O movimento alternante das ipseidades entre centro e periferia intensifica gradualmente a própria ipseidade e busca equilíbrio estável de potências para permitir vida estável.
Ao afastarem-se do centro, a força atrativa diminui e com ela declina a potência antitética de contração que individualiza.
Ao retornarem ao centro, a contraforça de individualidade é reativada, produzindo alternância que intensifica a autoafirmação.
O objetivo da alternância é alcançar equilíbrio efetivo de potências, condição de emergência de vida estável.
A fuga bem-sucedida da contradição marca o começo da vida natural estável e, por extensão, da vida espiritual que deve crescer a partir de níveis superiores da natureza.
A matéria opera arquitetonicamente, edificando níveis mais complexos que manifestam progressivamente a unidade subjacente à antítese e à pluralidade.
A matéria busca liberar a potência da segunda potência para tornar-se tipo externo do espírito interior.
A intensidade das potências ameaça reverter ao caos, e por isso a estabilidade da natureza material repousa sobre fundamento tênue, com tendência inicial à dissolução em chamas.
O primeiro período do mundo natural é a criação das estrelas, governada pelas potências vastas da ira divina, e um tempo posterior, sob potências mais brandas, vê a formação do ser orgânico.