O coração é simultaneamente vaso e centro, centro que se move padecendo e que, receptivo, dá continuidade à vida, submetendo-a a número e ritmo, e, sendo sede do sentir, é mediador sem pausa, escravo que governa, filho do tempo que profetiza um reino que o sobrepuja nos instantes de êxtase, dor sem limites ou plenitude.
O coração é passividade ativa, mediador sem pausa, escravo que governa, que conduz o tempo e faz presentir um além do reino temporal.
Como filho de Cronos, o coração profetiza um reino que ultrapassa o tempo, revelado nos instantes privilegiados de êxtase, dor sem limites ou plenitude.