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NÍVEIS DE SER

SCHUMACHER, E. F. A Guide for the Perplexed. New York: Perennial, 1977

  • A progressão da passividade para a atividade ao longo dos quatro Grandes Níveis de Ser
    • A passividade pura do reino mineral, onde a matéria inanimada é um objeto totalmente dependente das circunstâncias
    • A passividade predominante, mas não total, do reino vegetal, com sua limitada capacidade de adaptação e um indício de inteligência ativa
    • A mudança marcante para a atividade no reino animal, com a aparição da consciência, vida interior e ação autônoma e propositada
    • A afirmação do sujeito pessoal no nível humano, com a capacidade de autossuperação e de controle sobre o ambiente, apesar das limitações práticas
    • A extrapolação imaginativa ou intuitiva para um Ser totalmente ativo e autônomo, o Deus pessoal ou “Motor Imóvel”, apontando para níveis acima do humano
  • A mudança na origem do movimento como aspecto da progressão da passividade para a atividade
    • O movimento por causa física estrita e o estreito vínculo causa-efeito no nível da matéria inanimada
    • A complexificação da cadeia causal no nível vegetal, onde fatores físicos atuam também como estímulo
    • A adição do fator motivacional de origem interna, não física, no nível animal, eficaz apenas com a presença física do motivo
    • O aparecimento da vontade no nível humano, como motivação adicional que permite agir com base no insight ou na antecipação de possibilidades futuras
    • A extrapolação para um Nível de Ser supra-humano com perfeita presciência do futuro e perfeita liberdade de movimento, completando a progressão
  • A progressão da necessidade para a liberdade como faceta relacionada com a passividade-atividade
    • O domínio da necessidade pura no nível mineral, onde a indeterminação quântica representa a antítese da liberdade
    • A criação do “espaço interior” pelos poderes da vida, consciência e autoconsciência, como cenário da liberdade
    • A constatação de que o ser humano age mecanicamente a maior parte do tempo, e que a liberdade é acordada com o uso da autoconsciência
    • A analogia entre a liberdade e a riqueza: o homem não é livre por natureza, mas pode fazer de sua meta tornar-se livre
    • A imaginação de um Ser perfeito que exerce plenamente e invariavelmente o poder da autoconsciência, que é o poder da liberdade, tornando-se uma Unidade perfeita
  • A progressão marcante em direção à integração e à unidade interior
    • A ausência de integração e de Gestalt no nível mineral, permitindo a subdivisão sem perda de caráter
    • A unidade interior fraca no nível vegetal, onde partes podem sobreviver separadas do todo
    • A integração biológica forte, mas integração mental modestíssima, no nível animal
    • A integração biológica harmoniosa no homem, com integração mental aperfeiçoável, mas uma pobre integração pessoal que gera a experiência de múltiplos “eus”
    • A citação da Epístola de São Paulo aos Romanos sobre o conflito interior: “Meu próprio comportamento me deixa perplexo. Pois me vejo não fazendo o que realmente quero fazer, mas fazendo o que realmente detesto.”
    • A definição de integração como a criação de uma unidade interior, um centro de força e liberdade, que permite ao ser passar de objeto a sujeito
  • A exposição escolástica de São Tomás de Aquino sobre a progressão da integração
    • A citação da Summa contra Gentiles sobre a emanação nos seres inanimados, que ocorre apenas pela ação de um sobre o outro
    • A descrição do primeiro vestígio de vida nas plantas, onde a emanação procede de dentro, ainda que de forma imperfeita e dependente de um princípio externo
    • A descrição da vida sensitiva nos animais, onde a emanação, começando de fora, termina dentro, sendo mais íntima, mas ainda não perfeita por ocorrer sempre de uma coisa para outra
    • A definição do mais alto grau de vida como a vida intelectual, na qual o intelecto reflete sobre si mesmo e pode entender-se a si próprio
    • A gradação da vida intelectual, do homem (que precisa dos fantasmas) aos anjos (que se conhecem por si mesmos) até Deus (em quem entender e ser são a mesma coisa)
    • A conclusão de que “superior” implica sempre “mais interior”, “mais profundo” e “mais íntimo”, enquanto “inferior” implica “mais exterior” e “superficial”
  • A progressão da visibilidade para a invisibilidade como facetas da hierarquia dos Níveis de Ser
    • A correlação entre o aumento da interioridade e a diminuição da visibilidade aos sentidos externos
    • O interesse principal nos fatores invisíveis: a vida num pacote de sementes, a consciência num animal
    • A descrição incisiva de Maurice Nicoll sobre a “invisibilidade do homem”: “Todos nós podemos ver o corpo de outra pessoa diretamente… A pessoa em si é invisível.”
    • A citação de Maurice Nicoll sobre a dificuldade de compreender que a vida é “o drama do visível e do invisível” e que somos pessoas invisíveis num mundo de pessoas invisíveis
    • A projeção da progressão para Níveis de Ser totalmente invisíveis acima do homem, cuja realidade foi crida ao longo da história
  • A relação entre o grau de integração e a riqueza do “mundo” experienciado em cada Nível de Ser
    • A ausência de “mundo” para a matéria inanimada, devido à sua passividade total
    • O “mundo” limitado do vegetal, circunscrito às suas modestas necessidades biológicas
    • O “mundo” mais rico do animal, ampliado pela curiosidade para além das necessidades biológicas
    • A capacidade humana de ser capax universi, de trazer todo o universo para a sua experiência
    • A correlação direta entre a altura do Nível de Ser de uma pessoa e a grandeza e riqueza do seu mundo
    • O mundo pobre e desolador daquele que, como o materialista, se limita ao mensurável, atraindo uma vida miserável conforme a descrição de Thomas Hobbes: “solitário, pobre, desagradável, bruto e tacanho”
    • A extrapolação para o nível Divino, onde o Ser é capax universi na perfeição, possuindo omnisciência, tal como na citação bíblica: “Não se vendem cinco pardais por dois entes, e nenhum deles é esquecido diante de Deus?”
  • A dimensão temporal da riqueza do “mundo” em cada Nível de Ser
    • O tempo como mera duração no nível mais baixo
    • O tempo como experiência do presente, ampliado pela memória e pela previsão, nos seres conscientes
    • O alargamento do “presente” à medida que sobe o Nível de Ser, abarcando mais do que é passado e futuro para os níveis inferiores
    • A noção do “agora eterno” no mais alto Nível de Ser imaginável, conforme sugerido pela passagem do Apocalipse: “para que não haja mais tempo”
  • A legitimidade da explicação teleológica em função do Nível de Ser em análise
    • A defesa de que a questão das causas finais deve ser respondida com referência ao Nível de Ser do fenômeno
    • A rejeição da teleologia para a matéria inanimada, mas a sua legitimidade para o nível humano
    • A abertura à possibilidade de vestígios de ação teleológica nos níveis intermédios
  • A analogia da pirâmide invertida e a descrição do homem como um ser de múltiplos corpos ou aspectos
    • A comparação dos quatro Grandes Níveis de Ser a uma pirâmide invertida, onde cada nível superior compreende o inferior e está aberto a influências superiores
    • A fórmula do homem como m + x + y + z
    • A correspondência com as doutrinas que descrevem o homem com quatro “corpos”: corpo físico (m), corpo etérico (x), corpo astral (y) e o “Eu” ou Espírito (z)
    • A simplificação para uma visão tríplice do homem como corpo (m+x), alma (y) e espírito (z)
    • A simplificação posterior para uma visão dualista de corpo e alma, e a eventual negação da alma pelo materialismo científico
  • A visão do materialismo científico como geradora de um cosmos sem sentido e de um homem acidental
    • A caracterização do universo materialista como um caos de partículas sem propósito ou significado
    • A consequência lógica de ver o homem como um caos de partículas, um acidente cósmico infeliz e sem consequência
    • O questionamento sobre se esta imagem faz sentido face à experiência real que se pode ter da hierarquia dos seres
  • A conclusão fundamental sobre a natureza “aberta” do homem e o seu potencial para o super-humano
    • A reafirmação da impossibilidade de fechar a mente às escalas verticais e descontinuidades após a contemplação dos quatro Grandes Níveis de Ser
    • A visão do homem como “aberto”, não estando no nível mais alto, mas possuindo um potencial que pode levar à perfeição
    • A compreensão da autoconsciência como um poder de potencial ilimitado que não apenas torna o homem humano, mas lhe dá a possibilidade de se tornar sobre-humano
    • A citação da máxima escolástica que sintetiza este insight: “Homo non proprie humanus sed superhumanus est”, significando que para ser propriamente humano, deve-se ir para além do meramente humano
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