- 3. Ambivalência da imaginação científica
- a. Figuras nuas e imagens científicas
- b. Figuração da figuração
- c. Uma comparação trabalhada: céus/rios
- d. Entre retórica e geometria: a mecanização da chama
- e. Elementos puros e corpos mistos: apropriação cartesiana do imaginário barroco
- V. A fabulação do mundo
- 1. O véu das fábulas
- 2. A arte do claro-escuro
- 3. Prevenir o enfado, o espanto e a controvérsia
- 4. Espaços imaginários e imaginação do espaço
- 5. O fingimento metafísico
- VI. A liberdade de fingir
- 1. As linguagens da ciência
- 2. A invenção da ordem
- 3. Demonstração e aproximação
- 4. O falso pelo verdadeiro
- 5. O caos dos poetas
- 6. Ciência e liberdade
- Conclusões — O eu soberano
- 1. “A fábula do meu mundo agrada-me demasiado”
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