Brecht
BORNHEIM, Gerd. Brecht: A Estética do Teatro. Rio de Janeiro: Editora Graal, 1974.
- Nota introdutória
- Primeira parte: Dois pesos e duas medidas
- 1. No início, uma antítese
- 2. O naturalismo
- 3. O expressionismo
- 4. A aventura da pesquisa formal
- Segunda parte: O jovem Brecht (1918-1933)
- 1. A ruptura
- 2. As primeiras peças: Baal e Tambores na noite
- 3. Karl Valentin
- 4. Na selva das cidades e outras peças (1921 a 1924)
- 5. A linguagem do esporte
- 6. Um homem é um homem
- 7. Shakespeare: a fatalidade do diálogo
- 8. Resenha do ideário pré-marxista
- 9. Um contraponto: Max Reinhardt
- 10. Erwin Piscator e a gênese do teatro épico
- 11. A nova objetividade
- 12. O teatro épico
- 13. As óperas
- 14. Por que a ópera?
- 15. O teatro didático: as peças
- 16. O teatro didático: questões teóricas
- 17. O teatro didático: segunda fase
- Terceira parte: A maturidade
- 1. A dramaturgia não aristotélica: o conceito
- 2. Mãe Coragem e seus filhos, Vida de Galileu
- 3. O efeito de distanciamento: o conceito
- 4. O efeito de distanciamento: o público
- 5. O efeito de distanciamento: o ator
- 6. O efeito de distanciamento: a cena, os elementos cênicos, a música
- 7. O efeito de distanciamento: o diretor
- 8. Duas parábolas: A alma boa de Setsuan e O círculo de giz caucasiano
- 9. A dramaturgia não aristotélica: a estrutura
- 10. Mais alguns textos dramáticos
- 11. Imitação e cópia
- Conclusão
- Bibliografia
Nota introdutória
NOTA INTRODUTÓRIA
1. O ensaio ocupa um lugar preciso na extensa bibliografia sobre Brecht ao tratar da evolução e do ordenamento de suas ideias estéticas, interessando apenas os conceitos instituintes da experiência teatral brechtiana.
2. O propósito é modesto e pretensioso ao mesmo tempo: transmitir uma visão ampla das ideias estéticas de Brecht sem sacrificar setores inteiros de sua obra em nome de critérios suspeitos que pretendem estabelecer um Brecht autêntico.
3. O ensaio busca mostrar um Brecht rico em suas diversidades, situado no cerne da encruzilhada da experiência teatral do século, sem pretender percorrer todos os recantos do labirinto acumulado por ele e seus intérpretes.
4. A pesquisa norteia-se pelos eixos do expor, comentar e discutir, que decorrem um do outro e se movem em níveis estéticos, sociais e especificamente teatrais, sem esgotar o campo dos meandros concretos e suas virtualidades.
5. Tudo se coordena pela preocupação maior com os interesses do próprio teatro à luz de Brecht, que problematizou a realidade cênica de ponta a ponta e fez do teatro um problema global pela primeira vez.
6. A grandeza de Brecht está em que, sem utopia ou postura visionária, ele quis simples e efetivamente acertar o passo, comprometendo-se com a realidade social e teatral em processo de transformação.
7. O ensaio divide-se em três partes: uma introdução geral sobre naturalismo e expressionismo, o jovem dramaturgo e a obra do homem maduro.
8. As principais fontes de consulta foram os sete volumes de Schriften zum Theater e, secundariamente, o Arbeitsjournal, com indicações abreviadas por volume e página ou pela sigla AJ.
