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CADEIA DE SER

SCHUMACHER, E. F. A Guide for the Perplexed. New York: Perennial, 1977

  • A concepção hierárquica do universo como uma Grande Cadeia do Ser dividida em quatro reinos
    • A visão ancestral da Cadeia do Ser como um esquema descendente a partir do Divino, com perda progressiva de qualidades
    • A visão moderna, influenciada pela evolução, da Cadeia do Ser como um esquema ascendente a partir da matéria inanimada
    • A opção metodológica por iniciar a análise a partir do nível mais baixo, o reino mineral, considerando o ganho sucessivo de qualidades
  • A diferença ontológica entre os reinos mineral e vegetal e a introdução do mistério da vida
    • O reconhecimento do poder ou fator 'x' que distingue um organismo vivo da matéria inanimada
    • A incapacidade das leis da física e da química para explicar ou descrever os poderes de crescimento e autorreprodução dos seres vivos
    • A caracterização da transição para a vida como uma descontinuidade ontológica ou um salto no Nível de Ser
  • A diferença ontológica entre os reinos vegetal e animal e a introdução do mistério da consciência
    • A adição do poder ou fator 'y', identificado como consciência, que confere novas possibilidades aos animais
    • A natureza sagrada do fator consciência, por ser algo que se pode destruir mas não criar
    • A caracterização da transição para a consciência como outra descontinuidade ontológica ou salto no Nível de Ser
  • A diferença ontológica entre os reinos animal e humano e a introdução do mistério da autoconsciência
    • A adição do poder ou fator 'z', identificado como autoconsciência ou a capacidade de a consciência recair sobre si mesma
    • A definição da autoconsciência como a capacidade de dizer “eu” e de dirigir o pensamento de acordo com propósitos próprios
    • A advertência sobre o termo 'autoconsciência' ser meramente “um dedo apontando para a lua”, indicando um mistério a ser estudado
  • A representação esquemática dos quatro Grandes Níveis de Ser
    • A fórmula do ser humano como m + x + y + z, combinando mineral (m), vida (x), consciência (y) e autoconsciência (z)
    • A fórmula do animal como m + x + y, e a do vegetal como m + x
    • A fórmula alternativa por subtração progressiva de poderes a partir do ser humano:
      • M; animal M - z; vegetal M - z - y; mineral M - z - y - x
    • A maior facilidade de compreensão do esquema descendente, baseado na experiência prática da perda dos fatores x, y e z
  • A incompreensibilidade da doutrina evolucionista da emergência espontânea dos poderes da vida, consciência e autoconsciência
    • A afirmação de que só se pode compreender, “em certo sentido”, aquilo que se pode fazer
    • A conclusão de que a emergência acidental de poderes que os seres humanos não podem criar é totalmente incompreensível
  • A hierarquia inquestionável dos quatro reinos, apesar das fronteiras por vezes disputadas
    • A caracterização do universo como uma grande estrutura hierárquica de quatro Níveis de Ser marcadamente diferentes
    • O reconhecimento de que cada nível é uma banda larga, com seres superiores e inferiores dentro dela
    • A afirmação de que a existência dos quatro reinos não é posta em causa pelas dificuldades de demarcação pontuais
  • As limitações das ciências físico-químicas e a crítica às pretensões reducionistas
    • A constatação de que a física e a química, que lidam com o nível mineral, não possuem conceitos para os fatores x, y e z
    • A analogia entre dizer que a vida é uma propriedade de átomos e dizer que Hamlet é uma propriedade de letras
    • A crítica às “ciências da vida” modernas por não estudarem a vida como tal, mas apenas o seu suporte físico-químico
  • A crítica ao tratamento reducionista da consciência animal e a sua influência na prática social
    • A afirmação de que descrever um animal como um sistema físico-químico complexo omite a sua “animalidade”
    • A constatação da influência ainda pequena da zoologia que vê nos animais mais do que máquinas complexas
    • O exemplo de como as teorias filosóficas absurdas, como a do “animal-máquina”, tendem a tornar-se prática normal
  • A confusão nas humanidades entre consciência e autoconsciência e as suas consequências para a definição do humano
    • A constatação de que as humanidades, que lidam com a consciência (y), raramente distinguem esta da autoconsciência (z)
    • A analogia entre estudar animais para entender o homem e estudar física para aprender sobre a vida
    • A afirmação de que tudo sobre o homem pode ser aprendido exceto o que o torna humano, o fator z
  • A importância relativa e a dificuldade crescente de compreensão dos fatores m, x, y e z
    • A constatação de que a importância dos fatores para a condução da vida aumenta na ordem m, x, y, z
    • A questão sobre a existência de algo para além do mundo material, levantada pela mentalidade moderna
    • A defesa de que o essencial é reconhecer a diferença qualitativa dos poderes, independentemente de teorias sobre a sua origem
  • A dificuldade de apreciar a autoconsciência e as definições degradantes do homem que daí resultam
    • A explicação de que a dificuldade em apreciar o fator z surge porque o superior compreende o inferior, mas não o inverso
    • A crítica às definições de homem como “animal inteligente”, “fazedor de ferramentas” ou “macaco nu”
    • A asserção de que nada é mais conducive à brutalização do mundo moderno do que definições degradantes do homem lançadas em nome da ciência
  • A autoconsciência como potencialidade ilimitada que define a natureza superior do homem
    • A citação de Shakespeare, “What a piece of work is a man! how noble in reason! how infinite in faculty!”
    • A citação de Werner Jaeger sobre a realização das potencialidades humanas como algo que, uma vez realizado, passa a existir
    • A citação de Catherine Roberts sobre a importância do conhecimento da humanidade superior para que todos saibam o que significa ser humano
    • A caracterização da autoconsciência como uma potencialidade ilimitada a ser desenvolvida por cada indivíduo para se tornar uma pessoa
  • A raridade e vulnerabilidade crescentes dos fatores x, y e z em comparação com a matéria (m)
    • A sequência de aumento da raridade e vulnerabilidade: a matéria (m) é indestrutível, a vida (x) é rara e precária, a consciência (y) é mais rara e vulnerável, e a autoconsciência (z) é a mais rara e preciosa
    • A constatação de que o estudo do fator z foi, em todas as épocas exceto a presente, a principal preocupação da humanidade
    • A formulação das questões sobre como estudar a autoconsciência, que é tão vulnerável e fugidia, e como estudar o “eu” que estuda
  • A natureza ontologicamente distinta e incommensurável dos quatro elementos m, x, y e z
    • A afirmação de que apenas a matéria (m) é diretamente acessível à observação científica objetiva pelos cinco sentidos
    • A defesa de que os outros três fatores são conhecidos pela verificação da experiência interior de cada um
  • A analogia dimensional para ilustrar a hierarquia ontológica e a realidade relativa dos níveis de ser
    • A comparação da descontinuidade ontológica com a descontinuidade de dimensões: a linha, a superfície e o sólido
    • A conclusão analógica de que só o homem possui existência “real” no mundo, por possuir as “três dimensões” da vida, consciência e autoconsciência
    • A constatação existencial de que o mundo mais “real” é o dos semelhantes humanos, sem os quais experimentamos um vazio enorme
  • O reconhecimento dos quatro elementos como mais importante do que a sua precisa identificação em cada caso
    • A distinção entre o reconhecimento da diferença qualitativa e a identificação problemática em casos fronteiriços
    • A afirmação de que as dificuldades de identificação e a possibilidade de mimicry do inferior em relação ao superior não invalidam a existência dos quatro níveis
    • A caracterização dos quatro elementos como mistérios irredutíveis que precisam ser observados e estudados, mas não podem ser explicados
  • O princípio de que o nível superior possui poder organizador sobre o inferior e a questão dos níveis acima do humano
    • A definição de que numa estrutura hierárquica, o superior possui poder sobre o inferior, podendo organizá-lo e utilizá-lo para seus propósitos
    • A menção à convicção histórica da maioria da humanidade de que a Cadeia do Ser se estende para cima, para além do homem
    • O registro de que os indivíduos considerados os mais sábios e maiores do passado partilhavam e consideravam profunda essa crença
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