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Fernando Pessoa: Parmênides e a eternidade do Ser
<h3>Parmênides e a eternidade do Ser</h3>
Quando Parmênides diz que o Ser é eterno, baseando-se na asserção de que o Ser não se pode tornar Não-Ser, introduz no argumento a secreta noção do tempo, ou pelo menos de devir. Mas devir não é ser — é-lhe mesmo oposto.
O verdadeiro argumento é o seguinte: o Ser não é temporal porque não pode ser duração. O Ser não é eterno: não pode ser tempo. O Ser é o Ser e nada mais.
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