Gil
Gil, Fernando (1937–2006)
O método de Fernando Gil é ao mesmo tempo transcendental e genético, ou seja, voluntariamente «impuro»; o transcendental para o qual aponta é um transcendental em movimento. O an-historicismo de princípio dá lugar ao que poderiamos chamar a história da experiência. Esta última obriga a arranjos do campo transcendental que reactivam o seu poder específico.
O diálogo que Fernando Gil instaura com Husserl prossegue dois objectivos que andam a par: tirar as últimas consequências da doutrina fenomenológica da evidência e impedir uma teoria da evidência de se iludir a si própria. Seria, no entanto, um erro conceber este diálogo como a tentativa de descobrir o que em termos heideggerianos designaríamos como o impensado da doutrina husserliana. [Paulo Tunhas]
GIL, Fernando. Modos da evidência. Lisboa: Casa de Moeda, 1998.
