User Tools

Site Tools


baader:franz-baader-les-enseignements-secrets-de-martinez-pasqualis

FRANZ BAADER - OS ENSINAMENTOS SECRETOS DE MARTINEZ PASQUALIS

ORIGINAL

* Os ensinamentos secretos de Martinèz Pasqualis, transmitidos por seus discípulos Saint-Martin e o abade Fournié, situam-no como representador do passado judaico que fez reviver a antiga Aliança não apenas em suas formas mas com seus poderes mágicos.

  • Em todo tempo existiram representadores do futuro, como os profetas, e representadores do passado, que mostram pelo recordação que o passado ainda está presente.
  • Pasqualis, ao mesmo tempo judeu e cristão confessando a religião católica romana, reapareceu num momento de eclipse geral do Cristianismo; a reapareção da magia pagã e judaica só pode ser atribuída ao enfraquecimento do Cristianismo e considerada como o reativo necessário a uma nova e mais poderosa manifestação.
  • O Judaísmo está para o Cristianismo assim como este está para um terceiro termo superior no qual ambos devem ser transfigurados; a perfeita habitação do Espírito divino no homem-espírito é o fim e o sábado.
  • As três eras correspondem ao regime do Pai ou grau de Aprendiz, ao regime do Filho ou grau de Companheiro, e ao regime do Espírito ou grau de Mestre, nos quais o Absoluto progressivamente habita por, com e em o homem.
  • Um dos princípios de Pasqualis é que cada homem nasce profeta e é por isso obrigado a cultivar em si o dom de visão, ao passo que seu discípulo chamava cada homem de Cristo-nascido, isto é, Cristo e não apenas Cristão.
    • Hegel ironizava o dom de profecia como o dom de exprimir coisas santas e eternas de maneira ininteligível, bon mot que refuta tão pouco a verdadeira interpretação das coisas sagradas quanto fornece uma explicação sensata do fenômeno.
    • É igualmente mau fazer a apoteose das manifestações espíritas, seguindo todo ignis fatuus como uma clareza eterna, e não reconhecer nenhuma luz que não seja fria; é difícil discernir, através do brilho fosforescente da turva manifestação espiritual, as trevas radicais interiores.
  • O principal ensinamento de Pasqualis é que o homem tem a cumprir, na região espiritual, a mesma função corporizante que a terra na região material, sendo essa a chave do segredo de sua mistura e complexidade e de sua união indissolúvel com a Terra-princípio.
    • Pasqualis faz preceder a função mediadora terrestre do homem de duas outras ações espirituais, a do Fogo e a do Água, sobre as quais baseia sua teoria e prática teúrgicas.
    • O ternário do Fogo, da Água e da Terra é reconduzido ao ternário do número ou ação primordial, da medida ou reação, e do peso da energia que acompanha e acaba a ação; o elemento Ar ocupa uma função relativamente superior em todas as regiões, nunca entrando como elemento constitutivo na formação.
  • O princípio de Pasqualis de que nenhuma operação física se produz sem uma ação espiritual correspondente não reduz sua física a espectros e espíritos, estando ele isento da superstição moderna na matéria absolutamente desprovida de espírito.
    • Kant já reabriu a porta aos antigos espíritos da natureza ao reintroduzir na física a ideia de penetração dinâmica; os próprios materialistas distinguem entre corpos especialmente ponderáveis e substâncias impondéráveis não isoláveis, agentes imateriais segundo a opinião geral.
    • O amolecimento contínuo dos chamados prazeres dos sentidos e a espiritualização contínua das doenças corporais provam que o culto da própria matéria a desmaterializa progressivamente.
    • Psicólogos recentes distinguiram entre espíritos ou personalidades não individuais e inteiramente individualizadas, mas cometeram o erro de declarar possível uma separação absoluta, como se o espírito pudesse desligar-se da natureza, quando o que parece separação é apenas uma mudança de individualidade conservando a mesma personalidade distinta.
    • Na morte natural e em todos os estados análogos, incluindo o êxtase magnético, é a individualidade da natureza universal que constitui o fundamento da personalidade; essa suspensão da individualidade da natureza no universal não é estado estável, mas serve à transformação de que fala São Paulo, e seria falso negar o retorno particular do indivíduo fora da natureza universal, isto é, a ressurreição do corpo.
  • O regime severo dos sentidos prescrito por Pasqualis tem por único objetivo a pureza e a força dos sentidos, que lhes permite suportar a conduta das potências superiores sem o perigo de serem fulminados como para-raios demasiado fracos.
    • Antes de poder incitar a terra ao bem ou fazer ressurgir a bênção absorvida pela maldição, é preciso fazer partir a própria maldição; esta se ergue imediatamente como tentadora, como serpente rígida do Profeta ou como serpente ondulante de volúpias.
    • A lei fisiológica da faculdade compreensiva dos sentidos já fala em favor da necessidade de tal regime: aquele que fala num tom demasiado alto ou baixo para meu ouvido não se fará ouvir enquanto não se puser no diapasão de minha audição.
    • A diminuição dos milagres na época atual explica-se porque com o progresso das eras a ação do espírito avança na mesma proporção, tornando-se mais forte e intensa mas menos perceptível, como uma voz que sobe de tom e, na mesma proporção, se distancia, enquanto o ouvido que tudo ouve perde de sua força.
    • O contato sensível com os mortos é possível logo após sua morte, mas se perde quando eles se elevam a regiões superiores ou caem mais baixo; disso não se segue que estejamos mais afastados deles interiormente, pois é somente pela inhabitação perfeita que a coabitação sai da resignação da visão, isto é, da fé.
baader/franz-baader-les-enseignements-secrets-de-martinez-pasqualis.txt · Last modified: by 127.0.0.1

Except where otherwise noted, content on this wiki is licensed under the following license: Public Domain
Public Domain Donate Powered by PHP Valid HTML5 Valid CSS Driven by DokuWiki