10 Psicologia

GABRIEL, Markus. Der Mensch im Mythos: Untersuchungen über Ontotheologie, Anthropologie und Selbstbewußtseinsgeschichte in Schellings “Philosophie der Mythologie”. Berlin; New York: Walter de Gruyter, 2006. (Quellen und Studien zur Philosophie, Band 71).

I. A unidade de ser e pensamento na «Introdução Filosófica à Filosofia da Mitologia»

§10. A psicologia de Schelling: espírito, alma, consciência

1. O pensamento descobre, ao percorrer suas próprias possibilidades, sua referência fundamental e inextirpável ao todo do ente na figura da ideia do ente.

2. O pensamento sabe-se ao fim da filosofia negativa como poderoso em relação ao ser, porque em si mesmo e para si mesmo produz o ens realissimum como seu conteúdo originário, ao desvelar filosofando as condições de possibilidade de seu próprio procedimento.

3. O conceito fichtiano de sichgenesis pode ser invocado para esclarecer Schelling, na medida em que o Fichte tardio, semelhantemente ao Schelling tardio, funda a estrutura de subjetividade do absoluto em um desempenho de ser que em si mesmo é prévio a toda autorrelação mediada, mas só se mostra nesta e como esta.

4. O puro pensamento é em múltiplos sentidos pensamento do ente, noein do on: primeiro, está referido ao ente no sentido do ens realissimum.

5. Ora, o puro pensamento da filosofia negativa não é um acontecimento absolutamente sem mundo, mas o desempenho de sujeitos filosofantes finitos e como tal o resultado de todo o processo natural, como cujo telos o homem aparece na teoria da totalidade.

6. Como a tarefa autoposta da filosofia negativa é uma derivação dedutiva das diversas regiões ontológicas, como a do inorgânico, do orgânico, etc., a partir do absoluto, ela deve agora também poder determinar a posição ontológica do pensante no cosmos.

7. Como o homem, assim como qualquer outro ente, pode ser interpretado como uma composição das potências, mas além disso é o lugar transcendental no qual a constituição do todo se torna transparente, não apenas é possível, mas até filosoficamente exigido fundamentar ontologicamente a psicologia do animal philosophicum.

8. A figura objetiva e rudimentar de consciência que subjaz a todas as formas superiores de consciência e portanto também de autoconsciência é, pois, a alma.

9. Segundo a informação da exposição do empirismo filosófico, o objeto da filosofia da natureza é o fato do mundo.

10. Schelling pretende com sua psicologia apresentar em resumo a teoria completa do conhecimento natural.

11. Com a décima sétima preleção da Introdução Filosófica, Schelling começa a concretizar antropologicamente suas reflexões sobre a teoria dos princípios.

12. Por essa razão Schelling encerra a Introdução Filosófica fazendo do homem seu objeto, o que é preparado por sua psicologia apenas esboçada.